quinta-feira, 3 de março de 2016

A dor de uma ausência

Tua ausência, nas noites, fica mais doída,
Aumenta os vazios de dentro de mim...machuca,
Faz as horas se arrastarem lentas, sem pressa...
Faz a angustia se sentar no tempo, faz a tristeza
Espreitar ansiosa a porta entreaberta da alma, 
Que, coitada, aflita se senta no nada pra poder chorar.
E a saudade, reticente, muda, com passos incertos
Se aproxima como se estivesse com medo de chegar,
Como se não tivesse certeza de poder sentar-se
Dentro de mim e se fazer oração rezada com os olhos
Em um rosário de lágrimas que avulso, se atiram
No meu rosto como se fossem carícias tristes
Na vã tentativa de me fazer pensar que não estou só.
A solidão grita, estridente, dentro da alma, como louca,
Como se estivesse em pleno cio com a noite...
A parir pedaços de sonhos que não se criam mais,
A parir pedaços de nada para a dor ser ainda maior.
De repente um suspiro, como se fosse um lamento triste
Acorda o silêncio...era o eco de meu pensamento
Tentando gritar teu nome.

José João
03/03/2.016





Te amo e não sabes! Que importa?

Ora mais... que egoísmo! Insano! louco e vergonhoso!
Não me permito senti-lo se é tão verdadeiro o que sinto.
Se te amo (e te amo) sem que de mim tu saibas...
Que importa? Isso se faz tão pouco...apenas te amo.
E me basta. Te ponho em meus sonhos, em todos eles,
E em cada um te fazes o mais importante de mim.
Que importa que não me conheças e de mim não saibas?
Se me tomas todo, me preenches os momentos...
Meus pensamentos, cheios de ti, acariciam minha alma,
Que culpa tens se é minha alma que precisa da tua!?
Se é minha alma que se faz passiva a essa vontade...
Essa tanta vontade de apenas te amar...te amar.
A beleza do amor é apenas amar...é assim, tão simples.
A saudade que sinto de te é mais completa, perfeita, até,
Por que me fazes sonhar sonhos que nunca vão acontecer
E o que nunca acontece não pode ter imperfeições.
E se um dia te olhar nos olhos?! Os meus vão morrer de rir!
Por esconderem um segredo que não imaginarias nunca...
Depois, quando estiver sozinho, eles se abrirão comigo,
Com minha alma e com o sentimento, e suas palavras...
Em forma de lágrimas...gritarão aflitas em meu rosto. ..
E o que te importaria isso?

José João
03/03/2.016



quarta-feira, 2 de março de 2016

Eternamente

Recordações, sentimentos, sonhos...pensamentos,
Me fazem pensar que sempre vais estar aqui...
Em minha frente, brincando de se fazer saudade,
Brincando de fazer eterno os momentos vividos,
Sem permitir que outra história aconteça, por que tudo...
A plenitude do viver, a existência do sentir, se fez você,
Só existe você na beleza plena, no sentir incontido
Que explode de dentro da alma para fazer viver outra vez
Todos os momentos, todos os olhares e confissões 
Que a alma, em perene oração, rezava sussurrando teu nome.
Não me pergunto mais por mim...e nem me importa saber
Se toda essa saudade não te trouxer de volta,
Num sentir único de momentos que nunca passaram,
Ficaram aqui dentro de mim, sempre fazendo
Uma saudade nova, com lágrimas novas para chorar
A plenitude de uma entrega infinita, sem detalhes.
Sem pedaços. Porque esse sentimento, por tanto eterno
Se fez completo...em mim...até nos sonhos.


José João
02/03/2.015



terça-feira, 1 de março de 2016

Minha divina loucura

Não sei por que me chegas tão forte assim!!
Não sei quem és, nem onde estás, mas me tomas
Todos os pensamentos, invades minha alma,
E comodamente ela te acolhe sem reservas,
Te entrega meus segredos em serenas confissões.
Me fazes sentir uma falta estranha como se sempre
Estivesses aqui, tão perto que se põe dentro de mim,
E toda essa saudade que nem sei se é mesmo saudade,
Me invade, se apossa do meu sentir que até ouço tua voz,
E a minha, como se fosse minha loucura, sussurra
Pra dentro da alma um nome que nem sei se é teu.
Estranho esse teu me tomar, esse teu me invadir,
Me levar, em ternos devaneios, a passear contigo,
Entre flores primaveris, entre sorrisos tão inocentes,
Como se a inocência da própria loucura me fizesse
Ser teu numa entrega plena na infinitude do tempo.
Não sei se são sonhos ou saudades perdidas
Que tomam  tua forma, te fazem minha razão,
Te dão vida nessa minha carência tão vazia

José João
29/02/2.016




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

As vezes a vida brinca comigo

As vezes a vida me faz criança, sorrindo feliz
Por sonhos que sonhei, que aconteceram 
E ficaram dentro de mim marcando o tempo.
As vezes me faz ser menino brincando de colher flores
Nas primaveras. Chorar sorrindo na beira do rio
Por lembrar o primeiro beijo, me faz, em pensamento,
Correr por caminhos que levam ao começo do arco-íris,
E nas noites, as vezes, a vida brinca comigo, 
Me fazendo, sentado sobre a relva, esperar atento,
No céu, uma estrela cadente, e ...lá vem ela, rápida,
Luzente como um raio, me faz atropelar as palavas
Para fazer um pedido que quase não dá tempo.
Mas muitas vezes, e quase sempre, a vida...a vida
Se faz lágrimas, se faz dor, se faz essa angustia
Que fica, que mora, que insiste em fazer da pobre alma
Um canteiro de flores murchas, sem brilho, caídas
Dentro do vazio que uma ausência encheu de carência.
As vezes a vida me faz assim...algoz da criança...
Que quase já não existe em mim.

