sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Que lugar... os velhos tempos!!

 Indo por caminhos que nunca havia percorrido...
Vendo paisagens novas, que nunca havia visto
Percebi, conversando comigo, minha liberdade
Não estava só, apenas encontrei outra verdade.

Eu! Com todos os que fui em diferentes lugares
Minha infância num lugar, adolescência em outro
Chegaram os cabelos brancos, continuamos assim
Mas o tempo se fez lugares diferentes para mim

Cada lugar uma história, umas deixaram saudades
Outras foram esquecidas, não deviam ser lembradas
Algumas ainda insistem em se fazer lembranças
Mas ainda existem saudades e lembranças choradas

A criança que fui, não guarda tantas recordações
O jovem eu se diverte com o que guarda na memória
Conversam riem, correm nos lugares que viveram
Eu! Sou quem junta o dois e de nós conto a história.

José João
27/02/2.025

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Senhor... És minha luz.

Entrego-me a fazer de Te, doce luz a ser caminho,
A ser guia dos passos que a vida me faz caminhar.
Saber-Te luz a guiar-me, me faz que sejas tanto
Que me entrego a seguir-Te sem nenhum entretanto

Guias meus pés por caminhos ainda desconhecidos
Fazes que me seja leve, pesos que nunca carreguei
E vou, me sentindo forte, Contigo o que posso temer?
Fazes de mim vencedor de lutas que ainda nem batalhei

Vou Contigo, sem medo, defender-me, me ensinaste
Estando Contigo, sou rocha, sou rochedo de cercania
Pois sei que com tua luz, quem a desafiar-me ousaria?

Dou-me a entregar-me todo e pleno a Te que me conduz
Sei que serás minha companhia... onde quer quer eu vá
Assim, grito bem alto que ouçam: Senhor, Tu és minha luz.

José João
26/02/2.026

Só o tempo como remédio.

 Ah! essa tanta falta de alegria que me toma todo
Que vai do corpo à alma. esta  se prende ao pranto,
No corpo, um desespero que traz primitivas reações
Impropérios e heresias se fazem loucas emoções.

Vou a lavar-me na pureza de salgadas lágrimas
Como se essas fossem bálsamos, mas no corpo,
Um desconfortável sentir lhe faz um fugaz tremor
Que entre choro e blasfêmias grita essa tanta dor.

Que resta então? Que lhe seja o tempo o remédio
Que lhe aplaque as marcas ou que faça cicatrizes
Das feridas saradas e lhe tire da vida esse tédio

De nada, adiantaram as lágrimas, nem os prantos
Não se fizeram bálsamos, apenas choraram a dor
Só o tempo, mesmo lento, se fez cura, se fez santo.

José João
26/02/2.026

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Não sei ser doutor... só sei ser eu.

 Eu?! Não sei ser senhor, não sei ser doutor. Só sei ser eu.
Visto um terno feito de saudades, com botões de flores,
Uma camisa de primavera com uma gravata de petúnias
E vou pelo mundo... expulsando dores e criando amores

Sou quem brinca de fazer das flores bouquet de poemas
Que contam histórias desde o outono quando as folhas caem
Que vai semeando sementes nas margens dos caminhos
Que afaga a solidão e com ela vai sem nunca estar sozinho

Não sei ser senhor, nem ser doutor, escrever versos, eu sei
Desses versos cheios de lágrimas alegres, de risos soltos
Versos malucos contando coisas que eu mesmo inventei

Escrevo versos que o tempo trás, de coisas que já vivi,
De sonhos, até mesmo de sonhos que ainda não sonhei
Escrevo também eu, nos versos de dores que sozinho chorei

José João
25/02/2.026

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

A mim! Só interessam os amanhãs.

 ... de mim!? Já nem sei. Não sei o que fui, nem o que não fui,
Nem o que sou agora. De mim sabem mais do que eu mesmo.
Mas... já não me pergunto por mim, o que interessa agora?
A mim, só importa o que ainda posso ser, o resto, vá embora

Se sonhei sonhos que não eram meus... foi apenas inocência.
Se a mim fizeram sonhar assim, é porque não fui tão atento
Por isso, tenha sido minha a culpa, a culpa do que sou eu
Choro essa dor que sinto agora mas... o pecado não foi meu.

