quinta-feira, 30 de junho de 2016

Nos meus sonhos... te amo tanto!

Te vi ontem. Até senti teu perfume, sorri contigo,
Ah! Esse teu perfume, doce perfume de anjo mulher.
Toquei teus cabelos, minhas mãos tremiam, suavam,
Olhei teus olhos, bem dentro deles, brilhavam sorrindo
E toda tua beleza se refletia no tempo ao abrir-se em luz.
Minha alma, por ti tão perto, na comoção do momento,
Entregou-se a um leve e sutil desmaiar e, lívida,
Murmurava entre lágrimas felizes e alegres sorrisos,
Silenciosas confissões de segredos guardados
Desde quando os sonhos, como presságios mágicos,
Vieram me contar de ti. Me perdi, as palavras
Se atropelavam, corriam do peito ao tempo, loucas,
Perdidas num dizer que não diziam e nem sabiam,
Uma mudez inesperada fez minha alma aflita
Implorar aos olhos que te falassem, te gritassem,
Te confessassem todo aquele sentimento que, agora,
Incontido, explodia em profusão... coitados dos olhos!
Que num olhar demente, extasiado, nem sabiam
Se te admiravam ou falavam o que a alma queria te dizer.
Mas de repente um mundo acorda dentro de mim,
E te vejo indo no caminho que um por do sol 
Fez especialmente pra ti... e ti vi ir... lentamente...
Para um mundo onde só mesmo meus sonhos
Podem te encontrar. Mas ficou guardado em mim
O por do sol em que foste, Nem me viste...
O sonho era só meu...mas mesmo assim: te amo


José João 
30/06/2.016


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Juntando meus pedaços

Já me parti em tantos pedaços que nem sei de mim!
Cada adeus, uma saudade, a cada um ficava menos...
Iam-se pedaços da alma, parte do coração, sonhos...
A cada perda ficava sempre menos, sempre menor...
Só aumentavam os meus vazios, a solidão, a tristeza,
A carência fazia morada! Ficava tão menos que a alma
Corria aflita, quase louca, para dentro do meu olhar
Se uma brisa leve passasse por mim, ela jurava 
Ser carinhos de alguém.,. cada adeus que ouvia, 
Era um pedaço de mim que partia, ia sem dizer nada,
Sem olhar para trás, sem se importar com lágrimas,
Nem com angustias e assim fui me fazendo pedaços,
E os adeus acontecendo, as saudades se fazendo mais.
Até que um dia me percebi sem mim, só fragmentos...
Que perdidos, soltos como restos eram tantos
Que não se faziam eu. Sentei no tempo, busquei
Os momentos, juntei a mim o que sobrava da alma
E fui me refazer, trazer de volta os pedaços perdidos
Que tinham ido com adeus que nem mereciam tanto.
Busquei sonhos de volta, até sorrisos que estavam
Guardados, empoeirados, não encontravam momentos
Para sorrir, trouxe-os. Cuidadosamente fui me refazendo,
Juntando meus pedaços, colando com esperanças,
Com muito cuidado para que as emendas, e são tantas,
Não fiquem frágeis,,, e eu possa ser eu outra vez
Mesmo com as cicatrizes que ficaram.
E a fragilidade das emendas


José João
29/06/2.016



Meus segredos...

Ah! Quantos segredos dentro de minha alma!
Segredos guardados, escondidos entre lágrimas,
Dentro de sonhos que sonhei, ou de sonhos
Que ainda vou sonhar. Segredos que até a solidão
Me ajuda guardar, que o silêncio não fala nunca.
Segredos que grito ao tempo em soluços tristes
E que ninguém pode ouvir. Mas tenho muitos...
Alguns escondo dentro de sorrisos fingidos...
Outros, inventando olhares alegres, mas perdidos
No nada, vazios, olhando o que nem a alma vê.
Ah! Se meus segredos fossem rebeldes e saíssem
Se mostrando, contando ao mundo coisas de mim!
Mas eles se fazem só meus, por vezes se mostram
Em versos, em dores doídas que ninguém sabe
Se são minhas. Outras, fingem ser mentiras
As verdades tristes que conto em sutis prantos,
Ninguém sabe se são minhas as verdades
Que as poesias contam! Ah! Esses meus segredos?
Algumas vezes se fazem ousados, e se mostram,
E brincam de não serem segredos, mas isso,
Só quando a dor é tanta que ninguém acredita
Que se possa sofrer assim, aí dizem;
É só uma poesia! São meus segredos que fazem
As poesias parecerem criança: Quase ninguém
Acredita no que uma criança diz.

José João
29/06/2.016



terça-feira, 28 de junho de 2016

Quando não sei se existo

Sou um quadro em branco, um quadro vazio
Que ninguém pintou, uma moldura perdida,
Pendurada no tempo, um pedaço de solidão
Mesclada com uma tristeza que ninguém vê.
Sou isso. Uma quadro que nenhum pintor
Encontrou tinta para colorir. Mas existo.
As vezes até me sinto uma poesia, com versos
Incertos, rotos, alinhavados com angustias
Que se fazem, algumas vezes, costura, outras
Remendos. Poesias que nunca ninguém lê
Porque não contam histórias, nem de saudade,
Vazias de sonhos para amanhã, repletas apenas
De um sentir que dói dentro da alma...
Mas não se faz versos porque as palavras
São poucas para tanta dor. Mas existo
Algumas vezes me sinto uma melodia triste,
Uma melodia que ninguém pode ouvir...
As notas musicais foram feitas de silêncio
E os acordes se perderam no vazio de mim.
Mas existo. Algumas vezes o pranto...
Me lembra quem sou... é a única vez que...
Não sei se existo.


