sábado, 30 de junho de 2012

A vida engana a gente


Um dia fui despido por olhares de desejos,
Fui acariciado por olhares apaixonados.
Um dia minha alma alegre via nos amanhãs
Nossas vidas em belos quadros emoldurados

Pintava quadros de sonhos em pensamentos
Do tempo fazia estradas, caminhos a flutuar
Entre tantos horizontes tão belos de se olhar
Gritávamos com a alma que a vida é só amar

Cruzei fontes, rios, de mãos dadas a imitar
O cantar do vento, até de pássaros o gorjear
Era como se a vida fosse um eterno passear

Mas vida ou destino, talvez até por brincadeira
Dá, depois te tira, como um sopro, como magia,
Deixando no lugar o torpor de uma vida tão vazia


José João
30/06/2.012













sexta-feira, 29 de junho de 2012

O amor quando vai embora


Ontem brinquei de sorrir, de cantar, de ser feliz
Já hoje brinquei de lembrar, não esquecer ir buscar
Amanhã com que será que a vida me fará brincar?
Talvez brincar de saudade, de solidão, de chorar.

A vida é muito engraçada nesse dar, tomar, tirar
Faz do riso um passageiro, do amor um  viajante
Correndo por paragens de dentro do peito da gente
Hoje nos enche de tudo, amanhã nos faz carente

O amor quando nos chega, sorrindo, nos dá um canto
Quando em êxtase nos habita somos todo um encanto
Mas quando em adeus se vai transforma tudo em pranto

Dos horizontes coloridos, faz todos de preto e branco
Dos amanhãs, triste vereda, do que um dia foi estrada
Faz até com que a vida se faça um simples não ser nada


José João
29/06/2.012






quinta-feira, 28 de junho de 2012

Eu, os meus restos


Vejam como ficaram meus olhos, coração e alma.
Os olhos atirados no vazio sem mais nada querer ver,
Coração batendo em gritos sem compasso por tão triste
A alma em desespero e até duvidando que ainda existe

E aqui, dentro de mim, a valer-se desse tanto vazio
Angustia, solidão, tristeza e lágrimas se fazem vivas
Me tomam sonhos que ainda nem sei se vou sonhar
Mas me trazem os prantos que pela vida vou chorar

Um dia, quem sabe esse vazio se faça estrada para ir
A qualquer nenhum lugar, só pelo dever de existir
E sorrir risos para o tempo, só pelo prazer de fingir

Cantar canções com o vento sem ninguém para ouvir
Esconder-se em horizontes, além-mar perto do céu
E de lá deixar um olhar vagando triste assim... ao léu


José João
28/06/2.012


Dois caminhos


Teus olhos eram luzes, como o sol a dar-me vida
A aquecer-me a alma, a fez-la sempre viçosa e viva
A faze-la criar cantos que de divinos se faziam
A voavam por sobre mares como sonhos eles iam

A buscar-me os momentos que me davas e fazias
De mim, canção alegre, caminho a levar-te pela vida
De braços dados como se o mundo fosse nós dois
Na estrada de um horizontes que a nós era só ida

Mas eis que vem da vida uma estrada fazer-se duas
E sem escolha, uma era um horizonte a outra era a vida
Uma era de prantos, de lágrimas, a outra desconhecida

Uma era desses caminhos que não se sabe aonde vai
A outra um caminho em que marcas se misturam no chão
Com dores e passos tristes, com saudades e solidão


José João
28/06/2.012



Uma saudade sem fim


Ó! Dor atroz, de  tanta saudade, infinda
Que deixa a alma de tão triste, entorpecida,
Caminhando a esmo, ao léu, sem ter caminhos
Que dela mesma se sente compadecida

Ó! Silêncio que da solidão me faz calar
Que faz pra mim, de carrasco, o próprio tempo
Que se arrasta lento me marcando as horas
E por castigo faz de cada segundo um tormento

Que será de minha vida? Agora e para sempre?
Com fardo tão pesado de lágrimas dementes
Que me molham o corpo como em bálsamo vivo
E em cada poro me rega, da solidão, várias sementes

Que fazer ante a sorte de tão vivo desespero
Em que a alma se flagela e pede em mudo apelo
O pedaço de um segundo pra viver um devaneio

Se por acaso o tempo, da alma o pedido ouvir
Que dela se apiede, tanto dela quanto de mim
E me dê, de um segundo, uma fração para eu sorrir.


José João
28/06/2.012

terça-feira, 26 de junho de 2012

Esperança é como folha...


