quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Para a tristeza? Há uma porta.


A quem mais importa a dor que sinto agora?
Que rompe meu peito sem pena e sem pudor?
Essa dor que não se importa, tanto faz a hora
De chegar, de ficar, sem pressa de ir embora!

Das lágrimas que choro a quem pode importar?
São todas minhas, contando ao mundo minha dor
São meus os prantos a se fazerem de orações
Ou ladainhas tristes, ou queixumes como canções

Se meu peito, em silêncio, grita toda essa saudade
A quem meu gritar importa? A quem ouvir interessa?
Se essa dor que é só minha de ir-se não tem pressa!

Deixem em mim ficar o que só a mim agora importa
Tenho tanto ainda para sentir,  solidão, angustias...
Até para a tristeza sempre deixei aberta minha porta


José João
03/10/2.012


2 comentários:

  1. Um soneto belo e intenso. O poeta sabe traduzir em magia tudo o que tem para sentir. Adorei!

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  2. Obrigado pelo comentário, Dulce. É sempre bom ouvir palavras sinceras e bonitas. Por favor continue visitando este blog,é uma honra. Um abaraço.

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