sábado, 29 de junho de 2013

A voz que os sonhos trazem

Não sei se foi um sonho, ao ouvir a doce voz que na distância
Se fazia murmurio, como se fosse um doce cantar da primavera
Não sei se foi o vento... se foi a brisa... brincando de enganar
Talvez, quem sabe, tenha sido um anjo ensinando o que é amar

Lá, muito longe, de um horizonte que nunca vi. que nem sei a cor,
Cruzando o espaço por sobre jardins, por sobre estradas sem chão,
A voz se veste de beleza, meiga, singela e pura e ...voa ao tempo
E vai como se fosse nuvem se deixando levar, meiga pelo vento

Não sei por quais caminhos, se é que para a voz existe algum,
Possa o eco fazer-se passageiro, correr entre muros e pedras, e...
Fazer-se ouvir dentro dos sonhos que nem sonhados foram ainda

Mas vão, voz, e eco, a correrem, a voarem entre os desejos
Passeiam pelas tardes  cheias de saudades, se fazem de alegria
Ainda que por virem de tão longe tragam alguma melancolia


José João
28/06/2.013








2 comentários:

  1. Lindo poema!
    Gostei!
    Beijos! Fernanda Oliveira

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  2. Lindo demais...
    Amei cada verso... senti no coração...
    Bjo

    Su

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