Esperança é como folha, seca e um dia cai
Rola no chão esquecida e se vai ao vento
Parando nas pedras e cada dia mais morta
Tanto que onde estar já não mais importa

Esperança é como nuvem passageira, sem rumo,
E sem tempo, se desfaz com a primeira brisa
E se vai, lenta, como se não quisesse ir,
Como se quisesse ficar, não ter que partir

Esperança é estar num ontem e sonhar num amanhã
E o sempre, ser até quando o amanhã não chegar
E a dor se fazer viva, se fazer vida, se fazer chorar

Esperança não é como dor que  fica e nunca se vai
Esperança é como amor, nasce ontem e hoje é saudade
É como uma poesia nunca se sabe se ela é uma verdade.


José João
26/06/2.012





domingo, 24 de junho de 2012

Não deixaste dizer adeus


Ó  amor que se foi! E porque na madrugada?
Por que te foste de esguia sem esperar pelo sol?
Será que preferiste a noite por ser longa a caminhada
Ou por medo do adeus que chorarias na estrada?

Meu adeus, em tua alma, de tal queixume se faria
Que não terias abrigo onde fosses eu iria
Andando pelas estradas tua sombra então seria
A dizer-te sussurrando que sem ti eu morreria

Amor que na madrugada se foi,  fugindo da luz do sol
Como sombra a perder-se nas misturas da alvorada
Como prece que voa triste no cantar do rouxinol

Vai, o adeus que não ouviste, por não me deixar dizer
Vai contigo em silêncio, levando os sonhos que sonhei
Um dia quando lembrares, nem saberás se chorei.


José João
24/06/2.012





Lá onde você se esconde.


Ontem cantei com a alma a canção que tu cantavas
Até meus olhos, tristes e cansados, cantaram comigo
Num jorrar silencioso de lágrimas sobre meu rosto
Que dele fizeram caminho, fizeram estrada e até abrigo

Ouvi o lento farfalhar das folhas como se fosse musica
Numa sinfonia, sem maestros, de notas desconhecidas
Que por vezes parecia canto, outras oração, melodia
Que só alma por tanta carência sabia ouvir e traduzia

O vento, as vezes fazia coro, cantava como um gemido
Sem se importar com o canto, só queria chorar comigo
Até me envolvia em tênue abraço se fazendo meu amigo

Ao som da sinfonia em que a alma se entregava tanto
Sonhos se faziam vivos, corriam, voavam não sei pra onde
Lá onde minha voz não chega, lá onde você se esconde.


José João
23/06/2.012




sábado, 23 de junho de 2012

Ficaram apenas os mêdos


Segredos, dores, sonhos, desejos, todos muito vivos
Dentro de mim, ocupando o mesmo pensamento e espaço
Fazem-se donos do que fui, sou, ou ainda do que posso ser
Ditam os momentos como se fossem a razão do meu viver

Deixam dentro da alma  uma ansiedade do tamanho do mundo,
Onde sou apenas meu menor pedaço brincando de não morrer
A angustia faz festa, a solidão grita, o silêncio se faz eco do nada
E eu, andando com passos bêbados, sou o que não queria ser

Sou aquela estrada sem rastros onde ninguém quer passar, ou ir
Talvez até tenha sido rastros um dia, agora, apagados pelo vento
Que ia em volteios lentos, sem levar nada, por nada ali existir

Quem sabe apenas meus sonhos por ela passaram, sorrateiros,
Como se a noite fosse a estrada que leva como segredos
Todos os sonhos e desejos, deixando pra gente apenas os mêdos?


José João
23/06/2.012











sexta-feira, 22 de junho de 2012

Chorar? É tão fácil


Chorar? É fácil. A vida sempre ensina,
Com uma dor, uma saudade, um adeus,
Com uma ausência que não se quer sentir.
Chorar, pra mim, é o mesmo que existir

Buscar no tempo histórias acontecidas
Dessas que até na alma deixam saudade
E nela  ficam como dolorosas feridas
E à vida marcando por mera maldade

A vida! A minha sempre foi apenas pranto
Que se fazia de doce fonte nos olhos tristes
Como se tristeza e lágrima se fizessem encanto

Chorar é o mesmo que rir de uma alegria triste
É apenas fingir um sorriso que nos lábios persiste
É cantar com os olhos uma canção que não existe


José João
22/06/2012



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Agora és lágrimas


Agora és as lágrimas que meu coração chora,
Agora és a saudade que ficou como canção,
Guardada no tempo, na alma, dentro de mim
Como triste queixume de um mais triste coração

Agora és os sonhos que ficaram, que restaram
Como lembranças de momentos quase eternos
Que se fizeram na alma cicatrizes tão profundas
Que até canções e orações se fizeram moribundas

És agora o grito desesperado de um peito aflito
Um grito que começou como sussurro, um gemido
Que se fez eco e vai entre pedras a procura do infinito

És agora distante recordação mas como se de ontem
Que vai comigo como sempre, como pedaço de vida
Como saudade que entra e para sempre na gente fica


José João
21/06/2.012









Tu, para sempre


Não quero mais sentir dores, chorar saudades,
Não quero mais buscar o teu olhar no tempo.
Entre tantas recordações agora tão distantes.
Quero apenas ser o que era antes, teu amante

Quero passear dentro de ti, no teu corpo molhado
Como rios que se fazem carícias e carinhos na alma
Não quero mais chorar essa  saudade tão doida
De todos aqueles momentos que a mim ti fazias cativa

Rio, estando cansado, indo fazendo estradas de sonhos
No teu corpo onde tanto deitei, sonhei, onde tanto amei
E que agora essa saudade me faz lembrar como errei!!

