Um dia, meus lábios, coitados, não souberam mais sorrir.
Meus olhos aprenderam a chorar lágrimas como fossem
Pontiagudos pedaços de dor, farpas a saírem doloridas
De dentro da alma, frias, cortantes, como é a solidão
Que sinto agora, que me faz ajoelhar, mãos póstumas,
Mas sem ter nenhuma oração para rezar...rezar...
As palavras se perdem nos tantos desencontros
De pensamentos cheios de vazios, cortados
Em fragmentos perdidos mas completos de dor
A se fazerem pedaços repletos de saudade,
Não essa saudade que simplesmente se chora
E ela vai entre as perdas, mas essa que faz escrever versos
Que ficam inacabados porque a tristeza não permite
Que a alma vá além de fabricar lágrimas,
Derramar prantos, gritar, histérica, como se louca,
Uma dor que não sabe calar, só sabe sentir
E chorar...chorar...como se desde aquele um dia...
Chorar fosse o mesmo que viver.
José João
01/11/2.015
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