José João
25/02/2.016


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Silêncio! Por favor!

Silêncio! Por favor silêncio. Minha alma
Quer ouvir meu pensamento, que está todo nela,
Está seguindo seus passos, está indo em horizontes
Onde só eu posso chegar, com essa saudade toda,
Que também só eu sei sentir. Silêncio, por favor...
Deixem que ouça o pulsar do coração, 
Como se fosse oração perene chamando seu nome
Em divinal comédia. Silêncio que estou amando...
Os momentos que se fizeram eternamente meus,
Os sonhos que nunca deixei de sonhar...
Silêncio, por favor, deixem-me chorar em paz
Toda essa saudade que ficou em mim, na alma,
Na vida, que agora se faz um mundo só pra ela,
Chorar essa ausência que me tomou de mim,
Que me encheu de vazios doloridos, sem formas
Como se fossem disformes pedaços de nada
Que só quem sente a dor da falta pode saber.
Silêncio, por favor. Deixem essa saudade
Dormir comodamente dentro de mim.

José João
23/02/2.015



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Uma dor estranha...diferente

Hoje tem uma saudade diferente dentro de mim...
Uma saudade que a alma não sabe dizer, só sabe,
Em silêncio, chorar. É uma saudade que nunca senti.
Uma saudade dolorida...uma dor estranha...
Não é essa dor que muitos sentem...essa dor 
Apenas dor, a minha é diferente, é viva...densa
Parece ter mãos, me toca, abraça, aperta...
Parece até ter gosto...não sei de onde vem
E nem por que sinto. Não sei se é a tristeza da falta
De sonhos. Não sei se é uma falta infinita,
Do que nem sei mas que preciso. Sei que é uma saudade
Que nunca senti. Talvez seja isso. Saudade 
Do que nunca tive, do que nunca vou ter...
Isso faz a dor ser diferente, ser maior, mais triste,
E ...mais dor. A angustia vem de mansinho,
Esgueirando-se por entre a solidão e a noite,
Olhos cabisbaixos, como se fosse tímida,
Sem coragem de me olhar, mas na verdade,
Ela vem trazendo ainda mais dor escondida.

José João
19/02/2.015




domingo, 14 de fevereiro de 2016

Quando esquecer é impossível

Vivi momentos intensos, infinitos, eternos...
Momentos que faziam os sonhos serem tão pouco,
Tão pequenos, que passavam sem que eu percebesse,
Tanta era a intensidade do sentir os momentos, 
Viver um sentimento que se fazia maior que a vida,
Ou, pelo menos, a própria vida, cheia de nós dois.
Não é apenas lembrar, o que faço agora é viver...
Viver outra vez os momento dentro dessa saudade 
Que me invade, que me toma, que se eterniza, 
Que se faz viva como se tudo se fizesse sempre.
O tempo se fez passivo para esses tantos momentos,
Nem se lembrou de passar, ficou nas marcas ardentes
Que ficaram dentro de mim, como fossem cicatrizes
Mal curadas mas que não doem, apenas ficam.
Até hoje minha alma sente a ternura das caricias,
Dos beijos, que teu olhar a ela nunca negou,
Até hoje ela se deita passiva à tua vontade...
Gritada por essa saudade que não tem fim...
Que te deixa toda e completa dentro de mim.


José João
14/02/2.014





sábado, 13 de fevereiro de 2016

A saudade só é bela para os poetas

Saudade não é dor, é só mesmo saudade,
É a beleza de sentir o coração pulsar descompassado,
É sentir o sufocar de um soluço, é a beleza da volta
De momentos que foram vividos e nunca esquecidos.
Saudade são versos declamados pelos olhos,
Escritos no rosto por lágrimas reluzentes que brincam
De enganar a alma dizendo que nunca houve um adeus.
A saudade não deixa vazios, se faz de sempre,
Não escolhe momentos, está em todos eles,
Não escolhe lugar, no ir ou no ficar faz estradas 
No pensamento, eterniza o tempo, não permite
O esquecimento caminhar entre sonhos ou lembranças.
Ah! Essa saudade que nunca vai! Brinca na poesia
Que a alma, muitas vezes chorando, declama em silêncio.
Nas noites... se deixa ficar ajudando a apagar os vazios
Que a ausência deixa ao se fazer dor. Saudade...saudade
É a certeza de que o amor apenas trocou de nome,
...mas toda essa beleza, acreditem, é invenção dos poetas...
A saudade dói, arde no peito e fere mortalmente a alma.


José João
13/02/2.016



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Deus e os poetas

Ah! Se pudessem os amantes, aqueles que nem têm mais
Lágrimas para chorar. aqueles que a alma não vai além,
Que, de joelhos, desmanchar-se em orações e ladainhas,,
Que a dor ensinou chorar. Quem dera esses amantes
Pudessem falar com Deus! Quem dera pudessem ser ouvidos!
Talvez até sejam, mas que adiantaria amar tanto...
Se um dia não tivessem que, aos prantos, sentirem saudade?
Sentir, no mais íntimo do ser, a dor que lhe permite
Lembrar que um dia foi feliz. Quem seria Deus
Se não permitisse a eles chorarem tristemente alegres,
Nas poesias que a vida lhes faz  sentir, mais que escrever!
Ah! Esses poetas e amantes que brincam com a angustia,
Enfeitam a tristeza com lindos risos fingidos, e...
Com a saudade, brincam como enamorados, nas noites,
Nas madrugadas, no alvor do dia que chega!
Ah! Se os poetas e amantes pudessem falar com Deus!
Talvez até pedissem mais lágrimas, mais saudades,
Mais sonhos impossíveis para enfeitar seus versos...
Na verdade, acho que Deus entende os poetas,
Se não entendesse como poderia fazê-los tão alegres
Dentro de uma tristeza... tão risonha? (Para eles)


José João
11/02/2.016


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Não me deste tempo de...