Corro em desespero no tempo, e o pobre pensamento
Voa buscando tua alma, teu calor. Minha alma chora
E não me responde por que um dia tive que ir embora


José João






quarta-feira, 20 de junho de 2012

Adeus



Não sei para onde fostes, tão de repente e sem adeus 
Sem um aceno de mão, sem um olhar, sem palavras
Como se não fosse ainda hora de ir, e era cedo ainda.
Ainda tinhas tanto pra dizer, tantos sonhos pra sonhar!
Não sei por que acontecem coisas assim, tão tristes,
Tão sem razão que nos deixa perguntando a esmo 
E se respostas vierem serão apenas prantos doloridos
Chorados com a alma que agora no vazio se perde
Onde até a solidão chora a dor que se sente.
Foram contigo teus tão ternos sorrisos, olhares,
Sonhos que sonhavas, e outros que ias sonhar ainda,.
Foram contigo todas as carícias que não fizeste,
Que não recebeste, beijos que não foram trocados,
Promessas que se fizeram orações sem serem rezadas.
Não sei por que foste, sei que não querias ir
Ainda tinhas tanto pra fazer, para ver... aquele luar...
Aquele por-do-sol de amanhã que dizias sempre,
Seria mais bonito que o de ontem  e que o de hoje,
Todos aqueles que nunca viste e não verás.
Choro essa dor de tua saudade, e tua ausência
Se faz tão ausência, que entre nós, até o tempo chora
Reclamando tua presença em tão triste pranto
Que o silêncio chora soluçando teu nome como canto.
Adeus... mas continuas aqui, dentro de cada pensamento
Como se fizesses, de dentro de nós, nossos corações
Pulsarem, chorarem e gritarem ...apenas o teu nome.


José João

terça-feira, 19 de junho de 2012

Esses mesmos olhos





Ah! Esses meus olhos que tantas paisagens viram!
Tantas belezas inocentes e puras, alvoradas nuas
Correndo como criança nas madrugadas coloridas
Do nascer do sol com cores e matizes indefinidas

Ah! Esses meus olhos que tantas paisagens já viram
Que para cada por-do-sol dava um nome diferente
Chamava-os pelo nome da saudade que sentia
E para cada  horizonte inventava cantando uma poesia

Esses meus olhos! Que tantas ternas belezas já viram!
Agora, coitados, da alma são apenas pequenas janelas
A olharem o tempo pintado em desbotadas aquarelas

Olhos que brilhavam como se o brilho fosse um canto
Que buscavam horizontes bem mais longe do que tanto
Esses mesmos olhos... hoje, só fazem derramar pranto.


José João

19/06/12



domingo, 17 de junho de 2012

Choro com as flores


Nos jardins, entre as flores, posso sonhar e  buscar
Pensamentos que por si, se esconderam no tempo
Se fizeram perdidos, entre tantas lágrimas choradas
Que da alma triste fizeram suas próprias moradas

Converso com as flores histórias vividas, sentidas
Elas entendem o que quero dizer, até choram comigo,
Nossos prantos se misturam no nosso conversar...
Mas só vê o choro das rosas quem com elas sabe chorar

E choramos, por saudades diferentes, mas é saudade...
Aquilo que fica dentro da gente e não nos deixa pensar
Que em qualquer lugar ela sempre também vai estar

Ah! Esses jardins, essas flores, essas dores tão doídas!
Essas dores que são minhas que são delas, esse nosso gritar
Se só chora com as rosas quem com elas sabe chorar?
... eu sei.


José João
17/06/2.012





A vida sempre ensina


A dor que agora sinto a falar-me essa saudade
É ainda aquela dor que deixaste ao ir sem dizer adeus
Não é aquela dor que senti depois, com tua ausência
Nem aquela que em desespero pedia tua volta a Deus

Deixaste tantas dores pra chorar, não sei qual a primeira
Nem a mais doída, nem a que vou chorar amanhã ou depois
Essa dores ficaram vivas, marcando coração e até a alma
Sempre me gritando coisas que eram somente de nós dois

Menos as lágrimas e os prantos esses desde muito eu sabia
Que ficariam só pra mim, mesmo assim todo me entreguei
Se choro, se sofro, se grito essa dor, grito que também amei

Talvez nem mais ti lembres, mas um dia haverás de lembrar
A vida sempre gosta de mostrar tudo o que se perdeu
Um dia verás, querida, que ninguém vai ti amar tanto quanto eu


