terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Procurando histórias
O vento da madrugada me sopra o cheiro do amanhã
Que ainda, todo tímido, se esconde atrás das estrelas
Uma chuva fina parece cantar uma valsa desconhecida
E a noite, passando lenta, se fazendo rainha envaidecida
Manda que o tempo atrase o amanhã que quer chegar,
Assim a dor fica mais doída e a solidão mais completa
Deitada comodamente num coração triste que aflito grita
Com a alma, que se desmancha em prantos por tão aflita
O amanhã, com gosto de lágrimas e cheiro de saudade,
Chega procurando histórias que a noite não deixou ficar
Se fez desperta, e acordada, não permitiu nenhum sonhar
Assim ficaram todos os momentos, perdidos num sempre,
O amanhã ficou sem histórias a não ser os prantos caídos
Que ficaram consolando a saudade pelos sonhos perdidos
José João
25/12/2.012
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Outro doce poema querido amigo ...muito tocante um grande e carinhoso abraço Pedro Pugliese
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