domingo, 28 de junho de 2026

As cartas emudeceram.

Até ontem tinha as cartas, já amareladas, letras sumidas,
Ainda diziam o que um dias foi tão gostoso de ouvir,
Tinham os beijos que faziam a alma torcer-se de saudade,
As promessas que, nas cartas, se faziam de doces verdades.

Todas estavam guardadas, algumas manchadas de pranto,
Quando a insônia me tomava, ia busca-las para estar contigo,
E no silêncio da noite bebia as palavras... as lágrimas vinham,
Aí então o coração pulsava mais forte, assim, te sentia comigo

Estavam amarradas com aquela fita que escreveste: te amo.
Não lembro mais quantas noites elas me fizeram sonhar,
Lia uma por uma, sentia cada palavra que me faziam sorrir
Mas se era muita saudade, muitas vezes me fizeram chorar

Hoje, não fez mais sentido guarda-las, não havia mais razão,
O adeus dito naquela última carta doeu muito, doeu demais,
Matou sonhos, matou saudades, os sorrisos se foram por aí...
Só ficou mesmo o silêncio, as cartas, mudas, não falam mais 

José João
28/06/2.026 

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