José João
l7/06/2.012




Coisas que a vida guarda


Se de mim me tomas o pensamento e a te seguir
Vai ele entre nuvens, mares e horizontes a buscar-te
Gritando até em desconhecidos idiomas o teu nome
Coisas da alma, pelo louco desejo de encontra-te

E vai sempre indo por entre nuvens, por sobre mares,
Por novas rotas, outras correntes como ave de arribação
Não pousa em qualquer porto, o rumo lhe dita alma
Sempre guiada, e vai sem medo, pelo tino do coração

A saudade se agita em cada parada que o pensamento
Por cansaço, ou por tormento se debruça e pára no tempo
Talvez, quem sabe, apenas lembrando algum momento

Desses que ficam dentro da gente e se fazem eternamente
Lembranças vivas que a própria vida cuida de guardar
Para te-lo sempre caso nunca mais outro possa encontrar


José João
17/06/2.012


sábado, 16 de junho de 2012

Loucuras do amor




Do mar ao céu um canto triste e o eco vai
Sonâmbulo como bêbado que se perdeu
Em passo trôpegos tropeçando pelo nada
Ou nas dores que a própria vida me deu

Os gritos se fazem rezas no espaço perdidas
Com eles vai o pranto da alma que chora triste
Dores de saudades há muito tempo vividas
Que se fazem de sempre por isso não esquecidas

Soluços saem do peito como gemidos de dor
Correndo silencioso, mas enganando o silêncio
Com sussurros inaudíveis que ainda falam de amor

Um amor que diferente o destino fez acontecer
E só mesmo nos sonhos esse amor pode viver
Como loucura se amaram sem nunca se conhecer


José João







A tristeza como herança


Começa  em sussurros o meu pranto
Como se chorar fosse apenas um prazer
Como se encanto a vida ainda tivesse
 E não fosse ela só motivo de sofrer                

De muito longe me chega ao som do nada
Um vazio que em mim apenas se faz sentir
Um torpe silêncio e o mundo celebrando        
Qualquer pranto que em mim teime existir

Assim me entrego num espaço que não sei
Se o tempo me leva ou se nele eu fiquei
Esperando sonhos que ainda não sonhei
Ou talvez saudades que ainda não chorei

Assim no tempo, aflita, minha alma voa
Tropeçando nos soluços que nunca dei
Pois há muito ficaram os prantos que agora
Minha alma, pra chorar, ao tempo implora

Até a saudade que aos meus sonhos resgatava
Foi embora como se dela eu já não precisasse
Talvez com a tristeza tenha se entregado ao cio
Me deixando como herança apenas esse vazio.


José João

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Eu... um espaço vazio


Sou, talvez, um sonho que nunca foi sonhado,
Um pedaço de poesia triste que se perdeu
Escrito sem inspiração num papel qualquer,
Uma poesia inacabada que nunca ninguém leu

Quem sabe me fiz um pedaço perdido do nada
Que vive no vazio que eu mesmo por medo criei
Ao buscar sonhos que não sabia serem proibidos
A quem se sente versos sem rima, versos perdidos

Me busquei nas poesias que escrevi como orações,
Como rezas que buscavam no tempo uma resposta
À dor que se faz de sempre como verdade imposta

A uma alma, que talvez carente, se entrega ao pranto
Cantado como versos sem rima, melodia sem canção
Que sai triste, como lágrimas, de um mais triste coração.


José João






terça-feira, 12 de junho de 2012

Para não chorar sozinho...


Ontem os sonhos se fizeram mais vivos que sempre
Até trouxeram o brilho de teus olhos e o teu perfume, 
Vieram num raio de luar que parecia perdido na noite
Correndo entre estrelas e nuvens chorando queixumes

Disse que chegou em mim pelo brilho do meu pranto
Pensando que talvez, toda essa lágrima, fosse castigo
E como também era triste e na noite chorava sozinho
Largou a noite, correu no tempo, e veio chorar comigo

Me disse o nome das estrelas que lá em cima brincavam
Assim como pequenos brilhantes, brincando de brilhar
Até pensei  ver em uma delas a doce luz de teu olhar

Mas o raio de luar, me olhando triste, sussurrando disse
Não são os olhos dela, com certeza, pode me acreditar
E pra que não chorasses sozinho contigo eu vim chorar 


José João








segunda-feira, 11 de junho de 2012

A dor que pensava morta.