José João
28/06/2.016

domingo, 26 de junho de 2016

Existo... apenas existo

Um dia me perdi em sonhos que nem sei...
Refiz os dias, brinquei de viver, até sorri,
Corria entre as horas, traçava rumo a horizontes
Que se enfeitavam a cada tarde e... sempre mais,
Deixei que os olhos se fizessem caminhos 
E por eles a alma alcançasse toda a plenitude 
De sua própria existência, como se ser feliz
Fosse apenas viver, simplesmente viver...
Mas um dia...os sonhos se fizeram apenas ilusão,
Um dia triste, quando meus olhos gritaram
Desesperados; Te amo. Acho que até em lágrimas...
Os dela não ouviram, ficaram surdos, vazios,
Olhar vago, olhando distante, talvez até sem olhar.
Um silêncio cheio de nada tomou minha voz,
Deixei que os olhos, outra vez, e humildemente,
Falassem o que a alma cabisbaixa murmurava
Como fossem pedaços de dor que, num absurdo
Sentir, já se faziam pontiagudas farpas de solidão.
Então, sentei entre saudades e as tantas tristezas,
Me fiz sombra de mim e existo, apenas existo.

José João
26/06/2.016


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Amanhã talvez...

Hoje não estou pra nada...as palavras se foram...
As poesias se esconderam por aí, não sei onde,
Se desencontraram das tantas saudades,
Os versos, cheios de vazios, voaram soltos...
Fugiram, devem ter ido procurar outras tristezas,
As minhas são tão antigas que se cansaram
De conta-las, faze-las histórias e... se foram.
Afinal, seriam histórias repetidas, das tristezas,
Das perdas, dos adeus, das carências, todas elas,
Que nunca se foram e se parecem tanto!
Apenas são diferentes as lágrimas que as choram,
Mas todas as lágrimas se parecem, só a alma
Da gente sabe a diferença, logo, na poesia,
Todas elas seriam iguais, por isso não estou
Pra nada, nem pra chorar, nem pra sentir saudade,
Muito menos para escrever versos, poesias,
Seriam só fragmentos, pedaços soltos de mim,
Não teriam sentido, seriam versos incompletos
Poesias inacabadas... amanhã talvez...quem sabe?

José João
23/06/2.016



...Me descobri feliz.

Sou feliz ainda, mesmo com as angustias,
Tristezas, mesmo com a dor das perdas,
Ainda hoje...descobri que, apesar de tudo,
Ainda estou vivo, mesmo sentindo 
Essa saudade que por vezes me faz chorar,
Outras vezes, mesmo com sorrisos tristes,
Me chega como se dissesse que amanhã
Outro dia virá e que tristezas e carências,
Que agora ficam, irão como se fossem brisa
Que vai sem caminho pra voltar. Sou feliz,
Descobri que dentro de mim tem um mundo
Ainda inocente, tem uma criança que brinca,
Que ainda acredita em história de contos de fadas,
Que os olhos choram alegres ao contarem 
As coisas da alma, quando em profundo silêncio
Ouve a Ave Maria como oração divina
De um canto angelical como fosse promessa 
De iluminados amanhãs. Me descobri feliz,
Porque mesmo em lágrimas, descobri...
Que ainda estou desperto para o amor...
Ainda posso amar.

José João
23/06/2.016


terça-feira, 21 de junho de 2016

Ser triste é o de menos

Ser triste... é o de menos, já nem me importa,
O que me preocupa é... como vou poder viver
Se um dia essa saudade tua for embora?
Me desespero, me entrego angustiado ao pranto,
Só em pensar minha alma treme, soluça...
Ajoelha-se em oração solene e implora em rezas
Que aprendeu rezar desde aquele adeus,
Que num silêncio afogado em lágrimas foi dito
Sem que nenhuma palavra fosse ouvida...
Desde aí a saudade se fez plena, se fez vida,
Me acalenta os dias, brinca de ti trazer de volta,
Brinca me dizendo que ela é uma gaveta
Que fica em mim cheia com teus guardados,
De coisas que deixaste por não poderes levar...
Como sorrisos, olhares, beijos, até os bom dia
Sonolentos, um bocejar numa manhã alegre,
Porque a noite se fez repleta de nós dois.
Me diz também que ela é um pedaço completo
De ti que ficou comigo e se choro... docemente
Ela me diz: Valeu a pena, tua vida pode ser triste
Mas nunca será vazia...ser triste é o de menos...


José João
21/06/2.016




Hoje a saudade foi maior

Não sei porque, mas hoje...mais que sempre,
Senti tua saudade, tão doída e tão terna,
Que me perdi, os sorrisos brincavam de sorrir,
Mesmo tristes como se a tristeza os quisesse apagar,
E os olhos, entre lágrimas e risos te buscavam
No tempo, iam longe, pelos caminhos perdidos,
Por onde só caminhavam os pensamentos.
Mas só havia um lugar onde puderias estar,
E estás... dentro de mim. Jamais te deixei ir,
Nunca me permiti ficar só, sem te ter por perto,
Nos sonhos, nas lembranças vivas de momentos
Que se fizeram eternos, guardados na alma,
Mesmo dentro do silêncio, quando a solidão
Insiste em chegar, mesmo quando os vazios
Fazem lacunas nos dias mais tristes, ainda assim,
Nunca deixei que te tomassem de mim...
Nunca permiti que o tempo usasse do esquecer
Para te levar a lugar nenhum, como se tudo,
Como se você, não fosse a vida que preciso viver


