sábado, 26 de maio de 2012

Os gritos que ouço


Não sei se os gritos que ouço são do tempo,
Da solidão não podem ser, ela é sempre silêncio
Talvez, até sejam, da tão impaciente saudade
Que sempre se faz mais jovem, com nova idade

Sempre, em mim, saudades antigas voltam fortes
Como se fossem de ontem, buscando sonhos idos
Há muito perdidos, como ficam os velhos livros
Nos cantos derramados por tanto serem esquecidos

São gritos, que como ecos, parecem soluços da alma
Que chora perdida a falta de sonhos, que se foram
Como se a vida pela tristeza lhe tenha enchido de traumas

Que ficaram como cicatrizes, marcas de doídas feridas
Que o tempo não se preocupou de sarar, cicatrizar
E ficaram na alma como tristes orações em vão rezadas


José João



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