sábado, 19 de março de 2011

Pranto e saudade

Tão desencontrados hoje em mim chegaram,
Pranto e saudade, que no tempo me perdi,
Fiquei sem saber se era hora de lembrar
Ou se havia passado a hora de chorar,

E não foi de tempo apenas, fatídico desencontro
Bem pior foi tentar os dois em mim juntar.
A saudade, como sempre, me trouxe um lembrar,
Lembrar este que o pranto se recusava chorar

Que juiz seria eu nesse momento em que os dois,
Em mim tão importantes, me ajudam a viver!
A saudade me trazendo de um tempo um pensar
O pranto me trazendo de outro tempo um chorar.

Em mim, os dois, sempre são motivos de sonhar,
Ao pranto, sua vontade não poderia negar
Que fazer com a saudade? Aos dois quero agradar!
Com cada um de meus olhos seus motivos vou chorar

Um comentário:

  1. Vc conseguiu falar da dor da saudade com uma ternura tão grande, tão suave... Estamos sempre com saudades... de alguém, de algum momento...
    Muitas vezes de alguém que nem conhecemos e de momentos que nunca vivemos... Assim acontece comigo. Parece loucura!

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