Te foste sem esperar... apenas me ouviste dizer...
Mas as palavras eram tão poucas, tão sem sentido.
Não esperaste para que te mostrasse o que é o amor,
Não esse amor que dizem, mas o que eu sentia...
Não esperaste para ver as loucuras que seria capaz,
Tudo para te dizer: te amo, só com a alma e o coração.
Não esperaste que completasse os versos, que preparasse
As lágrimas, que as ensinasse a serem felizes
E que brilhassem em meus olhos a cada momento
Que aos teus eu dissesse. TE AMO, aos gritos da alma,
Nem esperaste que eu aprendesse a leveza das caricias
Da brisa da manhã para te envolver em sutis abraços,
Não esperaste nem que me fizesse criança para brincar
Na inocência do teu ser em infantis desejos de ser feliz...
Não me deste tempo de buscar estrelas nos sonhos,
Que também não deste tempo de sonhar, e foste...
O tempo que me deste, esse que se fez eterno em mim,
É esse de chorar tua saudade, sem mais nada poder dizer.


José João
10/02/2.015


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Dores que só sei sentir

É uma saudade estranha, essa dor tamanha
Que apenas sinto sem saber porque,
São momentos eternos de uma saudade que vem
De onde, não sei, sei apenas que dói, sei apenas sentir.
Tudo se faz tão pouco, a beleza se esvai em densa
Penumbra como fossem lágrimas que choro
Sem querer chorar...mas é mais forte, me invade,
Me toma de mim, se faz uma força que me domina,
Essa saudade louca, estranha que não sei de quem é.
As vezes me deixo ser levado a um mundo
Que não sei, e como poesia me escrevo em versos
Me desnudo, descubro outro mundo onde não sei viver.
Não sei se é a solidão, vindo talvez da carência,
Da falta de um olhar que ninguém nunca deu.
Me perco de mim em sonhos que um dia queria sonhar
Desejos ardentes, vontades dementes, até insensatas
Por tão impossíveis de acontecer. Me olho por dentro
E de dentro de mim, me vejo chorando saudades perdidas
Em dores sentidas de adeus que ouvi e não quis entender

José João
09/02/2.016


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Um pássaro ferido

Pobre ave que no chão caída a debater-se em vão
Lhe quebraram a asa e dor insana lhe toma o tom
Um canto sem melodia, dor em forma de canção
Sai da alma em silêncio, gorjeio sem ter um som

Um olhar vazio ao infinito azul agora distante
Lhe chega ao peito tristeza infinda não poder voar
Queda-se o triste pássaro em infinito instante
E pede aos céus... antes da morte lhe fazer sonhar

Sonhar voando, liberdade plena, perto do céu
Brincar com o vento, faze-lo estrada e nele ir
Ao sabor do nada por entre nuvens e indo ao léu

Mas de repente uma dor maior lhe toma todo
Lembrar do ninho, dor cruel pior que a morte
E num gorjeio triste chora baixinho a triste sorte.

José João
08/02/2.016








domingo, 7 de fevereiro de 2016

Uma lágrima para cada saudade

Em cada amor que vivi, deixei a melhor parte de mim,
Em todos eles sonhei os melhores sonhos. Vivi.
Intensamente vivi cada um deles, me entreguei
Sem reservas, falei as palavras que queria dizer,
Disse, te amo, em verdades que a alma sentia.
Meus olhos, em olhares carinhosos, em silêncio,
Ou aos gritos da alma diziam do sentimento
Que me tomava todo. Ia muito além de mim mesmo
Para me fazer a medida certa, nem muito, nem pouco,
Dentro de corações que se faziam minhas relíquias,
As mais preciosas dadivas de minha existência.
Com cada um deles vivi momentos divinos,
Por isso essas minhas tantas saudades vivas
(muitos acham que saudade não tem plural) 
Mas as minhas, se fazem uma saudade completa
Para cada lágrima que choro, minhas lágrimas
Falam de minhas saudades, mas meu pranto!
Ah! Meu pranto! Esse me faz chorar todas as saudades
Como apenas uma. Mas o pranto é tão singular!
Prefiro lágrima por lágrima, chorar saudade 
Por saudade, pois são tantas as saudades
Que junta-las em apenas um pranto seria injusto.

José João
07/02/2.015

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Eu, guardado dentro de mim.

Me guardo desesperadamente dentro de mim,
Me escondo dentro dos fragmentos que restam,
Faço-me história, faço-me livro de páginas vivas...
Cheias de saudades, tristezas, de poesias inacabadas,
Contando sonhos de contos de fada em versos
Cheios de risos fingidos, palavras sem sentido...
Mas ainda assim me guardo ou, me escondo de mim.
Para que não se vá, perdido no tempo, as relíquias
Que ficaram...beijos, alguns nem foram dados,
Palavras que esqueci de falar e se as disse
Não disseram o que eu sentia ou queria dizer.
Guardo lágrimas, coitadas, caducas, já reticentes
Por não saberem se foram ou por quem foram choradas.
Saudades perdidas que se arrastam lentamente
No tempo, cabelos brancos, ombros curvos,
De tão velhas, mas sempre serão saudades...
As vezes até me roubam um sorriso triste...
Algumas trazem uma melancolia que não sei dizer
Sei apenas sentir e me perder em devaneios....
Me guardo dentro de mim, para não esquecer...
De mim mesmo.


