Alguns momentos brindados com doce champanhe,
Outros, brindados entre lágrimas e tantos prantos
Que me fazem sentir na alma o que não quero falar
Quantos sonhos vivendo histórias de amor infindo!
Beijando lábios perfumados como se fossem flores,
Acariciando rostos que pareciam fino e macio veludo
A vida, como eterno sonho, se fazia bem mais que tudo
Viajei entre planetas, fiz imagens de mim mesmo,
Corri entre jardins, atravessei rios, corri pelos campos,
Um dia fui escravo, num outro fui um majestoso lorde
Fazia poesias para um rei que me deu um titulo de nobre
Minha vida, devaneios cheios de sonhos mentirosos,
Vi um rosário de ouro no céu com as contas de estrelas.
Num lugar, muito distante, a beleza única de dois sois
Nessa loucura pergunto: alguém sabe quem somos nós?
Mergulhei em mares distantes, com praias no horizonte,
E nadei com um amigo que eu nem conhecia, chegamos.
Fiquei na praia, ele voltou, parecia que o mar era seu,
Essas minhas mentiras! Perguntem, que mentiroso sou eu?
Mas fui um escravo que fazia versos, assim me vi um dia,
Um lorde que foi poeta, que escreveu a vida em versos,
Que se viu um dia deitado e livre flutuando outro viver
Que permanece acordado, brincando ainda de escrever
Sou quem, em leve sono, recorda lugares onde nunca foi,
Sou quem beijou lábios de damas que só em sonhos eu vi
Que viveu histórias, fantasias ou mentiras, ao certo não sei
Também não sei se tudo foi um sonho ou se mesmo vivi!
José João
13/06/2.026
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