quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Pelo tanto que amei.

A mim, vem agora o destino a dizer-me: Chora...
Porque a ti já não cabem sonhos ou coloridas verdades,
Dei-te, e há mais tempo que precisavas, sonhos pra sonhar,
Verdades para contar, momentos cheios de dois corações,
Agora, a ti não cabe mais - diz-me o destino - sonhos novos,
Suspiros de ansiedade e a doçura do prazer de esperar. 
Dou-te, e  se quiseres...  a companhia da saudade,
Dessa saudade que faz de história os ontens vividos,
Que faz de lágrimas, poesias, que a alma declama chorosa
E triste, fingindo com um sorriso nos lábios, a dor que sente
E que chora em silencioso chorar. Dou-te tudo isso
- diz-me o destino - como se a mim não mais fosse preciso
Ter esperança, ter vontade de sorrir esperando os amanhãs.
Continua o destino a dizer-me: Dou-te a liberdade 
Do silêncio, de nele mergulhares, sentires o vazio da solidão,
Para que a saudade te acuda, te faça buscar os momentos,
E te faça viver outra vez, no sentido da ilusão que te resta.
Dou-te até a ousadia de chorar - há quem diga que chorar
é ridículo - mas a ti, ti permito a beleza das lágrimas,
É só o que podes ter, pela tua ousadia de ter amado tanto.

José João
11/11/2.014




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