Até hoje minha alma chora
toda a tristeza que tem pra chorar
Te procurando entre horizontes e mares
nas noites de lua ou sem luar
Te foste ao tempo num mundo perdido
Sem nada dizer, te foste...
Dizendo que um dia irias voltar
Que eu não devia chorar nem sofrer.
Hoje te vejo em sonhos distantes
Nunca aprendi a te esquecer.
Amor, porquê te foste? Porquê?
Eu te seria aquele amante que só sabe amar.
Seria nos dias frios teu sol cativo,
Nas tuas noites, teu luar passivo
Te trazendo estrelas te brilhando no olhar
Trazendo histórias de outros amores
De lugares distantes só pra te contar.
Eu seria aquele amante
Que mesmo distante te faria sorrir
Te fazendo sonhar outros mundos
Onde só um casal pudesse existir
Eu e você. Tu serias rainha
Eu seria teu servo e senhor.
Mas foram-se os sonhos no tempo,
Perdidos sem rumo, sem rota.
Ficaram angustia e saudade.
Quantas vezes reacende forte
A dor que se pensava morta?!


José João






Não acredito mais


Como posso acreditar quando alguém disser que me ama
Se quando olhar em seus olhos não vejo o brilho dos teus?
Tua pele de seda, de flor, teu perfume divino de anjo mulher
Como posso acreditar, amor. Amar não é palavra qualquer

Que se diz por dizer. Só tu, amor, sabias, parecia um canto
Como se fosse a brisa cantando hinos de amor para o tempo.
Amor, até tuas palavras tinham perfume. Então como posso,
Como posso acreditar se a mim parece, as outras queixume?

Teu olhar de estrela menina, que vem vindo na noite sorrindo
Brincando de cantar como os anjos, divinos e belos hinos
Amor como posso acreditar? Tu não me falavas fingindo.

Faço agora de tudo silêncio, ou palavras que não quero ouvir
Mas me ponho atento ao som da noite, ou do meu sonhar
Para que na minha já quase loucura, possa amor, te escutar.


José João



Nada nos separa


Não quero mais chorar tua saudade, mas tua ausência,
Como se fosse dor na alma, me marca a vida e o tempo.
Fico entre lágrimas e angustia, e entre elas, tua imagem,
A lembrar que nos doamos por tão poucos momentos

O mar me molha os pés com as lágrimas que te entrego
Sempre quando, com ele, ao por-do-sol, te procuramos,
Te grito o nome na doce brisa que com as ondas vai
Te buscamos, como busco a vida, e não te encontramos

Amor, amor. Onde foste? Em que horizonte estás agora?
Que caminhos te levaram sem que rastros tenham ficado?
Que vento te levou a esmo como se fosses nuvem sem rota
Pássaro sem rumo, horizonte fechado perdido e sem porta?

Vou estar aqui, sempre, entre a solidão e essa tua saudade,
Entre minhas lágrimas e tua imagem, que em mim toma vida
Como se pudesse te tocar, te sentir, ouvir teus pensamentos
Estou aqui te amando, ainda que no peito essa dor incontida.


José João






domingo, 10 de junho de 2012

O tempo não dá tempo


Doce aurora que em mim se abre como um dia triste,
No frio orvalho que na noite escura se fez de pranto
Como lágrimas de saudades vivas que a vida chora
Por terem com as estrelas todos os sonhos ido embora

Oh! Noite, que lenta e triste se fez momento de solidão
A abraçar, angustiada alma, que gritava com o coração
Sofridas rezas que em sussurros lentos se faziam canto
Por que o sofrer muito mais que muito se fazia tanto

Sonhos perdidos, pensamentos idos, não sei pra onde
Talvez buscando outro horizonte onde talvez se esconde
Um olhar, um carinho, um dizer, que tantas vezes ouvi
Nos doce encanto de momentos que há muito eu já vivi

Quem dera o passado deixasse marcas para  se seguir
Em caminhos, estradas ou veredas que se pudesse ir,
Mesmo a alma tropeçando nos soluços que se chorou,
Buscar os sonhos que o cruel destino de nós tirou

Como a brisa que sempre indo sem nunca saber voltar
É a vida que se vive, sempre pensando que o tempo dá,
E assim para amanhã se deixa o que hoje era pra viver
Mas logo passa o tempo e o que nos sobra é o sofrer.


José João













sábado, 9 de junho de 2012

Fazendo na vida...prantos


Ainda hoje ouço tua voz quando estou sozinho,
Quando meu pensamento voa solto no espaço
E correndo vai ti buscar, apesar do tempo,
Tão ainda perto de mim, tão dentro de minha alma.
Choro entre a saudade de teus tão ternos carinhos
E a doçura de teus beijos, divinos, sequiosos e doces.
Sinto ainda, meu peito arfar como se buscasse o ar,
E no ar, buscasse aquele perfume que deixaste.
Coração e alma se abraçam e juntos ti chamam,
Nem sabem mais como chamar teu nome... teu nome
As vezes gritam, outras vezes sussurram, choram
Enquanto eu, com o olhar perdido entre as estrelas,
Busco teu olhos como se fossem pedaços de luz,
Que se fizeram no infinito, saudade eterna.
Estão ainda em mim as marcas dos momentos
Que vivemos, por toda alma, como tatuagens divinas
Dizendo que um momento pode se eternizar na alma
Quando amar e viver se confundem. Quanto tempo!!
Mas ainda assim, na brisa ouço a ternura do teu canto,
E corro, e sonho, e grito como louco em desespero...
Não ti encontro. Mas vou, fazendo na vida... pranto
Mesmo triste, tua saudade me faz dessa vida,
Acredite querida, verdadeiro encanto.


