segunda-feira, 30 de abril de 2012

Melancolia


Em moribundo soluço a tarde silencia
Em uma triste esquina do tempo dolorosa agonia
Que o próprio sol no horizonte, triste, agoniza
E nesta hora, a saudade, minha alma escraviza

Até o mar tão sereno, hoje calmo mais que triste
Em onda, como beijos, a areia suave acaricia
E em leves sussurros como triste melodia
Minha alma inunda em triste melancolia

Deixo a vontade, que meus pés, as ondas molhem
Como caricias que há muito já não sentia
E deixo que me abrace a brisa saudosa e fria
E beijo o tempo na mais demente nostalgia

Me entrego assim ao mar profundo do silêncio
Murmuro um nome mas... quem sabe seja o vento
Que me engana mas dela, ele sabe, e sabe onde
Por mero ciume, coitado, ela de mim ele esconde

Que dia! Que sol! Mas que tarde como todas!
Leva bem distante o pensar, mais que o olhar,
Deixa à toa o pensamento, nas asas do vento voar
E deixo livre meu pranto para à vontade chorar

José João

2 comentários:

  1. Que tarde, hoje estou assim também, melancólica.
    Falar de suas poesias é falar de um mundo tão vasto, de sentimentos fortes, de vida que pulsa,porque além de serem eternamente lindas, a gente se ver caminhando nelas passo a passo. Bj de boa tarde.

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  2. "Deixa à toa o pensamento, nas asas do vento voar
    E deixo livre meu pranto para à vontade chorar". É assim que me vejo, ao terminar de ler tua poesia... Ela nos envolve, nos absorve, parece que nos vermos dentro dela...

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