José João
06/02/2.015



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Eu...hoje

Hoje  me perdi dos sonhos, me perdi no tempo...
Apenas segui, passos lentos, entre solidão e lágrimas,
Percorri caminhos que não conhecia, caminhei sozinho
Entre meus temores conversando em silêncio comigo,
Dizendo palavras sem sentido, palavras dementes...
Apenas minhas lágrimas afagavam ternamente meu rosto,
Brincavam de me enfeitar os olhos, que tristes, fingiam
Olhar um horizonte que nem existia, que nem estava ali.
Angustia e tristeza se faziam anfitriãs de minha alma,
Ocupavam todos os lugares, todas as horas. E ao vazio!
Esse de dentro de mim, que fazia a carência gritar
Escandalosa, ia me tomando todo, me fazendo mudo,
Se fazendo tanto, como se dele eu fosse feito.
A saudade, que nessas horas sempre me socorria
Trazendo sonhos antigos que encontrava nem sei como,
Acho que se perdeu dentro de minha própria ausência,
Sim, minha própria ausência, tanto era a solidão...
Que eu, de mim mesmo, me perdi. Ah! Que dia!
Nem ao menos um ai que fosse, quis ser um verso,
Um verso sem rima, sem sentido, um ...eu ...hoje.


José João
05/02/2.016








domingo, 31 de janeiro de 2016

Meus motivos para viver.

O que me conforta e me motiva viver é saber-me
Desperto para os tantos sentimentos que a alma ainda
Se permite sentir, para os quais tantos estão dormindo,
Perdidos, mergulhados em seus vazios, por terem deixado
A  ternura ir-se de dentro de seus corações.
Sempre estarei desperto para deixar que me invada
As sensações que me façam sentir a vida pulsar
Dentro de mim, sentir a beleza de amar intensamente,
Mesmo que num depois o adeus me faça chorar,
(ser ridículo - como tantos dizem - chorar por amar!)
Mas chorar também é viver, é sentir a vida plena,
É saber-me capaz de sentir emoções que quase 
Ninguém sente mais. Me conforta saber-me
Ainda capaz de sonhar, de buscar caminhos novos,
De ainda admirar a beleza do por dos sol, de ter a vontade
De caminhar na direção de outros horizontes, sem medo.
O que me conforta e me motiva viver, é saber-me capaz
De ainda amar, por apenas amar. É saber-me capaz
De ainda sentir saudade...isto me motiva viver...
E me conserva no olhar a doçura de dizer: Amo

José João
31/01/2.016




sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O cisne e a dor de um adeus

Qual cisne a debater-se em dor dolente
No convulsivo estertor que a ele toma
Com tristonho olhar ao mundo grita
Que a dor é dádiva apenas de quem ama

Tropeça nos próprios passos e o tremor
Que lhe aflige a vida a toma-lo em pranto
Lhe faz perder-se em sonhos mortos
Pois que a própria morte a ele é o encanto

Pobre cisne a rodopiar sobre o vazio!
A deitar-se na relva, lhe chega o cansaço
Abre triste as asas, implorando um abraço

Quanta dor! Sacrifício de almas carentes
Se toda essa aflição é dada por um adeus
Então belo cisne... sei a dor que sentes


José João
29/01/2.016






quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Minha loucura

Não sei de onde vem essa falta de ti...não sei.
Nem te conheço, nunca te olhei nos olhos,
Nunca ouvi tua voz, mas não canso de ti pensar,
E uma dor descabida...uma saudade sem sentido
Me toma, me leva para dentro de sonhos
Que apenas eu sei sonhar. Nunca me senti assim,
Tão perdido, dentro de um vazio que essa tua falta,
(E nem sei quem és) me invade  e me enche
Com essa agustia, como se tua ausência fosse de ontem
E não de sempre, mas que ausência? Nunca ti vi!
Me toma um cansaço doente, uma vontade de dormir,
Não sei se pra sonhar ou te esquecer? Só sei que
Essa vontade sem razão, esse querer sem esperança
Me invade a alma e uma tristeza, maior que
Qualquer  tristeza que já possa ter havido, me toma,
Desde mim até a alma, que cativa a essa loucura
Te desenha em versos incompletos, mas cheios,
Transbordantes desse sentimento que se faz
Maior que eu. Não sei quem és, nem te conheço,
Mas preciso, de pelo menos, essa saudade de ti.


José João
28/01/2.016

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Para viver não é preciso...

Com todas as dores que se há de sentir
A vida continua. Com todas as tristezas
Que se há de sentir...a vida continua...
As vezes a saudade alivia a dor...outras...
Acentua, tanto, que as lágrimas gritam nos olhos
Palavras que só a alma sente...e faz versos...
Versos mentirosos, cheios de risos, para enganar
A própria tristeza que, sem cerimônia, se faz
Inquilina do tempo, dos pensamentos,
E até dos sonhos, uns apenas sonhados,
Outros vividos, alguns que se queria sonhar
Mas a alma tão dolorida não se permite mais
E tudo fica apenas dor, não essa dor que se chora,
Que as lágrimas massageiam e logo se vai...
Mas uma dor insistente, incoerente, descabida,
E por isso se faz muito mais forte muito mais dor.
Mas a vida...a vida continua e o tempo diz:
Para viver ... não é preciso ser feliz.