José João





quinta-feira, 7 de junho de 2012

Só dor deixaste


Eu, a alma, a casa, estamos como nos deixaste
Depois daquele adeus que tanto doeu em nós,
Estamos todos vazios, perdidos dentro do nada
E uma única verdade estamos perdidamente sós

Levaste tudo, do jardim: A doce beleza das flores
Da casa, a alegria, a luz, a calma que nos fazia cantar
Da alma, levaste todas as vontades, até a de viver
Só a mim deixaste uma, a de chorar por tanto sofrer

Ficamos como escombros perdidos em ruas desertas,
Como restos de histórias não lidas em livros perdidos
Como restos de vinho não bebidos nas taças esquecidos

O que nos deixaste? Apenas tudo que nos faça chorar
Como solidão, angústia, essa infinita e eterna saudade
Que nos deixa não querer viver como suprema verdade


José João



quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ondas e lágrimas


Derramam-se na areia branca, do mar, as ondas
Como lágrimas luzentes, tristonhas e passivas
Que de muito longe vêm chorar aqui as suas dores
Como doces lembranças de saudades tão cativas

Deitam-se mansas na areia como a pedir carinhos
E se deixam ficar sob o céu, o sol de outra terra
Como se um porto a vestir-se de novas esperanças
Talvez cansadas de seguirem tantos velhos caminhos

Na areia sentado, das ondas, espero o descansar
Sei, novas rotas tomarão e um outro rumo seguirão
E com elas minhas lágrimas outro porto vão buscar

Às lágrimas e aos velhos sonhos, a eles posso pedir
Que me levem o pensamento e me deixem aqui ficar
Buscando na alma triste outros sonhos pra sonhar


José João







Lágrimas de amor



São vozes perdidas num tempo distante
Em que coração e lágrimas se abraçavam
Se abraçavam sorrindo um sorriso triste
Gritando ao mundo que solidão existe

E a dor de sempre que se fazia dor de agora
Com a tristeza, na alma, juntas dançavam,
Uma dança desconhecida ao som da canção
Que a solidão e angustia em dueto cantavam

Dançavam, também nos olhos, ao ritmo de dó
Efusivas, brilhantes e belas lágrimas de pranto
Que corriam no rosto como acordes de um canto

Que nunca nenhum maestro ousou embelezar tanto
Impossível  imitar-se tão divino e celestial encanto
Quando lágrimas de  amor se transformam em pranto


José João











Pedaços de poesias


Prantos guardados na alma como pesadelos,
Prantos que já chorei como alma carente
Quando a tristeza como se fosse sombras
Faz morada, sem licença, dentro do peito da gente

Com voz de saudade, meus pensamentos em pedaços
Como sonhos viajantes, vão por rotas perdidas,
Só a alma sabe, e quando sozinho, por tão só
Brinco de fazer lágrimas pelas dores tão vividas

Sem horizontes meu silêncio é minha voz sem eco,
Tua ausência pinta um quadro sem luz, um quadro vazio
Que fez por tanto chorar minhas lágrimas saírem do cio

Já não sei o que procuro, se um dia essa louca melancolia,
Que me traz sempre, esse dolorido passado de volta,
Quem dera, em mim, desse lugar a pelo menos, uma fantasia!


José João




segunda-feira, 4 de junho de 2012

Prantos que já chorei


Não sei de onde em mim, vem essa dor assim doída
Que me toma todo em feridas tão abertas e até peço
À vida, ao destino, mesmo a quem nem mais eu sei
Que perdoe, até proponho pedir perdão em cada verso

Em cada verso que vem da alma como se fosse pranto,
Chega ao mundo em orações e até se faz queixumes
E vai com o tempo a chorar por distantes horizontes
Feito o vento gritando suas mágoas sobre os montes

Não sei de onde vem esta saudade assim tão descabida
Que me enche as noites de angustias em que até a vida
Se pergunta se vale, ou até quando pode ser assim vivida

Me perco em pensamentos que já nem sei de onde vêm
Se de momentos que vivi, ou se de sonhos que sonhei
Só que chegam outra vez os mesmos prantos que já chorei


José João

Guardados de minha alma


Na minha gaveta de guardados escondida dentro da alma,
Guardando todos nossos momentos como relíquias da vida
Encontrei beijos que trocamos, beijos que não foram dados,
Encontrei vontades adormecidas e até versos inacabados

Lá, encontrei um velho e quase caduco sonho de nós dois
Dizendo que tinha ti guardado pra mim por toda eternidade
Por que não permitia que tão intenso amor não fosse eterno
E que o mundo era pequeno pra toda essa minha saudade

Estava lá, ainda guardado, aquele: Eu te amo. que me disseste,
Aquele sorriso terno, meigo, quando te mostrei  nossa estrela
Que brilhava, embora menos que teus olhos, naquele céu celeste

Tudo que deixaste ainda estava lá guardado, até teu doce canto
Que a alma fez questão de me mostrar sussurrando bem baixinho
Deixei tudo guardado, só não essa dor, essa tristeza e esse pranto.