José João
21/06/2.016

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Tu ...meu segredo mais perfeito

Ah! Se soubesses dos meus tantos sonhos!
Como te fazes dona de todos eles e de mim!
Ah! Se soubesses dessa minha vontade de sorrir
Com teu sorriso, dessa loucura de te sentir
Dentro de minha alma, povoando meus segredos,
Me fazendo sentir essa toda saudade dos dias,
Dos momentos que nunca vivemos...se soubesses...
Na minha solidão, nunca mais fiquei só, sempre estás,
Te sinto perto... sem me deixar nenhum vazio,
Até o silêncio que doía tanto, não é mais silêncio,
Agora se faz voz, chamando ternamente teu nome
Com meu pensamento que te busca entre os sonhos
Que só sei sonhar contigo, entre os olhares perdidos
Que te desenham nos horizontes que minha alma
Pinta como perfeitos quadros cheios de ti.
Ah! Se soubesses desse meu segredo?! 
Acho que minha alma ficaria rubra, trêmula,
Ficaria muda e apenas os olhos, timidamente,
Diriam o que talvez um soluço nem deixasse dizer
...Mas ...tu entenderias.


José João
17/06/2.016


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Depois da tristeza...

Sempre se diz, talvez para consolar a alma,
Que depois das lágrimas, haverá de vir sorrisos,
Mas esquecem-se de dizer... até quando virão
Os prantos! A mim se fizeram tantos, que a vida,
Neles se encharca, e os sorrisos, se perderam
No tempo, ou pelos caminhos onde não passo.
Fiz de mim duas metades, uma cheia de tristezas
(dessas que sempre dizem; um dia passará)
A outra, repleta de vazios, sem nem pensamentos,
Na esperança que um dia (e tudo parece em vão)
Momentos cheios de sorrisos, sem lágrimas,
E sem nenhum adeus venham deixa-la completa,
E tomara, assim me encontre comigo mesmo.
Cansado, sentei no tempo, vendo as horas
Passarem lentas, sentindo a alma ajoelhar-se
E aos prantos, rezar orações vazias, sem sentido,
Num doloroso silêncio, desses que só se sente
Quando se está na mais completa e plena solidão,
Desses que nem a mais terna saudade faz passar
A dor. Assim, espero que, depois das lágrimas,
Me venha, pelo menos, o pedaço de um sorriso,
Mesmo triste, que alguém tenha perdido por aí.


José João
16/06/2.016

terça-feira, 14 de junho de 2016

Minha outra maneira de chorar

As vezes, dentro da própria solidão...insistente...
Rio-me tanto da dor que sinto, chego a gargalhar,
A tristeza, com cara de surpresa, se esconde...
Dentro mesmo dos meus olhos, nem me importo,
Mas lá ela fica, não deixo que os olhos chorem,
E ela, acuada, angustiada, olha a solidão sem entender
E em silêncio pergunta o que há comigo! Rio-me.
Finalmente, solidão, tristeza, angustias, todas
Caladas, passivas, inertes, como se fossem nada,
Paradas em minha frente, me vendo sorrir,..
E rio-me as gargalhadas. A dor insiste em ser dor,
Retorce-se dentro dela mesma como se quisesse
Fazer-me senti-la com toda sua intensidade...
Pela saudade vinda de um adeus que ouvi.
Mas não deixo, me fecho dentro de mim...
E apenas permito que os sorrisos, os risos...
Alguns até escandalosos tenham a liberdade
De se exporem ao tempo como meu sentir...
Mas a alma aflita, já em aparente desespero
Grita: Desde que aprendeste a fingir e..
Chorar sorrindo...nuca mais chorei ...chorando.
Essa minha alma...não sabe guardar segredo.


José João
14/06/2.016




Quem disse que um adeus nos deixa só?

Quando te foste, foi como são todas as despedidas,
Nunca se fica só, apesar do adeus dito, em silêncio,
As vezes, em outras, em soluços convulsivos...
As lágrimas, como pedaços de dor vindas da alma,
Não nos deixam só, a ausência se faz cheia de vazios,
De temores, o medo dos amanhãs, até a solidão,
Repleta de silêncio, nos invade, e na demência...
De todo esse sentir ficam as lembranças..
Que o tempo faz mudar de nome e chama saudade.
Assim estou, acompanhado de tua ausência,
Que me toma todo o espeço, o ser, o existir.
Me acompanham, as vezes com tímidos sorrisos,
Os sonhos que sonhamos, em outras, as lágrimas,
Jorram aos prantos, e os sonhos se fazem dor.
Em vã tentativa tento, mas não consigo
Me esconder de mim, e me deixo ficar, assim,
Como se os ontens tivessem sido de sonhos,
O hoje fosse um despertar triste, e os amanhãs
Apenas medo...dessa dor ser ainda maior. 
Depois de um adeus...nunca ficamos só


José João
15/06/2.016







sexta-feira, 10 de junho de 2016

O milagre de amar.