José João
25/01/2.016

Quero apenas amar

Quero apenas amar, sem motivo e sem medidas,
Amar por amar, me entregar por me entregar...
Amar intensamente sem medos e sem reservas
E gritar esse amor sem nenhum medo de chorar

Amar com o amor mais louco até o mais profano
Um amor que  pode ser até mesmo incoerente
Como é todo amor inconsequente e sem razão
Tão amor que por mais devasso, seja  inocente

Não quero pensar, nem devo, pensar é buscar razão
E amar é uma divina loucura nem precisa se explicar
Como explicar?! O coração sabe sentir mas não falar.

Quero amar sem medidas, até voar se preciso for
Criar sonhos, estradas, criar caminhos, inventar
Sim...inventar... outra maneira infinita de amar.


José João
25/01/2.015

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Minha poesia em flor

Um dia, muito além do meu próprio pensamento,
Muito além de todos os sentidos, sonhei uma poesia...
Uma poesia viva, divina em toda sua plenitude...
Tão perfeita que os sonhos eram poucos para sonha-la.
Na verdade, talvez até fosse mais que uma poesia,
Talvez fosse a própria vida vestida de beleza,
Eu a fiz uma flor, divina, bela, pura, inocente, infinita,
Plantada num jardim em que ela era a única,
Tão rara sua divinal beleza que, sem ter palavras,
Não lhe pus um nome. Era  a mais bela flor
De todas as vidas...e só minha. A brisa lhe tocava
Suavemente as pétalas e perfumava todo o prado,
E a mim perfumava a vida, me fazendo flutuar
No mais belo universo criado por uma poesia perfeita.
Minha flor sem nome (nenhum nome era digno dela)
Por ser eterna ainda hoje existe, única no jardim...
Tão única, tão bela, que ao lembra-la me vêem as lágrimas
Gritando meu desespero de perde-la, num adeus dolorido,
Silencioso, que apenas´se sentiu sem nunca se dizer.
Ela, com certeza, continua bela no jardim em que estiver.


José João
19/01/2.016




A poesia que não pude escrever

    Meu Deus...onde estão o lápis e o papel?
Estavam aqui, eu os coloquei aqui, agora que preciso
Não encontro e...a poesia está quase completa
No pensamento, mas...ah! Sim o caderno...está aqui...
Mas não!!... Não tem uma folha limpa! Não é possível!
O que faço? Onde estão o papel e o lápis? Por Deus!
A poesia começa a ir embora, começa a apagar-se
No pensamento, logo essa poesia, que vinha gritante,
Eloquente, cheia de sentido contando em versos completos,
Todas as minhas aflições, saudades, falando de mim.
Decepção e tristeza, não encontrei lápis nem papel,
E a poesia se foi...aumentou o vazio de dentro de mim,
Uma sensação de perda. Ah! Um misto de angustia
E ...será raiva que estou sentindo por perder uma poesia?
Ela dizia tudo que sinto, do desespero da saudade,
Dos adeus que ouvi e disse, sem  querer dizer, nem ouvir.
Minha poesia se foi, e nunca mais volta, perdi.
As poesias não voltam. Como agora vou lembrar
Tudo que senti, toda essa falta de mim mesmo!
Toda essa necessidade de escrever essa poesia!
Que tristeza...não consegui escrever minha poesia!


José João
19/01/2.015

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Eu...comigo mesmo

Há quanto tempo não me lembro de mim?!!
Não busco mais os sonhos que sonhei
(para lembrar de mim). Há quanto tempo
Não sonho sonhos novos (para me lembrar
que vivo). Até   meu nome se perde
Em vazios, desses que não sei de onde vem.
(mas que estou sentindo agora, não sei porque)
Acho que estou sem lugar para pousar a fronte
Estou na minha frente sem ter o que me dizer.
Será que eu devia ficar aqui, dentro desse nada?
Ah! Essas noites! Tão cheias de silêncio!
Até me pediram (hoje) para fazer uma poesia...
Mas como? Acho que me esqueci de ser poeta!
Ontem não, ontem eu era poeta, fingi sorrir...
Chorei, brinquei com as lágrimas, com a saudade,
Até fiquei triste. Será que devo ir ver o por do sol?
Não sei, acho que não preciso ir chorar tão longe,
Choro aqui mesmo. Vou arrumar minhas coisas,
(ocupar meu tempo e pensamento, é preciso)
Armário, gavetas...será que devo? Não, não vou...
Posso encontrar coisas que aumentem meu vazio,
Que me faça o dia ser maior, mais lento...mais triste
O que faço agora? Tem o violão, tem...tem...
Essa vontade de chorar...ah! Que dia!!

José João
18/01/2.016


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Lágrimas e champanhe

Um dia brindaram com champanhe as minhas lágrimas,
Riram delas e da dor que elas choravam. Assim é a vida.
Lágrimas e champanhe. Lágrimas...as minhas,
Champanhe pela festa de um encontro, culpa minha...
Brindei com lágrimas a minha perda, no silêncio de mim,
Escondido dentro de uma angustia que gritava comigo
O desespero de um adeus que não queria.
Não sei como pulsaram os corações em festa...
Sei como chorava o meu, sufocado pela tristeza,
Porque a festa apenas me dizia: Adeus  para sempre,
Uma festa que não era minha, minha...só a dor
Dela estar acontecendo. Outros olhos se miravam
Nos olhos que um dia foram meus. Braços entrelaçados,
Trocas de taça, sorrisos de inocente malicia,
Olhares que gritavam eloquentes um novo desejo,
É assim, a vida tem dessas coisas, amores perdidos,
Lágrimas de quem perdeu, champanhe, champanhe
Para os amores, que quase sempre sobre dores,
Recomeçam alegres, assim é a vida, lágrimas e...
Champanhe.

