quarta-feira, 12 de junho de 2013

Minha alma me convida a chorar


Minha alma, hoje, me manda aos prantos escrever poesias,
Me manda buscar, dores, angustias, sonhos antigos, até caducos,
Grita desesperada que escreva poesias, que ela está cheia de saudades;
Que o vazio dela a está sufocando, que eu grite nas poesias
Todas as suas tristezas, que vá buscar nomes que se fizeram eternos
Que busque, lá dentro dela, todas as suas cicatrizes, que se for preciso
Traga pra dentro de mim todas as suas dores e com ela chore,
Contanto que faça uma poesia. Essa minha alma egoísta!!
Gritando, ela me diz: Faz minha poesia. A quantos amores me entreguei?
Tu o sabes muito bem. Quantos me deixaram tão profundas cicatrizes
Que precisei de teus olho para chorar? Tu és realmente poeta...
Ou só escreves  tuas dores? Por que não choras as minhas?
Não sabes chorar na poesia a dor alheia? Egoísta, só chora tuas dores.
Faz minha poesia - me pede ela em sutis soluços - não sei o que faço.
Minha pobre alma em desespero, esquece que suas dores
São também as minhas, que as cicatrizes são nossas...
Queria fazer uma poesia para consolar minha alma tão angustiada...
Mas não posso, talvez um outro dia, hoje também quero chorar...
Minha alma que grite, se desespere, não vou lhe escrever poesias...
Estou lendo teus pensamentos - grita ela dentro de mim -
Pelo menos podes me emprestar o olhos para que chore?
- Não, mas podemos chorar juntos se você quiser.


José João
12/06/2.013


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