O horizonte, distante e belo, convida a sonhar,
Buscar saudades, que talvez venham com prantos
Mas sempre a saudade do que foi belo faz chorar
O pensamento, solto no tempo, busca momentos
Que de tão divinos a alma guarda em segredo,
Esconde do esquecer para sempre estarem vivos
E a eles um coração, agora carente, fica cativo
Lá por trás das flores, muito além dos montes,
Aquele horizonte distante, em divino silêncio,
Um dia fará que lembre o que ainda não vivi?
A saudade sempre lembra a beleza que existiu,
Mas a alma sempre vai buscando novo existir
Quem sabe aqui chore outra saudade que senti?
José João
17/06/2.026
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