sábado, 18 de abril de 2015

Perdi

Não sei como, nem onde, só sei que perdi. Perdi.
Procurei com o desespero da dor da perda
Dentro de mim, sufocando lembranças e sonhos.
Procurando entre velhos guardados...encontrei retratos,
Alguns amarelados, outros roídos como se o tempo
Estivesse, de proposito, querendo apagar rastros
Deixados entre os tantos olhares mortos e sorrisos...
Sorrisos antigos, já sem razão, sem sentido...
Aqueles que os donos já nem existiam mais.
Procurava na gaveta, gaveta mágica dos poetas,
Onde eles guardam recordações, versos inacabados,
Sorrisos tristes. Guardam beijos, olhares perdidos,
Há quem diga que a gaveta mágica do poeta
Não existe. Existe sim, mas só o ele sabe abri-la,
Mas não estava ali o que tanto procurava (lágrimas).
A dor aumentava, sangrava a alma, espremia o peito,
A voz era apenas um sussurro, e nem eu mesmo sabia
Se eram rezas ou blasfêmias. As horas pareciam
Correr como se quisessem passar na frente dos dias...
E eu...com uma demência quase louca..procurava
O que talvez nem encontre mais.

José João
18/04/2.015






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