Te amei...te amei tanto que esqueci meu nome,
Me vesti de ti, tomei teu sorriso e sorria por nós,
Vivia teus dias, teus momentos, como fossem meus,
Até meus sonhos eram os teus, e se por um descuido
Sonhasse sonhos que fossem meus, era contigo.
Me entreguei como se não precisasse mais de mim,
Só você me preenchia, até minha alma se fez você,
As vezes nem sabia qual das duas me fazia viver.
Ah! Mas o tempo, outros dizem destino, não sei,
Não permitem a entrega plena de duas almas,
Quando, por tanto amor, se fazem a perfeição 
Do existir, na mais terna e singela harmonia
De corações amantes que se fazem apenas um.
Não se importam com a dor, com as lágrimas...
Com a agonia sufocante de uma tristeza intensa
Que toma os dias, as noites, sufoca o sentir...
E tudo se faz uma saudade tão difícil de viver...
Tão difícil de não chorar quando ela vem...
Mas ainda, mesmo aos prantos, me resta
A felicidade de ver, que mesmo sem mim,
Tu és feliz...te amo...no silêncio do meu segredo,


José João
10/06/2.016

terça-feira, 7 de junho de 2016

Do tamanho da vida.

É no meu silêncio que encontro a mim mesmo, 
É a liberdade que a solidão me permite e se faz
Como fosse um pedaço do tempo ou de um mundo
Feito pra mim. Nela busco as histórias que vivi,
Sejam de angustias, de dores, tristezas, saudades,
Até sorrisos que uma vez ou outra a vida permitia.
Prantos, as vezes chorados sem aparente razão,
Quando a alma confunde amor e paixão, e por esta,
Também se chora...  mas só até qualquer amanhã,
Mas quando é amor, esse amor que entra na gente,
Que deixa os dias repletos de quem se ama. Ah!
Aí os amanhãs se fazem eternos, solidão e silêncio 
Se tornam intensos, do tamanho da dor que insiste 
Em se fazer infinita, muito maior que o adeus,
Do adeus que não se queria ouvir (o que dói mais)
É dentro do silêncio que me faço voz... e só dentro
Da solidão, amo outra vez o que nunca deixei 
De amar com a ternura de uma saudade...
Do tamanho da vida,


José João
07/06/2.016






segunda-feira, 6 de junho de 2016

A eternidade de um olhar

Um olhar, apenas um olhar, e minha alma
Se entregou serva, te guardou como relíquia,
Te tomou como dona e se fez toda tua...
Todos os momentos ficaram teus, os dias,
Num ir e vir risonho, todos ocupados
Contigo, repletos de ti, vividos por ti.
As palavras se perdiam, tão poucas eram
Nada diziam porque nada podiam dizer,
Os sentimentos não permitiam e o mais longe
Que podiam chegar era, infinito... ou eterno.
E tudo pra nós era muito mais...muito além.
Nunca me permiti ser menos que ser todo teu...
Até hoje, quando a saudade me chega,
De mansinho, vindo de dentro da alma,
Me toma em soluços, depois os olhos,
Sempre atentos ao meu sentir, se iluminam
Em lágrimas que escorrem lentas no rosto
Como se querendo escrever teu nome...
E um sussurro como se fosse um pedaço de dor
Saindo de dentro de mim, tenta dizer:
Ainda te amo


José João
06/06/2.016

As poesias! Enganam tanto!

Ah! As poesias! Enganam tanto! As minhas,
Por exemplo, me enganam muito. Nem sei
Se são realmente minhas! As vezes se misturam
Com sentimentos, com momento de outros,
Quando falo em adeus, aquele adeus que choramos
Ao ouvir, ou aquele adeus que ouvimos
E fingimos ser fortes, "impassíveis" e depois,
Escondidos, nos desmanchamos em prantos...
Você já ouviu adeus assim? Que chorou por dias...
Você lembra ainda? Não, não precisa lembrar agora...
Continue lendo a poesia. As vezes "minhas" poesias
Falam de saudade. Aquela saudade que ficou
Morando dentro da gente, que por mais
Que o tempo passe ela fica ali, forte, como fosse
De ontem, as vezes de um olhar, de uma palavra,
De um passeio em que se viu o por do sol
Juntos, mãos dadas, de repente um tremor,
As mãos timidamente se apertam, um olhar,
Um beijo! Você já sentiu saudade
De alguma coisa assim? Não, não sorria,
Nem feche os olhos, ou melhor...sorria
E continue a poesia...elas enganam tanto!!

José João 
04/06/2.016

sábado, 4 de junho de 2016

Um livro de saudades.

Nos olhos...uma tristeza com a cor da saudade,
Na boca, um gosto amargo de angustia, e a vida...
Indo, caminhando sem rumo, sem direção
Nem sentido. Apenas indo e impondo ao peito
Um sufocar de gemidos que não se fazem palavras
Porque a voz se perdeu no infinto desespero
De estar só, dentro do vazio de uma ausência,
Que existe desde quando um adeus foi dito.
O silêncio de um olhar se fez até sempre,
As lágrimas, caindo dos olho tristes, molhando
O rosto, arrastavam-se lentas na esperança
Que o tempo fizesse o adeus não ser dito.
Depois, um sepulcral silêncio dentro do tempo,
Caídos de joelhos, alma e coração choravam...
E o momento triste foi se eternizando, se fazendo
Vida, se fazendo história, e hoje ela se escreve,
Por si só, nas páginas amarrotadas e sem 
Cor de um livro de folhas velhas...esquecidas
Com apenas o título...saudade.


