Acreditem, eu a chamo, desde muito aprendi
Sentamos juntos e me entrego todo pleno a ela
Como velhos amigos, ela me conta o que vivi
Quando aprendi a senti-la, fabriquei lágrimas
Assim, como fossem rios a nascerem nos olhos
Procurei pintar o rosto com alegria e tristeza
A saudade que vem... não se tem tanta certeza
Na verdade. é muito melhor guardar o pranto
Uma vez, queria sentir saudade de só um beijo
Me vieram o beijo, um eu te amo, e um adeus
Aí o pranto se fez farto, aproveitando o ensejo
Não tivesse eu guardado o pranto, o que faria?
Onde teria lágrimas para buscar ou para pedir?
Como poderia desenhar no rosto tantas saudades?
Mas guarde um sorriso, as vezes é preciso fingir
José João
03/04/2.025