sábado, 5 de janeiro de 2013
O mundo em minha volta
Me perco na triste mudez do meu silêncio
Minha voz cala, minha alma chora vazia,
Meu mundo, só agora eu vejo e sinto,
Que era cheio de nadas...mera fantasia
Risos fingidos, palavras apenas faladas
Indo ao vento por tão leves, tão mentiras
Já se perdiam na própria voz que falava
Mas eu? Sonâmbulo demente...acreditava
Ah! Como é difícil ver o mundo em volta
Quando corações se fazem pedras frias
Gritando pra gente palavras tão vazias?!
Como é fácil perder-se em rezas fingidas!
No sussurro falso de ternas juras de amor
Em que a alma escondida não mostra a cor!
José João
05/01/2.012
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Saudade, é apenas saudade essa dor que sinto... Uma dor que não é dor, uma tristeza Que não é tristeza, uma vontade de não-sei-o-que...
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...Te beijo, um beijo ardente no louco desejo Que me toma, te sonho como fosses meu dia A abrir-se desde o alvor criança da madrugada...
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Quando meus cabelos estiverem brancos Como mensagem inconteste do tempo. Quando minha voz estiver fraca, reticente Ainda assim estarei fazen...
Poeta, boa noite!
ResponderExcluirLindo soneto.
É assim mesmo, entenda que muitas vezes perder-se é uma forma de se encontrar. Dissestes que "a alma escondida não mostra a cor", mas nós, poetas, assim digamos, temos uma sensibilidade maior e raramente nos enganamos.
Existe um mundo à sua volta e um outro dentro de ti. Olha para o que te faz bem!
Abraço poético,
Alice.
Olhei a muitos e continuo .
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