José João
04/06/2.016




quinta-feira, 2 de junho de 2016

O silêncio da alma

As palavras se esconderam de mim, partiram,
Talvez a procura de outras saudades, outras
Lágrimas...só sei que se foram, me deixaram só.
Minha voz se perdeu no silêncio, no silêncio
Da mudez de minha alma que hoje, preferiu
Calar-se, entregar-se de joelhos em clamores
Mudos pela tanta falta de sonhos novos,
Os antigos, se fizeram histórias tão doídas,
Que ela pede que não voltem mais,
E aos prantos, num sufocar-se de angustias,
Lhe vem em sonolento lembar, momentos
Que diz não ter vivido, assim finge que a dor
De agora nunca existiu. Pobre alma triste
Perdida no silêncio do tempo! Pobre voz
Que se perde entre soluços e prantos!
Pobre poesia que as palavras se recusam
A lhe fazer os versos, e nas entrelinhas,
Na mudez da alma calada do poeta...
Uma lágrima lhe cai no rosto triste...e...
Grita um nome,,,um nome... eternamente


José João
01/06/2.016

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A dor que a alma sente

Ah! Se a mim tivesses vindo ontem!
Nas horas em que a tarde sonolenta
Canta um canto triste e finda o dia
E a alma toda em pranto se lamenta

Ah! Se a mim tivesses vindo ontem!
Na hora em que o sol chora mais triste
Na hora em que o céu se faz canção
Verias o que na minha alma ainda existe

Ah! Se a mim tivesses vindo ontem!
Mesmo nos volteios da brisa passageira
Terias visto em meus olhos uma súplica

Que como eco de dor me vem da alma
Toda triste, tão solitária e tão carente
Que dirias dor de um pobre anjo doente


José João
30/05/2.016

domingo, 29 de maio de 2016

Meus guardados na alma

Coloquei tudo que pude e o que o amor me permitiu,
Dentro da alma. Segredos, saudades, carências...
Tudo...um amarrotado de lembranças mal guardadas,
Palavras não ditas que até talvez, se ditas, teriam
Mudado o rumo, modificado os dias... duvidas...
Quem sabe até me fizessem bem mais triste...
Não que seja de todo triste, só a maior parte de mim.
Ah! Quantos adeus estão guardados dentro da alma!
Alguns gritados com um olhar rancoroso...
Outros sem rancores, mas cheios de tristeza, lágrimas,
Alguns gritados em silêncio com o olhar perdido,
Volteando demente, os vazios que se faziam 
Pedaços de tempo, de amanhãs cheios de prantos.
Dentro da alma guardei com cuidado tudo que pude, 
Poesias inacabadas, recitadas no silêncio de mim,
Repletas de momentos que esqueci de viver...
Guardei noites, guardei até sonhos...mas esses...
Ainda hoje os guardo nas minhas noites,
Nas manhãs, no acordar do dia, escondo-os
Sob os travesseiros, e vou fingir viver.


José João
29/05/2.016







Quando os dias acordam assim.

O dia, hoje acordoou como se não tivesse
Havido ontens e nem precisasse haver amanhãs,
Acordou vazio, demente, desprovido de sonhos,
De saudade, de lágrimas, até de histórias
Que pudessem se fazer poesia. Só o silêncio
Passeava entre as horas, que lentas, se arrastavam
Vazias, quase sem ir, quase sem ter tempo,
Quase paradas por nada haver pra contar,
Mas ainda assim consegui o fragmento 
De uma saudade de um ontem muito antigo
Misturei com o nada que o hoje se fez
Com o silêncio que ele fez questão de deixar
Com a solidão (que sempre o silêncio permite)
E me pus a rabiscar palavras soltas, sem sentido,
Mas que lembrassem esse hoje sem os ontens, 
Sem os amanhãs que nem se se farão história
Mas que precisarão ser vividos mesmo que 
Todos os dias acordem assim... vazios...mas...
Cheios de minha carência


José João
29/05/2.015

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Saudade... minha eterna amiga

Nunca estive só, perdido na plenitude da solidão,
Sempre há quem chore comigo, divida comigo
As tantas dores, as tantas lágrimas que choro,
Tenho quem chore comigo e por mim as tristezas,
Que por vezes, me chegam do nada, sem motivo,
Como se viessem apenas pelo simples prazer
De me ver triste. Se chorasse sozinho, as dores,
As angustias, ausências e carências que me vêm
Por apenas vir, ou por, talvez, coisas de minha alma,
Coisas que ela sente e não me diz, apenas toma
Meus olhos, sem cerimônia e sem pudor para chorar
As dores que são dela, eu já teria me desfeito
Em prantos... ou seria eu meus próprio prantos.
Mas tenho quem me ajude chorar, chore comigo
Ou por mim, chore como se fosse meus olhos.
A saudade, doce companhia, nunca me deixou
Chorar sozinho, choro  apenas a primeira lágrima,
A segunda ela me enxuga a face com um beijo...
As outras ela chora por mim, copiosos prantos,
Mas é ela quem chora...minha eterna amiga...
Nunca me deixa só, na plenitude da solidão.


José João
26/05/2.015


terça-feira, 24 de maio de 2016

Meu deserto

No deserto que se vive... entre as multidões,
Não se tem liberdade, nem tempo, nem sombras,
Quero a liberdade dos desertos verdadeiros,
Cheio do divino silêncio da natureza inocente
Ensinando a ouvir as coisas que ninguém diz,
Ver com a alma, porque no deserto, com os olhos,
Se vê tão pouco! Estar perto e ao mesmo tempo
Longe de tudo, e a certeza maior que é você
Quem está mais perto de você. Onde a solidão
É toda sua, você faz com ela o que quiser, sonha
Grita nomes, declama versos, vai sem rumo,
Fica em lugar nenhum, confere estrelas, 
A liberdade se faz quase infinita e passiva
À quem habita um deserto em que a multidão
Não esteja. Assim fiz o meu...sagrado deserto
Onde só habitamos, eu e tua saudade.


