sábado, 26 de fevereiro de 2011

Gota de palavras





Fecunda o ventre do meu pensamesnto
Que o vazio está prestes a ser parído,
Goza ejaculando tuas palavras espermáticas.
Invade meu ego numa gestação plena
E deixa que o tempo tome conta do crescimento,
Copúla com meu ser esotérico
Aberto em fendas dadivosas ou carentes.
Não deixa que uma só gota de palavra se perca
Escorrendo entre as coxas flácidas da vontade morta.
Revive o desejo de possuir ou ser possuído
E entra nas entranhas do pensamento
Como se invadi-lo fosse tomá-lo.
Suga seu sangue colorido como doação do prazer
E sussurra no ouvido da alma palavras indecentes,
Excitantes, que o útero do prazer se abrirá
Como se fosse flor se abrindo para o vento,
Se entregando sem reservas e sem pudor
Como se a inocência não fosse casta, nem virgem.
Ejacula tuas palavras e fecunda o ventre
Do meu pensamento deitado e passivo,
Deixa que da gestação, o tempo tome conta
E quando for tempo, o parir não será expulsar.
Será apenas guardar de outra maneira.


José João

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