terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Não há mais nossa história

Não há mais a nossa história, a não ser dentro de mim,
Não há mais nossos momentos, olhares trocados, não.
Não há mais. Nem nossas mãos se tocando,
Nem nossos lábios com sede de nossos beijos,
Nem nossos corpos sedentos de nós. Não há mais.
Tudo agora ficou uma saudade fria por tão triste, 
O vazio de tua ausência se fez denso, frio, mortal,
Meus lábios tremem na ânsia de chamar teu nome,
Não consigo, um soluço embarga minha voz,
E um murmurio reticente como se fosse um grito
Do silêncio se faz inaudível, ouvido apenas pela alma
Que chora a falta de ti. Blasfemo. Por que essa dor?
Por que meus caminhos são terminados em abismos
Cheios de solidão e repletos de sonhos mortos?
Por que minhas preces se perdem no nada?
Não são ouvidas? Talvez eu não saiba orar,
Mas nas orações que crio pra te rezar, 
Não importa se não são ouvidas, se chegam bem aí,
Na primeira nuvem, e com elas vão ao léu, sem rumo.
Não há mais a nossa história, o destino não quis,
Mas haverá sempre guardado em minha alma,
Nossos momentos, fiz o tempo parar pra nós dois
Na poesia mais perfeita. Tu, minha poesia completa,
Parar o tempo, loucura? Não,eu posso. Sou poeta.


José João
10/12/2.013






2 comentários:

  1. Reter esse amor perfeito para estravar em poesia um grande amor!1
    Parabéns!
    Beijos,
    Vilma

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