José João
14/01/2.015

Agora sei para que servem as lágrimas

Talvez eu tenha sonhado demais, amado demais,
Muitas vezes, acho, entreguei-me todo e pleno,
Sem reservas, sem medo e sem ouvir a alma,
Que em sussurros, já em aflição, me dizia: 
Cuidado, você se entrega tanto mas sou eu
Quem vai chorar depois. Mas quem se importava
Com lágrimas? Nem sabia se elas existiam.
E lá ia eu navegando na liberdade dos sonhos...
E ouvindo apenas a falsa doce voz do prazer...
De ser, de me entregar... e me entreguei tanto...
Amei tanto, fazia de cada adeus uma história antiga
E pensei em viver a vida sempre amando.
Ah! Mas que ledo engano! Nessa loucura
De amar tanto e intensamente, fui deixando
Os vazios para depois, até, de repente, me ver
Tomado de mim, cheio de histórias perdidas
De saudades infindas e sem sonhos para sonhar...
Já havia sonhado todos eles... assim aprendi...
Para que servem as lágrimas


José João
14/01/2.016

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Ainda ficou um olhar

Minha maior tristeza é que teus olhos apagaram
A minha imagem, e minha dor maior, é saber
Que neles não me verei mais. Chorar!? É a vida.
A quem estarás sorrindo com o olhar?
A mim, me restaram lembranças, mas ainda ficaram
Guardados alguns sonhos, restos de momentos,
Pedaços de nós dois. Ainda guardo teu sorriso,
Com certeza é um sorriso que nem lembras mais,
E nem devias, tão pouco pra ti, e um mundo pra mim,
É um daqueles momentos que fica eterno na alma,
Que se guarda como relíquia e se adora como oração?!
Um dia me deste um olhar e fiz dele apenas meu...
Pra onde eu for levo-o comigo, pedaço vivo de ti
Que me ajuda a levar-me pra dentro de tua saudade.
Agora, não sei se ainda sabes de mim, que te importa?
Mas foi eu quem te ensinou amar, lembras?
Por isso, sempre vou lembrar de nos fazer vivos,
Mesmo que seja só pra mim!

José João
11/01/2.016


Manias da saudade

As vezes a gente sente saudade sem saber porque,
Ela chega do nada, entra e fica dentro da gente, e dói.
Vai a alma procurar nos guardados, até distantes,
Os caminhos pelos quais ela chegou, ou que adeus
Foi lembrado...mas não encontra nenhum momento
Que fizesse essa saudade tão descabida e fora de tempo
Chegar tão forte, se ao menos não fizesse chorar,
Não sufocasse tanto, não fizesse os olhos, lacrimejantes,
Procurarem em caminhos, em horizontes distantes...
Sonhos que nem existiram, verdades que nunca se fizeram.
Mas ela chega ...dona do tempo e da gente, dona dos olhos,
Sem cerimônia nos comprime a alma, traz a tristeza...
Que sempre vem acompanhada da angustia, faz morada,
E chega também uma tanta amargura como se faltasse
Uma parte de nós, como se um imenso vazio
Estivesse dentro da gente, se ao menos se soubesse
Por qual adeus ela chegou!...Mas as vezes, acho,
Ela vem mesmo apenas por ser saudade

José João
11/01/2.016


Sorrir, minha outra maneira de chorar

Hoje não quero chorar com lágrimas, são tão frias,
Tão previsíveis. Hoje quero chorar diferente,
Quero chorar sorrindo, esse sorriso de soluços largos
Que ninguém sabe se é dor. Hoje quero ser palhaço,
Brincar de gargalhar entre as saudades e sonhos
Que ficaram para trás, cheios da angustia de um adeus
Que nunca disse, mas que se fez verdade, cruel verdade.
Mas resolvi fazer de mim, pelo menos hoje, um poeta,
(Poetas e palhaços se parecem, mentem a dor que choram)
Desses que dizem as verdades tristes e ninguém acredita,
Desses que fazem da verdade uma mentira fingida...
Cheia de falsos risos, de risos mentirosos que dizem
Na alegre tristeza de um rosto (hoje sou um palhaço)
Ah! Como cansa essa alegria de ser feliz! 
Na mais perfeita e mentirosa verdade da alma.
Hoje, apenas meus olhos não conseguem chorar,
Estão cansados e lhes proibi o pranto, chega de lágrimas
Deixa que os sorrisos se preocupem em chora-las
Para alguma coisa eles têm que servir.
Mas até os sorrisos ficaram tristes!

