Onde está o amor? Onde se esconderam o afeto, a ternura...
O que fizeram com os sorrisos? Com a meiguice de um olhar?
Estou perdido, vou voltar no tempo, num tempo bem distante
Onde amar era oração e os amantes ainda sabiam conversar
Vou voltar a esse tempo... de cartas perfumadas com flores
De namorados, sem medo, deitarem na relva contando estelas,
Sentarem num banco da praça ao por do sol falando de amor
Brincar de bem-me-quer com pétalas coloridas de tantas cores
Era um lugar tão inocente! Todos que ali viviam sabiam sorrir
Não esse sorriso falso de uma self, mas verdadeiro, aberto, solto
Que fazia os olhos lacrimejarem alegres pelo tanto prazer de rir
Dos amanhãs não se tinha medo, eram um verdadeiro porvir
Ah! Que belo lugar! Não se tinha medo, as noite eram amigas
Os amantes ficavam até tarde na porta contando suas vontades
As crianças brincavam, corriam cheias de vida pelos campos
Que em festa se enfeitava todo com a luz leve dos pirilampos
E nas quermesses!! O alto falante em cima de um alto mastro
Falava aos namorados, marcava encontros e mandava beijos!!
As barquinhas! Os ousados ganhavam olhares das garotas
Haja força, esconder o cansaço com novas piruetas marotas
Quanta beleza, inocência! Fascinante ternura naquele lugar!
No flamboyant florido os mais velhos contavam histórias
Falavam de suas experiências, da vida e das coisas de Deus
Lições nunca esquecidas dessas que o tempo costuma cobrar
Saudade! Deixavam as crianças serem inocentemente crianças
Faziam brinquedos, trocavam figurinhas, "assistiam" rádio.
Namorados escreviam cartas perfumadas loucos por resposta
Tudo isso se foi com o tempo, agora... só as lembranças
José João
25/03/2.022

Um poema tão verdadeiro que me levou a vaguear ao passado. Adorei :)
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Coisas de uma Vida
Votos de um excelente fim de semana. Beijos