sábado, 26 de março de 2011

Sofrer não é difícil, difícil é...


Oh! Louco destino e cruel verdugo
Que à alma engana como se criança fosse
Deixa que viva meus tristes amanhãs
Não me enganes com falsas promessas vãs

Desde muito sozinho vivo e não pedi,
Se há de assim ser, que seja, nao importa
Se meus prantos chorados por tanta dor
Caem no mundo, devassos, sem ter pudor

Por que brincaste comigo? Com meu pensar?
Dando esperanças me propondo um novo amar?
Se de mim tu zombas, se brincas com meu chorar
Já não me importo e sozinho posso esperar

A solidão que, quando pouco, me faz pensar
Ou reaver sonhos perdidos que já sonhei
E me proponho em nunca mais confiar
Em ti, falso destino, matreiro em me enganar

Sofrer? Que importa? De menos sei que ele é,
Difícil é sofrer sem no peito gardar rancor,
Difícil é sofrer calado sem blasfemar.
Difícil, destino, é sofrer sem poder gritar

Se está escrito, por mão da sorte, que devo  ser
Sozinho e triste por não merecer nenhum querer
Não vou dizer que de bom grado posso aceitar
Mas também tua complacência não vou implorar

Que seja assim, como queres, como há de ser
Até já disse do que preciso pra poder viver
Das emoções amigas que sempre comigo estão
Fiéis a mim, minha tristeza e a solidão

Se pensas, destino, que tua força me dobrará,
Se pensas castigo deixar tristeza e solidão,
Esquecido estás das dores que já sofri.
Ah! Bobo destino, tua inocência só me faz rir


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