Por vezes, aos gritos o que alma não sabe conter
E vão ao tempo criando ecos que não se sabe dizer
Se vem só da alma essa tristeza que tanto faz doer
Assim um olhar vazio e triste se perde na distância
Marejado de lágrimas mas... chorando em prantos
Como se as palavras molhadas se fizessem vivas
E para alma ficassem, pelo sal, inocentes e cativas
Molhar as palavras com o pranto que a alma chora
É fazer uma poesia que se reza em contrita devoção,
É fazer que cada verso seja, do rosário, divina oração
Assim, as palavras ditas se fazem gritos chorados
Em prantos que se derramam desde o começo da dor
E seguem como perene companhia até onde se for.
José João
01/05/2.026
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