José João
11/01/2.016



sábado, 9 de janeiro de 2016

Aos meus divinos amigos

A aprovação do meu nome, por unanimidade, para fazer parte do Plenário do  Corpo de Acadêmicos Titulares da Litterata Academiae Lima Barreto, é, sem sombras de duvidas, uma grande honra. Estar entre os imortais daquela Acadêmia ocupando a cadeira 81, faz de qualquer sonhador, ou de um "escrevedor de versos",  que é o que eu sou, sentir-se maravilhado. Ver as poesias que minha alma, ingenuamente, inocentemente, compõe e as deixa irem aninhar-se em tantos corações, até assentar meu nome entre esses já consagrados poetas, é uma emoção que as palavras não definem. A todos os que confiaram em mim e me puseram em seu seio : UM MUITO OBRIGADO.
Mas como chegar a tanto não fosse aqueles que, por generosidade, leem o que escrevo? Tiram do seu tão atribulado tempo, um pedaço dele, para me darem a força espiritual que todo poeta precisa, até os "escrevedores de versos" como eu. A todos esses, minha alma de joelhos, agradece, beija-lhes o coração e respeitosamente diz: Muito obrigado. Que seria de mim não fosse, repito, a generosidade dos seus corações?! Não fosse essa beleza poética que faz cada um de vocês uma parte vital de mim? A complementação de minha alma na leitura de cada verso, de cada estrofe, que lhes possa fazer alegres ou melancólicos, ou até mesmo buscar momentos ou saudades que se punham no esquecimento. Não digo leitores, digo AMIGOS, e lhes agradeço com o coração e com alma, por saber que esse "escrevedor de versos" nada seria sem vocês, meus anjos da poesia. Um beijo no coração de cada um. OBRIGADO.


José João
09/01/2.015

Minha doce e eterna amante

  A ti me entrego, olhos vendados por tanto amar-te,
Teu servo a se fazer fiel em infindo sentimento
Sempre a te buscar, fazendo de te a minha arte,
Como fosses essência de todo e qualquer momento

Fazer-te a mais perfeita companheira, eterna amante
Em teu colo, repousar a cabeça e me permitir sonhar
Te por em  minha alma em carícias ternas e cativantes
E sem medo, todo e pleno, completo, a te me entregar

Te ouvir em silêncio e nele, sem palavras, te falar
Coisas minhas que nunca ninguém me ouviu dizer
Te escrever em raros versos e ao mundo te declamar
Gritando  nas entrelinhas o doce gosto de te amar

Fazer-te riso, fazer-te lágrima, ou canto, ou oração,
Te fazer escultura de palavras sem precisar de cinzel
Apenas te contar as coisas que saem do meu coração
E nela fazer-me história e deita-la, passiva, no papel

Minha toda vida! Terna, doce e inocente companheira
A fazer-me homem, criança, em verdades e fantasia
Sem hora para chegar me toma, se faz passageira
E baixinho me sussurra: Sou eu, tua amante, tua poesia.


José João
09/01/2.015


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Saudade ou remorso...não sei

Só os olhos sabem chorar a dor que minha alma sente,
São as lágrimas, os soluços e gritos... sutis e silenciosos
Que escorrem pelo rosto e vão...até onde a saudade
Se esconde envergonhada pela angustia que sinto,
São elas que levam para até muito além do tempo, 
Essa vontade de dizer, baixinho, o que nunca disse.
E me perco dentro de mim, desse desastroso vazio
Que nem sei mais sei se é dor, carência ou remorso,
Como doem as palavras que não se disse!
Os sorrimos que não demos! Como é doloroso e triste 
Sentir o desespero de não ter dito: te amo
Quando esse sentimento fervilhava no mais intimo
Da alma! Como é triste o sentir medo de se entregar!
Sentir medo de deixar alma em plena liberdade
Se deixar invadir pelo sentimentos que ela precisa, 
Muito mais que apenas querer. A saudade mais doída
É aquela que se sente pelos momentos que pudemos viver
E não vivemos. Na verdade, será que é saudade ou...
Remorso??!!

José João
08/01/2.016




Coisas da alma

Lindo...esse teu divino rosto que nunca vi,
Mas que me faz sonhar belos sonhos impossíveis,
Voar na imensidão de um desejo que está muito além.
As vezes, parece que o tempo me diz teu nome,
E em poesia muda, dele faço versos infinitos,
Cheios de momentos vivos, verdadeiros...
Embora nunca os tenha vivido, só a alma sente.
Te vejo nos meus mais sublimes pensamentos,
Tanto é tua presença que minhas mãos tremem,
Suam, e em sutis movimentos parecem acariciar
Teu rosto. Tanto te sinto que o ar me falta,
O coração pulsa descompassado, minha voz
Fica reticente, me faltam palavras, os olhos
Te buscam ansiosos, em desesperados volteios.
Ah! Essa minha loucura! Essa dor que tua ausência 
Insiste em se fazer, essa saudade que só sei sentir
Não sei falar. Essa falta que fazes, até seria descabida,
Por não te conhecer e te fazer um pedaço de mim...
Seria descabida sim...não fosse esse teu estar em mim.


José João
09/01/2.015




quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Me basta tua saudade

Ainda hoje te chamo de querida, digo... te amo
Sem nem saber onde estás. Sinto teu perfume
Na brisa que passa lentamente me abraçando,
Ouço tua voz no silêncio de tua ausência,
Me sinto contigo quando a saudade te trás
Sorrindo entre os pensamento e os tantos sonhos
Que me deixaste sonhando, sonhos que ficaram
Incompletos e...nem mesmo sei se ainda são sonhos
(sonhos que se sonha sozinho, nunca serão sonhos
completos) serão apenas pedaços de lembranças
Que se farão fragmentos de recordações distantes,
Que até passam com o tempo. Sonhar só, não é viver.
Mas também de trago dentro de mim, toda, completa
Habitando uma saudade que não passa nunca...
Fazendo meus momentos, que seriam vazios, 
Cheios de histórias, guardadas dentro de mim,
Vivas como se fossem de ontem, para sempre.
Não importaram adeus e... nem ausência,
Essa maneira de viveres dentro de mim...me basta.


José João
06/01/2.015

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Ah! Esses caminhos... cheios de ti!

