sábado, 2 de junho de 2012
Sem caminhos
Qual folha solta levada ao vento sem ter abrigo
No chão rolando por triste sina ou por castigo
É minha alma, levada ao tempo sempre chorando
Buscando a esmo por tantas perdas um peito amigo
Buscando sonhos talvez perdidos por tanta angustia
Sem deixar rastros para no tempo não poder voltar
Mas que horizonte em estrada estreita pode encontrar?
Talvez nenhum, e mesmo a alma, triste só quer chorar
Em cansados passos ela vai indo sussurrando um canto
Como se fosse um fantasma triste ao léu vagando
E as lembranças?! Já quase mortas, já sem encantos
Se fazem pesadelos, tristes verdade por serem tantos
Quantas promessas um dia ouvidas acalentaram sonhos!
E a pobre alma tão inocente, por tão pura, acreditando
Mas agora a solidão lhe abraça mais que o melhor amigo
E por nem sonhos ter lhe faz que sempre esteja chorando
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