sábado, 12 de maio de 2012

Solidão, falsa carícia


A solidão como falsa amiga lambe as feridas da alma
Que essa mesma solidão em noites tristes, frias e claras
Se deixou ficar anfitriã contando histórias tão antigas
De saudades que o tempo havia feito de velhas cantigas

Falsa solidão soprando as cicatrizes que ela mesma fez
Cantando com o silêncio as canções que falam de dor
Como se fossem orações que alma depressa aprendeu
Desde quando, desde de muito, a ela essa dor se deu

Feridas vivas que se fazem chagas sangrando o coração
Que grita, que chora no mais descompassado pulsar
Como se sua vontade de viver se resumisse em chorar

Alma, coração, saudade e pranto em apenas um se fazem
Como se a vida, por mágica, lhes fizessem um corpo apenas
Banhado de dores como se estas fossem caricias amenas

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