Quantos caminhos! Uns percorridos com sorrisos,
Cheio de flores brincando de perfumar o tempo...
Areia solta a brincar de volteio com a brisa...
Passarinhos inventando melodias novas, alegres,
Cheias de uma nostalgia gostosa de sentir...
Folhas farfalhando ao clamor lânguido do vento,
Numa dança de anjos como se flutuassem ao tempo,
Num viçoso valsar verde com gosto de esperança.
Ah! Quantos caminhos percorri! Com passos lentos
Ouvindo o eco do grito da felicidade a correr
Por entre os canteiros que meus sonhos construíam...
Até que um dia me vi só, caminhando perdido, a esmo 
Pelos mesmos caminhos, agora cheios de flores murchas,
De passarinhos mudos, ouvindo apenas o eco
Dos soluços que a alma não cansava de chorar...
Baixinho, para  que o tempo não faça a dor ser maior.
Uma saudade irriquieta, dessas que afoga o peito,
Que espreme os olhos, e doloridas lágrimas molham
A areia que a brisa um dia brincava de abraçar.
Ah! Esses caminhos cheios de tua lembrança!


José João
05/01/2.015

De sonhos...é que sei viver



É como sei viver, eu vivo assim...de sonhos,
As vezes, dentro deles, me ponho a flutuar
Na leveza pura de um inocente só pensar.
Só viver, na transparência cálida de amar

Até a saudade me trás sonhos que já sonhei
Com os sonhos lágrimas, as mesma que chorei,
Ouras me vêm sonhos que nem vão acontecer
Mas é assim...só nos sonhos é que sei viver

As vezes sonho poesias, versos que não digo
Sonho amar, sem nem mesmo ser amante
Sonho sonhos pintados em distantes horizontes

Sonhos dos ontens misturados com os amanhãs,
Sonhos que confundem prantos que não chorei
Com prantos chorados por dores que já passei.


José João
05/01/2.016

sábado, 2 de janeiro de 2016

Ah! Essas minhas poesias!!

Minhas poesias?! São apenas palavras soltas
Caídas do tempo, vindas não sei de onde,
Talvez de saudades sentidas, de dores vividas,
E chegam em mim por caminhos que nem conheço,
Talvez até por estradas de onde não vem ninguém,
Só mesmo palavras soltas contando histórias
Que nem sei se vivi, mas elas, as poesias, se entregam
A mim como se fossem minhas. Trazem saudades
E dizem que são minhas, falam de adeus que não disse
Mas dizem que eu os ouvi. Se fazem doloridos
Prantos e dizem que são meus. Ah! Essas minhas poesias!!
Cheias de mim e de lágrimas, cheias de sentimentos
Que nem sei se um dia alguém sentiu. Mas são poesias.
São palavras que vêm avulso, mas sabem o lugar
Onde ficar, sabem o que quero dizer, sabem até de mim,
E muito mais que eu mesmo. Algumas tantas vezes,
Elas se fazem sorriso, e num sorrir inocente,
Se dizem um fingir poético, cheio de ternura...
Mas quando se fazem prantos!! Verdadeiros prantos...
Elas se desmancham em sonoras gargalhadas...
E só eu sei quão convulsivos são esses prantos...
Essas minhas poesias!! Nunca me dizem de onde vêm!
Apenas chegam!!


01/01/2.016
José João


Uma única lágrima para chorar

Para a eternidade, os anos devem ser pequenas 
E sutis lágrimas (se forem lágrimas). Para mim, 
Cada ano, é uma longa lágrima que nem sei 
Como consigo chora-la! Não fosse as tantas
Saudades feitas pelos tantos adeus que ouvi sem querer,
Não faria do ano, apenas uma lágrima para chorar 
Todas as dores de um só vez, como se fossem orações
Contantes e perenes por pecados que não têm perdão.
Talvez, durante toda essa minha longa lágrima,
Apenas um pedaço dela, o menor, seja menos triste,
É na primavera, quando as flores sorridentes alegram
A minha tristeza, deixam-na menos triste, ou pelo menos,
Essa longa e interminável lágrima fica colorida,
Fingindo pra mim uma alegria nas reluzentes pétalas
Das flores, no gorjeio dos pássaros, mas alguns,
Ouço nitidamente, são tão tristes como os meus...
Os meus se se fazem nas poesias,  que mesmo 
Sem melodias são cantos chorados pela alma...
E é ela que faz do ano...apenas uma única lágrima.

José João
01/01/2.016

Uma saudade que não dói mais.

Como essas lágrimas, em descabida insensatez,
Teimam em inundar meus olhos! Em faze-los tristes!?
Se minha alma grita a beleza da saudade que sente,
Chama os sonhos que sonhamos e deitada no prazer
De senti-los, como se fosse agora, se faz alegre
Em te-los todos, cheios de ti, como se o tempo
Tenha se arrastado tão lentamente, que pareceu
De ontem o sorriso de tanto tempo! Que pareceu de ontem
O sabor daquele beijo que minha alma nunca esqueceu.
Lágrimas insensatas que não sabem porque choram!
A não ser que sejam lágrimas alegres, efusivas,
Lágrimas crianças brincando de ser feliz. E eu...
Acostumado às tantas tristezas não esteja sabendo
Entende-las. Talvez seja isso. Ainda te sinto em mim,
Ainda me sinto um pedaço de ti. Ainda te escrevo
Na poesia completa e única que por si só se faz bela,
Em perfeitas rimas de sentimentos sem se preocupar
Com palavras, nem com os versos, que nada seriam
Não fosse esse sentimentos a fazê-los belos e completos.
Acho que minhas lágrimas...são gritos risonhos
Por essa saudade de tanto ...que agora não dói mais.


José joão
01/01/2.016