segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Minhas poesias não são belas, são...

Sei que minhas poesias não são belas são apenas tristes,
Têm a cara dos meus olhos e o jeito de minha alma,
Mas são verdadeiras e...felizes, porque não mentem,
Seus versos sem rima não têm medo nem do começo
Nem do fim das histórias que contam, se cada verso
É uma lágrima...que seja, mas é um lágrima viva,
Que não se esconde que se derrama em meu rosto,
Fazendo caminhos como se fossem as carícias 
De uma criança que diz: Não chora, estou aqui...
Mas se queres e é preciso, choro contigo, e solidárias
Vêm outras...e outras, até se fazerem prantos.
Minhas poesias são cheias delas e de prantos,
Lágrimas, para minhas poesias, não é só uma palavra
Colocada dentro de um verso, é uma verdadeira
Expressão que minha alma encontra para gritar,
Chorar, orar...rezar orações encharcadas delas,
Como fosse um clamor, um pedido de clemência 
Que minha poesia, longe de ser bela, apenas triste 
Grita para alguém ouça e chore comigo


José João
24/11/2.014

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