quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

A magia da poesia, do poeta e do tempo...

 Ah! A poesia! Tão jovem na sua eternidade!!
Passam-se séculos e ela ali, jovem, suave e bela
A entregar-se toda ao falar de amor... de saudade
Minha alma, juro, tem dela quase a mesma idade

Só o corpo se prende ao peso dos setenta tempos
Mãos que insistem em ter o lápis como amigo
Uma folha de papel pintada em branco... virgem
A atiçar-me a ideia de trazer a poesia comigo

Aí, a juventude de meus tantos anos se alvoroça
E a poesia meiga, doce e virgem me toma todo
Vai dentro da alma, busca todos os meus sonhos 
Como, se da vida, me fosse todo o meu soldo

Algumas vezes as palavras se escondem de mim
No começo, ou no fim do verso, até no pensar
Paro, a jovem eterna poesia, desde muito ensinou
Que ela, a poesia, também se faz bela sem rimar

Rio-me quando riem dos meus cabelos brancos,
Lembro da poesia, tão jovem na sua eternidade!
E desde muito brincamos de contar coisas da vida
Minha alma, tem mais ou menos a sua mesma idade

José João
27/02/2.025




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