José João










domingo, 3 de junho de 2012

Uma história de amor


Cai do sol uma lágrima sobre a face de uma flor
Compadecido de tão triste e mortal queixume
E a face rubra da flor pelo cruel ardor do estio
De uma lágrima, a ela, faz o sol caldar um belo rio

E a ele, que dizem, tão cruel, tão inclemente
À flor cedeu seu pranto alegre e gentilmente
E como inocente, a flor, ao sol  promete
Deixa-lo perfumado, sempre... eternamente

Vem a lua, e o luar, à flor maldoso acaricia
E seu  orvalho a ela entrega  com harmonia
Com um canto a pobre flor o luar a alicia
Assim esquece a flor a promessa do outro dia

O sol aqueceu a flor que agora se entrega toda
Ao luar misterioso, boêmio inveterado e fascinante
Assim, a flor, embevecida do luar se fez amante
Que é de agora o sol com seu sonho delirante?

Triste sol que fingindo sorrir engana todos
Não a mim, por termos uma história muito igual
As vezes uma inocente flor do campo, flor do prado
Se mostra um anjo, embora sendo um anjo do mal

Úmida a flor pelo orvalho deixado pela aurora
Abre o olhos em tímido e preguiçoso despertar
Pálida pelo intenso frio que agora lhe abraçava
Em sutil gemido a flor de se pôs a chorar.

Uma borboleta ao ouvir tão triste e doloroso pranto
Pergunta: Bela flor porquê tão triste estás chorando?
Olha o sol que alegre vem no horizonte surgindo.
E os pássaros que inquietos já despertaram sorrindo!

Continua a borboleta:
Choras pelo frio desse gelado orvalho da manhã?
Querida flor logo, logo o sol sorridente te aquecerá
Deixa que a brisa doce ti balance terna e lentamente
A brisa e sol ti aquecerão e esse orvalho logo secará

-Ah! Borboleta quem dera fosse esse meu pesar
Choro pela dor de um tão doloroso e triste desprezar
Ontem uma lágrima troquei por um momento, um sonhar
Hoje, o que não daria para essa lágrima me molhar!?

Tanto era ontem o sofrimento e só agora é que eu vejo
Não existe impossível para quem sabe o que é o amor
Tão meu amante sem nada pedir o sol se fez num outro dia
Que do fogo, tirou um lágrima, e docemente me ofertou

Mas um raio de luar elegante, galante e muito belo
Malicioso de mim se aproximou e me beijou
Tão carinhoso foi o beijo que pensei amor eterno
Mas se foi na madrugada e tão sozinha me deixou

Meu pesar, borboleta, é que somente agora percebi
Que o sol outra vez, parece, me olhou tão ternamente
Que até pensei em ganhar dele um outro terno sorriso
Mas de terno nada vi o sol me olhou indiferente

Acho que não, diz a borboleta volteando alegremente
Pelo que vejo o sol ti olha com olhar cheio de inocência
Na verdade só tu é quem vê esse olhar de indiferença
Mas por tua culpa é a tua própria consciência

Mas o sol, à flor, deu seu sorriso mais belo e mais alegre
E com carinho lhe diz: Que bom outra vez aqui te encontrar
Vês guardei a mais bela lágrima que fiz para te dar...
E a flor, baixando os olhos, tremendo, pôs-se a chorar


José João
03/06/2.012





Alma carente


Me dizem triste e que já não me cuido
Que meu olhar se perde no vazio de mim
Que até meus passos tropeçam a esmo
Num caminho morto que chegou ao fim

Já não me chamam em triviais conversas
Como se os pusesse em solene luto
Meus passos bêbados me levam ao nada
Ou ao chão caído com a alma desemparada

Que álcool forte que ávido sorvi do tempo
Em taças frias, bordadas de cruéis tormentos
Em que a vida, ansiosa me procura arrego
Em prantos frios chorados em sutis lamentos

Em mar profundo de solidão sempre constante,
A alma, em agonia, grita a forte dor de que padece
Mas ninguém escuta nem o eco de tão triste apelo
Que apenas diz que de amor ela, coitada, carece.