Jose´João 
24/05/2.016







segunda-feira, 23 de maio de 2016

Minha liberdade

Gosto de correr entre meus sonhos em total
E plena liberdade, brincar de solidão, se for preciso,
De chorar fingindo sorrir, de fazer versos soltos,
Cheios da liberdade de dizer, de se fazerem completos,
Se para isso houver dor suficiente. ou incompletos... 
Se não houver tristezas para rezar ou contar.
Quero minha liberdade de amar, de sofrer,
Minha liberdade cheia de loucuras, de desejos,
De me entregar sem medo de chorar nem
Dos amanhãs. Voar sem rumo, a procura 
De corações desocupados, vazios, carentes
Assim como o meu, escrever versos dentro deles
E fazê-los parecidos com um por do sol,
Sempre belo e diferente todas as tardes. 
Quero a liberdade das poesias, invadir corações
Sem pedir licença, encher almas e olhos  de lágrimas
Pela emoção dos sentimentos que provocam.
Quero a liberdade de um pássaro admirando 
Uma flor, do gorjeio indo ao mundo em acordes
Desconhecidos e únicos. Quero a liberdade
De te amar eternamente, de gritar dentro de mim
Que, mesmo sem saber quem és...te amo.
Quero essa minha liberdade


José João
23/05/2.016


O poder da solidão.

Minhas respostas! Nunca veem! Minhas orações!
Não sei se são ouvidas. Meus lamentos ...
Se perdem de mim aos gritos, correndo entre os muros
Construídos de solidão com argamassa de angustias, 
Endurecidos e pontiagudos ferem cruelmente a alma,
Até o eco dos lamentos fazem silêncio, com medo
De despertar uma dor maior. A tristeza, dentro de mim,
Voa em desvairada loucura, declamando versos tristes,
Fabricando lágrimas, que se perderiam no tempo,
Não fosse essa necessidade de chorar um saudade. 
E fora de mim, ao tempo, a tristeza ocupa 
Todos os lugares, até os vazios, sempre cheios de nada
Se enchem dela...como se pra mim, nada mais
Fosse preciso que apenas chorar, apenas existir
E viver fosse uma ilusão, dessas que se jura
Ser verdade. Ah! Como gostaria de entender
O poder da solidão sobre a alma! Põe-lhe de joelhos,
Lhe profana a inocência, lhe faz pecadora...
Tanto, que ora blasfêmias na orações que reza.


José João
23/05/2.015



sábado, 21 de maio de 2016

Eu, nas noites

As vezes, nas noites, na sombria escuridão,
Quando me perco no vazio do  tempo e de mim,
Quando minhas mãos tateiam perdidas no nada
Como se procurassem, em vã tentativa, um carinho,
Vem a solidão, num silencioso chegar, e lhes toma,
No que sinto um terno afagar, tanto é a carência! 
Aí vêm as lágrimas, lentamente passeando pelo rosto,
Suaves e gentis como se fossem sutis carícias.
Fecho os olhos, para dentro da escuridão te ver...
E te vejo... e sufocado pelos soluços, pelos suspiros
Murmuro teu nome, te faço confissões dementes
E a alma, em desespero, grita tão alto quanto 
Pode permitir o silencio: Te amo. A saudade...
Ao ouvir tão desesperado apelo, se apressa
Em trazer momentos distantes, sonhos vividos,
Beijos acontecidos que só fazem aumentar a dor.
E a noite, a solidão. a saudade, a carência
Essa desesperada falta de ti, essas lágrimas...
Se confundem comigo, se fazem ... eu.

José João
21/05/2.016

Eu, minha alma e o tempo.

Minha alma é uma mulher misteriosa,
Cheia de segredos, amante do tempo
Que lhe fecunda o ventre.  Ovários,
Cheios de letras e versos, e o tempo...esse,
Repleto de saudades, tristezas, angustias,
Por vezes raros momentos risonhos.
No cio, quando tempo e alma se juntam
Numa entrega de infinta e inocente doação,
Se fecundada pela saudade que o tempo traz
A alma pare versos de doloridas ausências,
E me chama em desespero para junta-los
E chora com meus olhos como se fossem seus.
Se fecundada pela tristeza que também,
Vem com o tempo, grita em louco desvario
Dizendo que apenas chorar não lhe basta,
Que lágrimas são poucas e me manda buscar,
No mais profundo de mim... prantos.
Para escrever versos encharcados de dor.
Mas se fecundada por saudade, tristezas
E angustias... aí, coitado de mim...
Por ser tanto, choramos juntos... mas
Vêm só a mim, aí pensam que choro sozinho
E que a poesia é só minha.

José João
21/05/2.016

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Preciso de tua saudade

Sinto saudade, te chamo em desespero
Como se clamasse pela própria vida...
Sinto como se tudo fosse muito pouco,
E uma angustia, mais angustia que mesmo dor,
Me toma em silêncio, me invade a alma,
Me faz perdido de mim mesmo...me procuro,
Mas uma solidão, desde tua ausência, não sei
Se está em volta ou dentro de mim, tanto 
Que não me ouço nem sussurrar teu nome.,
E me desencontro dos sonhos em que estavas.
Ah! Se  soubesses o que sinto! Essa vontade
Louca de correr, gritar, gritar gritar, até a voz
Emudecer para que a alma não se faça
Mais pecadora gritando injurias e blasfêmias,
E uma tristeza, a mais triste de todas as tristezas,
Fica provocando os olhos a se fazerem fontes
De prantos, e pouco a pouco, uma, duas e outras
Lágrimas rolam em meu rosto, nele escrevem
Nossa história  que não pode ser esquecida
Porque preciso de tua saudade, preciso viver.


