domingo, 7 de outubro de 2012

Página esquecida


Qual onda mansa que na areia chora
A triste dor de dolorido pranto
Assim minha alma, pois levaram embora
Razão infinda de um prazeroso encanto

Em perdidos cantos nasceram os ais
Soluços tristes que da alma vêm
E todos chorando prantos iguais
Por se sentirem nada, como ninguém

E eu perdido, em triste e vazio espaço
Como ave presa que o queixume canta
Chorando a sorte que lhe prendeu no laço
Ao saber que outro voo jamais levanta

Qual folha de outono, morta, no chão caída
Rolando ao tempo sem mais ter vida
Assim minha alma, coitada, tão esquecida...
Do livro a página que não foi lida


José João

Um comentário:

  1. Fico sempre surpreso com a beleza e sabedoria do que escreves ..sempre colocando uma doçura muito especial que vem dos seus sentimentos nobre ...Parabéns meu amigo Pedro Pugliese

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