No segundo galho, na ponta dele, havia um ninho,
Era de um rouxinol, alegre, que cantava doce gorjeio
Como se estivesse, no cantar, fazendo terno carinho
Mais ali, na sombra do flamboyant, tinha uma pedra.
Parecia um banco, presente da natureza para os amantes,
As flores, as mais antigas caiam e enfeitavam o chão
Com elas, o vento vadio desenhava um prfeito coração
Mais na frente, ali onde ainda está aquele ipê amarelo,
Haviam alguns pés de lírio, açucenas e samambaias
Parecia um belo jardim pelas mãos de um anjo cultivado
Tinha até uma orquidéa com a samambaia... abraçados
Hoje, só existem a pedra e o pé de ipê, mas não esqueço,
Era belo! A harmonia da beleza e o perfume do tempo
E foi aqui, está guardado na alma, o que nunca esqueci...
O mais trsite e doloroso adeus que um dia já vouvi
José João
07/05/2.026
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