José João
18/05/2.016




terça-feira, 17 de maio de 2016

Cada saudade é uma dor diferente.

Minhas poesias! Cheias de versos sufocados
De lágrimas, perdidos no tempo e de mim.
Versos escritos com palavras soltas, largadas
Dentro de sonhos que nem sei mais sonhar.
Versos que choram em prantos doloridos
As tantas saudades, se perdem nas rimas
Escritas repletas de carência...e de vazios,
Assim ficam (coitadas) poesias inacabadas, 
Sempre, o ponto final do último verso,
Se faz lágrima, que vem solta, desesperada,
Gritando lá de dentro dos olhos que ela
É o começo de outro verso, de outra dor,
De outra saudade. Começo outra vez
A mesma poesia, mas, com novos prantos,
Tipo artesão, vou alinhavando palavras
Que as vezes nem caberiam nos versos
Não fosse a poesia ser mágica e dar
Outro sentido a elas, que ficariam mortas
Não fosse as tantas dores...que se jura...
Ser apenas uma. Cada adeus é como fosse
Um por do sol, sempre diferentes


José João
17/05/2.016






segunda-feira, 16 de maio de 2016

Essa eterna maneira de te amar!

Onde estás? Te vejo dentro dos meus sonhos,
Sinto minha alma repleta de ti. Te sinto no pulsar
Forte do coração como se fosse um grito
Chorando tua ausência. Te sinto em cada lágrima
Que choro. Um desespero me toma, me sufoca, 
Me enche de loucas vontades... de correr no tempo,
Sem rumo, sem estradas, sem nenhum lugar pra ir,
Uma angustia! Na boca um gosto de saudade,
Os lábios se contorcem como se quisessem
Rezar uma oração, mas só sabem dizer teu nome.
Nos olhos, que a alma usa pra te procurar,
Apenas o pranto. Choram sem nenhum pudor,
Nem mais se preocupam em te buscar, choram...
Apenas choram essa dor tão doída que não passa.
Essa tanta saudade de ti, fazem minhas mãos,
Em desespero, tatearem o vazio buscando teu rosto,
E meu corpo, treme na convulsão de um soluço
Que me sai cheio de dor...cheio dessa falta de ti.
Não sei onde estás, mas nunca saíste de dentro de mim
E ficarás... até quando a eternidade permitir.


José João
16/05/2.016



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Quado a saudade resolve falar de amor

Hoje minhas lágrimas choraram mais que sempre
Porque hoje... a saudade resolveu me falar de amor,
Sussurrou, no silêncio de mim, palavras que um dia
Foram ditas quando uma história de amor se fazia
A louca razão de duas existências em apenas uma.
Hoje, as lágrimas com sorrisos tristes, se deitaram
Comodamente em meu rosto, se fazendo caminhos
Entre as marcas dos beijos ali há muito adormecidos...
Das carícias já esquecidas, que um dia foram gritos
Eloquentes quando os olhos rezavam orações novas
Clamando a um deus a eternidade de cada momento.
Hoje até as palavras se fizeram saudade falando coisas
Que a alma ouvia como fosse um sonho repetido...
Quanto mais sentia o ardor da angustia, mais o pranto
Encharcava os olhos, afogando os sonhos distantes
Que insistiam em chegar com a saudade, que hoje,
Não sei porque, resolveu falar de amor.


José João
13/05/2.016



quinta-feira, 12 de maio de 2016

Noites, solidão e saudades

As dores e minhas infindas noites! São tantas!
Lembranças, sonhos vazios, silêncio, prantos,
Buscas nas vãs tentativas de voltar ao tempo,
Trazer momentos vividos, como se a loucura
Me fizesse vive-los outra vez. Madrugadas frias,
O alvor do dia a se esconder entre as lágrimas
Que a alma chora pelas tantas e tristes saudades
Que insistem em se fazer historias de ontem,
Beijos que nunca foram dados brincam nos lábios,
Palavras que nunca foram ditas se fazem verdades
Correndo entre os pensamentos que não param
De lembrar as vontades não acontecidas, que agora
Se tornam remorsos, mórbidos arrependimentos,
Que para enganar a alma, murmuro nomes e digo
Que é saudade. Angustias povoam os sentidos
Repletos de silêncio, tanto que a solidão,
Cheia de nada, entra pelas brechas do tempo,
Desde quando qualquer adeus me deixou só,
Remexe sem pudor meus segredos guardados
E por pena me abraça se fazendo minha amante.


José João
11/05/2.016

terça-feira, 10 de maio de 2016

Com que parece a saudade?

Como é doída essa dor de depois de um adeus!
Marca em cicatrizes profundas a própria alma,
Que inquieta, não encontra abrigo para esconder-se,
Qualquer lugar é bom para chorar, não adianta ir...
Nem ficar, a dor é sempre a mesma. Sufoca...
Martiriza, enche o espaço de vazios alucinantes,
As lágrimas, feito fonte corrente, se derramam
Como se buscassem um alívio para tanta dor.
E chega, de dentro da solidão, a saudade.
Mas de que é feito a saudade? De angustias e
Tristezas? Mas existem saudades que brincam
De fazer no rosto sutis sorrisos, levam olhares
Para momentos distantes, embora perdidos
Entre o tempo, a dor, e os sonhos que restaram
Como lembranças perenes de instantes vividos
Que se fazem eternos enquanto a vida existir.
Tudo fica para trás em caminhos perdidos, 
As marcas não são rastros para fazer voltar 
Faz a saudade parecer um horizonte feito de tempo
Onde nunca mais se pode chegar...


