terça-feira, 9 de outubro de 2012

Aquele adeus que deixaste


De dentro do meu vazio, daquele que deixaste
Quando teus lábios lentamente me disseram adeus
E meus olhos escutaram. Aquele que ainda hoje,
Meus olhos tristes, de chorar, ainda não pararam

Aquele adeus que ficou pairando lento no tempo
Matando vontades, desejos e buscando saudades
O mesmo que matou os sonhos que nem sonhei,
Aquele mesmo que com alma e coração escutei

Esse adeus ainda está aqui, pregado nas paredes,
Cantando no silêncio que acalenta minha insônia
Dentro de minha tristeza, sem que ela se oponha

Aquele adeus faz parte de tudo, até de onde estou
Fica em meu ouvido sussurrando até mesmo na cama
Acho que seduziu a flor desenhada na minha fronha


José João
09/10/2.012




Um comentário:

  1. Lindíssimo e verdadeiro ...as vezes nos perdemos sem o que escrevestes enxergar !!! Parabéns José João

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