sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A demência de um desejo

É noite, o vento parece angustiado, triste.
Vai cantando baixinho uma canção que até parece
Um sussurro, parece um cantar cheio de mágoas,
Também não sei se é o vento ou se sou eu,
O dono da tristeza que se atira entre as horas e vai
Fazendo a noite não passar, ficar irritantemente lenta
Se espreguiçando entre o silêncio e a solidão
Para o manhã custar a chegar e a dor ser maior.
E seria, não fosse os gritos das lágrimas a voarem
Soltas dos olhos para o tempo. As lágrimas
Consolam a alma aliviando qualquer dor de saudade.
A chuva vem chegando de mansinho como notas
Musicais esparsas, sem pressa de chegar,
Contra a luz seus pingos brilham, como estão agora
Meu olhos, caem na rua escorrem entre as pedras
Como fossem minhas lágrimas escorrendo
Entre meus dedos trêmulos a segurar minha fronte
Como se quisessem prender dentro de  mim
Meu próprio pensamento para que não saia louco
Na noite, na chuva para te procurar na demência
Desse desejo insano de estar perto de ti.


José João
20/12/2.013





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