quinta-feira, 28 de maio de 2015

Os amanhãs começaram ontem

Ah! Que saudade de passear pelos caminhos floridos
Por onde nunca passamos. Dos olhares que não demos.
Saudade das palavras que nunca nos dissemos...
Da relva, da grama onde nunca deitamos para sonhar.
Hoje essa saudade dói como fosse um remorso...
(e há quem tenha tempo para tudo isso e não faz)
Saudade das tardes ensolaradas, do por-do-sol
Que nunca tivemos o prazer de ver...de sentir.
Meus dias são assim, tristes, cheios de momentos
Que pude viver e não vivi, cheio de recordações
De coisas que não fiz...dói, dói até na alma.
Hoje, as palavras que não disse, gritam no silêncio
Da tua ausência, fazem eco nos caminhos, 
Agora percorridos com toda essa tanta solidão 
Que me acompanha, que se faz viva em mim
Cobrando o que não fiz. Me pensei dono do tempo,
Dono dos amanhãs, deixava sempre para depois...
Os momentos que poderiam ser vividos cheios de nós.
Apenas agora, sentindo essa dor da saudade, percebi....
Que os momentos de hoje também povoam os amanhãs.


José João
28/05/2.015






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