Minha voz se cala por tristeza e, mudo, me ponho a pensar
Em um poema que, sob a luz da lua, eu pudesse declamar
Que falasse de amor, de saudade, dessas que até a alma grita
Mas a voz se perde como se o silêncio por mim quisesse falar
Sento no chão, olhar perdido no tempo, o cheiro doce da brisa
Uma lembrança adormecida desperta e traz consigo o pranto
Fico ouvindo, no silêncio da noite, o coração chorando triste
Como se estivesse cantando uma canção que nem sei se existe
As estrelas, brilhando, como fossem pequenas contas de prata,
Paradas na noite, parecem pedras soltas de um rosário infinito
A não ser uma, que louca, se vai como se voar fosse seu grito
Pirilampos, parecendo lágrimas douradas choradas pela noite,
Em algazarra de luz, se faziam pequenas estrelas reluzentes,
Então horei, com os olhos, com a alma, as dores pendentes
José João
02/10/2.023
Poema simplesmente maravilhoso :))
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QUERO VOLTAR...
Beijos e uma excelente semana.