José João
10/05/2.016

segunda-feira, 9 de maio de 2016

O que sou agora

Estranha sensação esse vazio dentro de mim,
Essa solidão gritando dentro do silêncio
Palavras que não escuto, que apenas sinto,
Nenhum sonho pra dizer que ainda me resta
Um pedaço da vida que vivi um dia.
Nenhum acontecer que me faça lembrar
Que os amanhãs existem. Tudo se faz tão pouco!
Menos essa tristeza, que brinca de fazer lágrimas,
De escrever com a saudade, molhada em prantos,
Versos que não sei falar, nem escrever, só sei chorar.
Esse me sentir só, essa falta de mim mesmo,
Essa carência nua de qualquer pudor a me tomar,
A me fazer mendigo, pedindo um resto de olhar,
Um pedaço de sorriso que ninguém quis,
Um aceno como  se dissesse um até logo,
Um... vou voltar. Nada, só essa angustia...
Louca, desvairada, me tomando os sentidos
Numa demência tamanha...tanta... que digo
Palavras soltas, e a alma jura que é teu nome


José João
09/05/2.016

domingo, 8 de maio de 2016

Quando se aprende amar

As vezes a gente sofre tanto que aprende a amar,
Um amor diferente, puro, inocente e sem medo,
Sem temor das decepções, sem medo dos amanhãs...
Porque fomos muito além de nós...muito além.
As vezes se sofre tanto, que amar é a única
Maneira de se ficar vivo, aprendi com os prantos,
Os tantos que chorei. Quantos adeus já ouvi!
Quantas palavras mudas me machucaram a alma!
Quantos silêncios já me invadiram o pensar
Com doloridos vazios! Me fazendo resto de mim!
Foram todas essas lágrimas, esses vazios e adeus
Que me ensinaram amar. Não peço que me amem,
Apenas amo, não peço amanhãs, apenas amo,
Não peço promessas de amor eterno nem infinito,
Não peço nem ao menos esperanças, aprendi...
Não me prendo a sonhar com o que me dizem,
Apenas amo, Amo intensamente e sem reservas,
Se um dia houver um adeus...eu amei..
Se não fui amado, não fui eu quem perdeu tempo!
Tenho a saudade para lembrar que amei.


José João
08/05/2.015







sábado, 7 de maio de 2016

Quando a tristeza é inspiração

Há algum tempo, bem antes de ter aprendido
Chorar, meus versos eram feitos de sonhos,
Brincavam de contar minha vida, se faziam
Minha história, contavam meus momentos
Sem segredos, em rimas cheias de mim,
Eram versos completos, repletos de ternura,
Gritando um sentir que só a alma sabia.
Depois vieram os adeus, aprendi chorar,
Fabricar prantos, aprendi que a solidão existe,
Que a tristeza é mais que uma companhia,
Fica dentro da gente como essência descabida
De um sentimento que não passa, que fica
Sem se importar com o tempo, se faz morada
Fazendo que a alma em desespero invente
Orações que nunca vão além de ser blasfêmias.
Agora os versos se fazem mentirosas verdades
Tanta é a dor que sinto, que por mim fingem
E dizem incoerentes que... a saudade...
É outra maneira de amar.


José João
07/05/2.016






quinta-feira, 5 de maio de 2016

Meus versos...pedaços de mim

Algumas vezes nem sei se são minhas
As poesias que escrevo. As vezes me perco
Nos versos que se tomam de mim e por si
Se fazem. Alguns se fazem tristes, perdidos,
Cambaleando na poesia como fossem versos
Bêbados, embriagados de prantos antigos
Com gosto da angustia que a alma chora.
Outros correm nas linhas e entrelinhas,
Risonhos como criança que nem sabe
Porque ri, Me ensinaram sorrir, mesmo
Com os olhos cheios de lágrimas...
Sorrisos que ainda fingidos, parecem sorrisos
(E há quem acredite, quase ninguém lê
As poesias com a alma) Outros, são versos
Cheios de solidão, de rimas cansadas e rotas
E o pensar querendo alinhavar palavras soltas
Que nada dizem, bem melhor seria o silêncio.
E assim, meus versos escrevem a poesia
Remendando pedaços de mim.


José João
05/05/2.016





terça-feira, 3 de maio de 2016

Um amar sem depois

Quero amar, mas um amor diferente, sem palavras,
Um amar risonho, onde até as lágrimas
Se façam alegres, gritando no rosto coisas
Que só elas sabem dizer. Que os olhos
Gargalhem como risos incontidos de criança,
Um gargalhar que faça a alma jogar-se ao tempo
Vivendo a magia da eternidade em cada momento.
Quero um amar assim... divinamente simples,
Viver nas pequenas coisas um infinito de prazer.
Quero um amar inocente, vazio de medos...
E cheios de amanhãs repletos de nós dois,
Fazer da simplicidade de cada acontecer
Uma história...preciso amar assim, brincando
De ser criança, de ser gente, de ser eu,
Brincando de buscar sonhos e faze-los verdade,
Vive-los na mais completa harmonia...
Como se sonhar e viver se confundissem...
Quero amar assim, sem coerência, sem razão...
Sem antes, sem depois, assim... como se sempre
Fosse apenas nós dois, preciso amar assim.

José João
03/05/2.016