Viajo, calmo, entre os "eus", o que sou agora, e o que antes fui,
A vida é engraçada, se faz de vida, se faz de livro, se faz de lição
E ela mesma se faz de verdade, como só ela deve e pode ser.
Daí minha razão em deixar para trás o que não me faz viver. 

Vou continuar fazendo versos, fingidos ou que falem verdades,
Dos ontens, faço minhas histórias, afinal, foram  eles que vivi
Nega-los! Não poderia mas, o que não sei, não faz parte de mim
A mim, me interessam os amanhãs, ainda sem dores para sentir.

José João
24/02/2.026

Cansei de sonhar sozinho

 Dá-me a mão e vamos juntos, cruzar ravinas e prados,
Cruzar montes floridos, brincar de ir sem rumo por aí.
Brincar de conversar com as estrelas, de fazer sonhos
Brincar de caminhar para horizontes que estão bem ali.

Vamos inventar versos inocentes, cheios de eternidade,
Fazer de cada momento, histórias inocentes e completas
Vem, vamos brincar de pintar a noite com raios prateados
Juntar pirilampos e bordar caminhos com raios dourados

Vamos ver o voo das garças, vivos pedaços de nuvens
A voltear leve sobre o mar como se escrevendo versos
Ou se fazendo um quadro pintado ao tempo, no infinito
Eternizando a beleza esculpida nesse pedaço de universo

Vem ouvir o vento cantando uma canção só para nós dois,
Baixinho, como se mais ninguém pudesse ouvir, só nós
Deixa que o chão se faça em flores em perfumado caminho.
Vem, sonha comigo, cansei de sonhar assim, tão sozinho.

José João
24/02/2.026

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Que essa dor seja uma oração..

 Quem, diz-me agora, como eu, te amou tanto?
Eu, no entanto digo, diz-me a quem tanto amaste?
Porque quis Deus que desse amor viesse o pranto?
Será que só com pranto o amor pode ser encanto?

Que a mim me seja dado a agonia lenta de sentir,
Mas a te, diz-me, que poderia te fazer querer-me?
Talvez o triste encanto do chorar da pobre alma
Quando em prantos se faz é o mesmo que ver-me

Vai.  Convence-te que essa dor não é tua culpa
Que esse fardo que me toma e a mim faz chorar
Fui eu quem procurou ao insistindo a tanto amar

Se vem a mim, cruel sofrer por tão desvairada dor,
Se fui eu quem a buscou quando impossível se fazia
Que me sirva de oração, que não a faça de heresia

José João
23/02/2.026

domingo, 22 de fevereiro de 2026

A incoerência é muito mais... divertido

 Não busco mais razões, nem coerência. Já cansei.
São tão comuns, são tão todo dia e nada mudam.
Vou buscar o que para a coerência seria impossível
Por exemplo, voar com as borboletas, ainda não tentei.

Sentir o cheiro doce das nuvens, vou pedir ao vento,
Com certeza ele me levará até elas, ele já prometeu,
Pediu apenas que fosse de meias, lá é muito frio
Mas um raio de sol disse que me aqueceria a contento

Razões e coerências são frias, tiram a ilusão da gente,
Com elas perto não se faz nada, a não ser sentir medo
Dizem que não se pode beijar um pássaro que voa
Eu.. voo sem asas, gosto de ser assim, bem diferente

Gosto de pintar a água, mas com tinta transparente,
Faço tranças douradas nos longos cabelos da noite,
Dou asas aos pés da saudade para que chegue depressa.
Lágrimas, carrego num balde feito de estrelas luzentes.

Cansei dessa tal de razão, dessa bobagem de coerência,
Brinco de mergulhar com as águias numa piscina azul
Cheia de pequenos pedaços de alegria e de sonhos coloridos
Nadamos, voamos, é muito mais divertido, a incoerência

José João
22/02/2.026

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Porque estando alegre quase me sinto triste?!