Sempre juntos


Um dia, nossas almas, e bem sabemos
Que juntas em uma só, elas se faziam
Tão envoltas pela terna força da paixão
Que havia em nós, apenas um coração

Tanto que o mundo pra nós  se dividia
Em simplesmente dois terços... de oração
Um, alegre, pra mim tu rezavas cantando
Outro, pra ti sorrindo, eu rezava ti amando

Nossas almas que de tão uma até fazia
Nossos passos os mesmos no caminho
Tu, na aurora, como frágil passarinho
Eu me fazendo como se fosse teu ninho

Eu como criança, a sono solto e sem medo
Deitava em teu corpo, ti fazias meu regaço
Como se me fosses água límpida de um rio
Como se eu fosse de teu corpo um pedaço

Mas nos vem tal força, talvez até do destino
Nos impõe cruelmente mudarmos de caminho
Nos separa, sem piedade e sem clemência
Me fazendo assim, chorar como um menino

Mesmo distantes, de nós nunca nos separamos
Tanto que um ao outro de eternos nos fizemos
Onde estejamos seremos nossa maior verdade
Onde estejamos seremos nossa maior saudade


José João




sábado, 2 de junho de 2012

Sem caminhos


Qual folha solta levada ao vento sem ter abrigo
No chão rolando por triste sina ou por castigo
É minha alma, levada ao tempo sempre chorando
Buscando a esmo por tantas perdas um peito amigo

Buscando sonhos talvez perdidos por tanta angustia
Sem deixar rastros para no tempo não poder voltar
Mas que horizonte em estrada estreita pode encontrar?
Talvez nenhum, e mesmo a alma, triste só quer chorar

Em cansados  passos ela vai indo sussurrando um canto
Como se fosse um  fantasma triste ao léu vagando
E as lembranças?! Já quase mortas, já sem encantos
Se fazem pesadelos, tristes verdade por serem tantos

Quantas promessas um dia ouvidas acalentaram sonhos!
E a pobre alma tão inocente, por tão pura, acreditando
Mas agora a solidão lhe abraça mais que o melhor amigo
E por nem sonhos ter lhe faz que sempre esteja chorando

Pesadelo


Ah! Quanto pesado me deixou a solidão!
Tão pesado que meus pés marcam as pedras
Por onde passo.
Caminho, e meus rastros se pintam de lágrimas,
De sonhos e saudades. Rastros infindos,
Embora, por vezes, descontínuos,
Quando uma convulsão dolorosa de meus soluços
Me fizerem sentar e chorar na beira da estrada,
Quando meu olhar, embaçado pela dor,
Não me permitir ver o horizonte,
Que mesmo sem saber onde vai, me propus seguir.
Meus pés sangram, latejam, doem,
Mas por ser maior a dor que me raga o peito,
Vou, sempre arfando no desejo de gritar
Mas meu silêncio me cala. Não tenho o que dizer,
Assim choro. Chorar, pra mim, nessa hora
É ouvir de mim mesmo. Vai.
Já não sinto o corpo, a solidão é tanta
E tão densa em mim, que tomou minha própria forma,
Acho, que até mesmo meu nome...
Continuo seguindo, é forte minha esperança
De no fim dessa estrada encontrar alguém
Que possa me lembrar quem sou e... com um toque
...De coração, me despertar desse pesadelo
E dizer que essa estrada era apenas... minha tristeza
Que já passou.


José João


Pobre poeta


Pobre poeta que ao pranto se entrega
Por perdidos encantos de amores vividos
No tempo perdidos sem serem esquecidos
Por tanta vontade de voltar a viver.
Pobre poeta que cala no peito
Um grito, um gemido, um soluço, um ai,
Que guarda na alma um pedaço de sonho
Para o amor não morrer, e pede baixinho,
Fingindo sorrir, para a dor não doer.
Pobre poeta que sozinho se cala
E a si se abraça fingindo sentir
Um corpo, um carinho que nunca sentiu,
Ouvindo um sussurro falando de coisas
Que nunca ouviu.
Pobre poeta que ao sono se entrega
De olhos abertos fingindo sonhar.
Pobre poeta que em sonhos fingidos
Ao tempo se entrega entre amar e chorar.


José João

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Essa dor que é nossa




Quem sabe esta dor que choras seja igual a minha
Aquela dor que nos sufoca o peito e no faz calar
Uma dor que dela ficamos cativos sem querer falar
E onde quer que se esteja sempre também ela está

Aquela dor atroz que não nos deixa um só instante
Tudo fica sem gosto, sem cor, a vontade vai embora
Uma dor que faz sorrir ser proibido, chorar é permitido
Uma dor que não dói mas nos toma o folego e o sentido

Será que esta dor que sentes é igual  à dor que sinto?
Que faz da cama companheira, do travesseiro confidente
Que fazem as lembranças doerem dentro da alma da gente?

A dor que traz uma ansiedade que não se sabe do quê
Uma dor que enche a gente de vazio e até da alma se apossa
Se sentes essa dor... chora comigo, que agora ela é nossa


José João



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