segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Súplica


Fronte pendida como se o peso dos pensamentos
Fosse do tamanho do mundo. Olhos fixos no chão.
O peito arfando em soluços no desejo de gritar,
E a dor lhe rasgando a alma sem pedir para entrar

As lágrimas caiam sempre no mesmo lugar, uma a uma
Como se quisessem regar uma saudade, um sonho...
Assim como se uma doce lembrança pudesse nascer
E naquele chão úmido, mesmo tímida, pudesse crescer

Tudo se fazia muito distante, só não aquele adeus
Que insistia em se fazer de ontem e sempre presente
Que insistia em deixar na alma aquele vazio carente

Um nome era chamado, orações eram rezadas, gritadas
Joelhos curvados, braços ao céu, em cruz, levantados
E um olhar ao tempo, em gritos, por prantos chorados


José João
26/11/2.012








3 comentários:

  1. Ao descrever suas letras para o meu coração o meu corpo se esgueirou...a minha alma se curvou a tamanha beleza que os meus olhos que represavam lágrimas romperam a represa e eles derramaram as minhas lagrimas foram de verdade amigo João ...Continuarei a ser seu fã de carteirinha ...Um grande abraço emocionado do amigo Pedro Pugliese

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  2. Que maravilha,João!

    Vc escreve com coração e alma.

    Como é bom ter poetas em minha lista para me deliciar com essas linhas e emocionar-me tanto.

    Marco as reações que são poucas para o que sinto.


    Tenho textos e poemas meus tb no meu blog na categoria "meus textos e poemas" à direita.

    Consegui descobrir como receber atualizações dos blogs que mais admiro e o seu está entre eles,claro!


    Continue com esse seu dom escrevendo muito e sempre!

    Deveria publicar um livro.

    Ou já tem?


    Beijos com gosto de carinho e admiração


    Linda semana


    Donetzka

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  3. Um soneto bem construído, com ritmo e um tema forte...Não é fácil escrever sonetos e...este está Perfeito!
    Parabéns. Continua nessa onda!
    beijo
    Graça

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