 Porque as vezes, estando alegre, quase me sinto triste?
Vem de dentro de mim ou de não sei onde uma quase tristeza
O sorriso continua sorriso mas sem que eu esteja sorrindo
Razões, não encontro, talvez, seja da alma alguma incerteza

Será que só eu, sinto em mim, as duvidas que a alma sente?
O que será que ela sabe e não diz, de ser assim tão carente?
É uma quase alegria, uma quase tristeza, de mim fico ausente
Não sei se é por falta de alguém que em mim já esteve presente!

 Não diria ser saudade, também não é solidão, eu me basto, 
Não por orgulho, mas pelos tantos que já fui, desde criança
Ao que sou agora trago pedaços de mim, muita lembrança

De muito converso com quem já fui, desde o jovem rapaz
Que todos os dias sonhava acordado de colorir os amanhãs...
Será que é isso? Quando vejo as vontades que tive, todas vãs

José João
21/02/2.026

Dizem que os olhos não sabem gritar...

Quem disse que os olhos não pedem em eloquente clamor?
Que não gritam quando, em desespero, choram uma dor?
Não fossem os olhos nada diria, as palavras não sabem dizer,
Se perdem na dor que a alma sente e nada se pode fazer

Quem, mais que os olhos, em prantos salgados, grita em oração
Perdas, que se fazem doloridos vazios, em qualquer coração?
Só os olhos, pela dor se iluminam e falam sozinho até de solidão
E vão buscar prantos, de onde não sei, como se pedindo perdão.

Os olhos mostram para a alma qualquer alegria ou até aflição
Que mostram a beleza do viver quando algo belo vai acontecer
São os olhos que mostram a ternura da vida em qualquer renascer

Quando brilhos estranhos, em demente ternura, se põem a dizer
Que a alma se ilumine, se vista, se atente que uma luz vai chegar
São eles que, como janelas, mostram acordados o que seja viver

José João
20/02/2.026

Para que falar o que só sei sentir.

Não sei escrever versos bonitos, só o que sinto.. não minto
Se os versos ficarem molhados de lágrimas ... eu chorei
Se encharcados de pranto foi a alma, ela sempre exagera
As vezes as lágrimas veem antes dos versos, ela não espera

Se escrevo versos tristes, cheios de solidão, não tenho culpa
Se são sem rimas, palavras soltas, costuradas em rimas rotas
Não é minha a culpa, é a pressa da alma em dizer o que sente
Em se fazer voz e contar os vazios por ser assim tão... carente

Não preciso de nomes nem lembranças para sentir saudade.
Eu, em mim, sou ela e trago do tempo o que gosto de ser
Sou minhas lembranças, essas que até hoje me ajudam viver

Não me preocupam as palavras e nem o que querem dizer
A mim, não tem mais sentido contar ao mudo o que já vivi
Não falo, para que falar o que não sei dizer só... sei sentir

José João
20/02/2.026

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Teu perfume... tão doce quanto ardente.

 Como aquele perfume da primavera, que se eternizou,
Depois que permitiste que as flores a te se igualassem.
Quando as borboletas pousavam em teu rosto, e as flores
Ficavam pálidas, olhos fitos, como se só a te admirassem?!

Como o perfume daquela primavera perfuma a saudade!
Que fez morada na alma sem se importar com o tempo
Ainda hoje, lembro, sinto a carícia na alma, e calo a voz
Aí vou buscando, lá dentro de mim, lembranças de nós

Até hoje, passado tanto tempo, ainda é aquela primavera...
As outras ficaram mesmo só com o perfume das flores,
Primaveras comuns, que lembram apenas as minhas dores

Daquela primavera guardei apenas uma flor, inocente 
Aquela que te dei, deste um beijo, puseste nos cabelos...
Fiquei com ela, ainda guarda teu perfume doce e ardente.

José João
19/02/2.026

Da poesia... eu faço luz.

