segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Alma prostituída



Uma lágrima cai dos meus olhos,
Afaga meu rosto, sem que eu queira,
Como uma meretriz, que afaga sem carinho,
Ainda assim minha alma se prostitui, e prostituta
Se deita cômoda na cama do tempo
Como se o macho fosse um pensamento,
Sem que ela perceba, estéril.
Que sorte! Assim não haverá criação.
E a sólida, mais que solidão ou carência,
Figura de um fantasma bêbado cheio de vazio,
Em depressivo passo alucinante,
Cambaleia numa estrada sem rastros,
Nem parece caminho, apenas uma rota de fuga
Por onde ninguém nunca passou.
E o vento, silencioso, por ser tão pouco,
Canta baixinho uma canção sem nexo,
Se contorce como se fosse louco,
Como se estivesse no cio... no coito
Querendo fecundar a alma prostituta
Que traiu o estéril pensamento,
Não com o vento, que bobo se roça no tempo.
A alma carente se entrega a um mero e
Qualquer Tormento... como este fosse...
O galã do momento.

José João

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