quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pra que colocar título? É apenas dor.

Deixei me queimar pelo fogo ardente da paixão
Me fiz chama, me fiz labareda viva, me fiz brasa
A acender todos os sentimentos que dentro de mim
Se faziam plenos e apenas teus. Me fiz o melhor de mim.
Me fiz de labareda ardente, acendendo dentro de mim
Um amor infinitamente eterno, desses que Deus toma conta
Por admirar uma criação tão perfeita. Um ser humano
Criar um real tão divino, tão santificado, assim como
Essa chama viva que acendia dentro de meu peito
Como se fosses mais que tudo. A essência da própria vida,
Essa minha vida que Deus entregou em tuas mãos,
Essa alma que agora se faz ridícula a esgueirar-se
Entre angustias e solidão para sobreviver de migalhas
Que sobraram dos sonhos que morresram ou se foram ao tempo.
Labaredas vivas, me fiz sim. Me refiz na poesia completa
Cheia de tudo que se pode doar quando o amor...
Essa amor insano que nos faz obedecer sem perguntas.
E sem respostas à loucura que nos toma, 
Quando ele se apossa de nossos coração e alma.
Nunca me fiz mais que não ser apenas teu, todo e pleno,
Me desnudei de mim, me vesti de ti, e por isso vivi.
Mas hoje, a labareda viva, trepidante e cheia de calor 
Se apagou com a frieza dos prantos que eu mesmo chorei.


José João
12/06/2.012 

Um comentário:

  1. Cada verso uma entrega ardente de um amor que chega para sacudir a poeira da alma... pena que termina, é tão triste... Um tocante poema.

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