sexta-feira, 1 de maio de 2026

Rabiscando prantos... não minto


Rabisco meus prantos com letras tristes e tortas
Eles contam com erros e perfeições aquele que sou
Até o pranto, na poesia, sai com saem as palavras,
Dizem na imperfeição do rabisco o que me sobrou

Não sei de palavras bonitas, que falam de beleza,
De lágrimas luzidias, sei apenas rabiscar o que sinto
Se o fizesse com as letras perfeitas e belas palavras
A tristeza que sinto seria arte, não tristeza, não minto

O encanto que, talvez a poesia diga, seria o sentir
Mas aí não precisa palavras bonitas, basta não fingir.
Pra mim, meus rabiscos falando de tristezas e sonhos
Me bastam, se fazem  história sem que precise mentir

Escrever com a pefeição da escrita é impossível pra mim
Não saberia dizer com palavras bonitas o que é ser triste,
Não saberia contar, sem rabiscos tortos, tudo que sinto
Assim sou verdadeiro, conto a verdade e... não minto.

José João
01/05/2.026

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