terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A outra cor da saudade



Os anos se passam mas tudo parece, foi ontem
O sabor de teus beijos continuam molhando meus lábios.
Os gosto de tuas mãos em meu corpo continuam
A me fazer tremer, a me fazer sentir tua presença,
Nas noites a brisa me traz teu perfume doce
E os raios de luar, nas cortinas esvoaçadas,
Tomam a forma de teu corpo... fecho os olhos,
Me vêm os momentos desenhados na noite,
Povoando a mente, e colorindo o pensamento
Com as cores que a saudade permite.
Minha alma se deita em meus ombros cansados
E me faz confidente de minha própria história,
Sussurra a carência que sente, que sofre
E chora comigo como se as lágrimas fossem nossas.
Até o silêncio se derrama em prantos mudos
E a noite silenciosamente e triste se faz abrigo
De angustias, de sonhos mortos, de dores antigas.
Só o vento lá fora insiste, teimoso, a se fazer voz
Mas sem nada dizer que se possa ouvir, entender
Talvez até chorando a dor alheia, a minha.
A noite caminhando com passos lentos,
Como se estivesse cansada, vai na direção do dia
E tudo começa a iluminar-se, a alma desperta,
Esfrega os olhos através do meus, vê o dia
E percebe que a saudade é a mesma de sempre
Apenas com uma outra cor.e... brilhando mais.


José João
22/01/2.013





2 comentários:

  1. Olá José João.
    A saudade tem a cor e intensidade da sensualidade escrita com maestria em cada verso. Belo poema. Beijinhos
    Gracita

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  2. Acho que a noite a cor da saudade é sempre em tons escuros, pois as lembranças mais doloridas parecem gostar da escuridão e do silêncio da noite. E parece que aos primeiros raios da manhã essa saudade triste, sai correndo para dá lugar àquela saudade mais amena, mais branda, mesmo que venha com lágrima. Saudade... todos os dias ela vem e se pinta, ou melhor, nós é que lhe damos a cor, que ela deve ter, conforme nossas dores ou nossas alegrias. Lindo poema João!

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