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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Minhas lágrimas


Minhas lágrimas, doces lágrimas
Que dão um brilho diferente aos meus olhos,
Deslizam em meu rosto mansamente
E com terna doçura, como se fosse carícias
Deixam seus rastros em minha face,
Como se estivessem, em silencioso sussurro,
Me dizendo: Não estás só, estamos aqui.
Minhas lágrimas, tão delicadas, tão singelas,
Suavemente chegam em meus lábios, me beijam,
E nelas, coitadas, sinto o desespero,
Da tentativa de se fazerem iguais aos beijos
Que um dia troquei, senti e vivi.
Minhas lágrimas, mais que lágrimas, amigas,
Amantes, cúmplices, solidárias confidentes
Que caladas acalentam meus sonhos,
Vão no tempo buscar momentos distantes
E fazem, dos meus olhos, pequenas janelas brilhantes,
Como se fossem minha alma em busca de um  caminho
Que não sabe onde está.
Minhas lágrimas. Que seria de mim sem elas?
Que carência maior ainda haveria de sentir!
Se não fosse elas não sentiria o afago
Terno em meu rosto, não teria carícias...
Não teria sequer um momento de lucidez.


José João
09/10/2.012

Um comentário:

  1. Que pintura estas tuas palavras ...lindas demais ...Amigo chorei ao lê-las ...muitoooo muito lindo Pedro Pugliese

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