terça-feira, 8 de março de 2011

Veredas



Percorrer caminhos, veredas, destino,
Percorrer a vida como estrada.
Como tempo, sem nada buscar
Sem nada pedir, por tudo querer.
Caminhar sobre o nada, sem marcas deixadas,
Em rotas perdidas que por tão vazias
Ninguém percorreu. E o horizonte?
De pálidas cores, chorando em gemídos
Bem  mais que atrevidos por não serem de dor.
Revolta da luz onde o sol agoniza,
Numa estrada tão alta. que perdida se deita,
Erguida no nada,  pra nada passar.
As cercas na beira da estrada cercando o vento
Num inutil não deixar passar
A brisa que insiste em mais não ficar.
Caminhar um caminho e levado a veredas
Que o próprio destino se recusa passar.
É a estrada perdida, sem portão,
Sem porteiras mas fechada está,
Seguir é tormento, voltar é loucura
Se rastros ficaram apomtam um tempo
Em que viver é chorar.
O destino é inverso, o caminho é perverso
Até a sombra se curva pra poder descansar,
Os pés se agitam. o pensamento se cansa
De tanto esperar
Que a curva se dobre em reta esguia
E que um novo horizonte se possa olhar.

José João

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