 Queres que te diga quem sou? Sou quem vai por aí
Declamando saudades, beijando o rosto da solidão
Fazendo rosário de prantos, em ladainhas e oração
Que faz versos cantando amores, até mesmo os daqui

Não sei contar prosas, não sei contar tolas fantasias,
Mas sei gritar no silêncio sem que assuste ninguém
Se são palavras bonitas, não sei. Pode até ser poesia
Que se escreve no coração da alma sem nenhum porém

Quem sou? Que importa? basta apenas que a alma ouça,
Se tiver lágrimas, e a dor contada nos versos, fizer chorar
Sou eu trazendo dores e sonhos, alguns tristes de sonhar

Dou-me a fazer histórias, as vezes, difíceis de contar
Costuro lágrimas na saudade triste, com ponto de cruz
E vou me fazendo estrada e, da poesia... fazendo luz

José João
18/02/2.026

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Conta uma poesia... que eu não ouça mas... sinta

Conta uma história. Pediu a parte mais carente de mim.
Estou precisando ouvir uma história, pode ser uma poesia
Mas não qualquer história, nem as que comecem assim:
Era uma vez... dessas eu não gosto, dessas não sou afim.

Também não quero histórias de tristezas, nem de prantos,
Nem de solidão, nem de silêncio, quero uma que grite,
Que o eco vá, viaje feito um louco, gritando coisas para rir
Que se faça alegre, saltitando no tempo sem saber onde ir

Quero uma história assim, pode ser uma poesia de esperança
Que fale de um eu te quero diferente, de um amor inocente, 
Desses que se ama, que se vive e dele nunca a gente cansa.

Conta uma história assim pra mim, dessas que faz sonhar,
Ou uma poesia, dessas que a alma fica sonhando ao ouvir
Que de tão cheia de amor ela nem ouça, só possa...  sentir

José João
17/02/2.026

A dor que a saudade faz sarar.

 Deixa-me saudade, ficar aqui contigo, só nós dois.
Deixa que me deite em teu colo, deixa-me nele sonhar,
Que me venham os momentos que agora são depois,
Que os viva em teu colo, o que me foi um dia amar.

Vem, minha saudade, me abraça com ternura, preciso.
Preciso desse abraço como fosse na alma uma carícia
Minha saudade, me olha, me afaga, me dá um sorriso
Me dá um beijo, desses inocentes sem nenhuma malícia

Deixe que te conte minhas lembranças cheias de alegria,
Que te fale da beleza de viver em sonhos quase perenes,
De ouvir cantos divinos num leve sussurrar de euforia
Ao se ouvir: eu te amo, aí momento se faz oração solene

Ah! minha saudade! Deixa que o pranto te molhe o colo
Por lembrar silencioso adeus, que foi dito sem palavras
Ainda hoje, entre os mais e os tantos sorrisos ainda choro
Minha saudade, dores da alma, com teu pranto, me saras

José João
17/02/2.026

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Minhas poesias... meus poemas escrevem.

 Não me preocupo em escrever poesias, nem deveria,
Apenas deixo que elas, as poesias, se façam completas,
Que vivam cativas em minha alma, povoem corações,
Que suas linhas sejam mais que a inspiração dos poetas

Se me dizem poemas são poemas, não são a poesias...
Sou um escrevedor de versos, quem dera fosse poeta
Para ouvir a saudade gritando na alma o que ela sente,
Sentir em mim a doce presença de quem está ausente.

O que faz um escrevedor de versos? Sempre perguntam,
É quem copia o que lhe vem, verdades, sonhos, fantasias
Faz rimas com palavras soltas sem nem saber o que diz
Porque são os poemas que fazem os versos para a poesia

Ah! Esses poemas! Buscam na alma as palavras mais certas
 Escrevem a poesia por si só, as vezes com prantos fingidos
Outras vezes com palavras risonhas mas lágrimas nos olhos
Poemas e poesias, um sente a dor, o outro chora, são amigos.

José João
16/02/2.026

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Vem, deita na relva, vamos contar estrelas

 Vem, deita  aqui comigo e vamos contar estrelas.
Deita na relva, deixe que o luar se faça de chão
Pensa que as estrelas brilhem só pra te e estão rindo
Ri com elas, deixa que te acariciem, beijem teu coração

Olha ali uma rindo contigo, cada piscar é um sorriso,
É um aceno terno te ensinando a, mesmo distante, amar
Olha ali uma cadente, anda, faz depressa dois pedidos
Não deixa que ela se vá sem que peça, faz de improviso

Nada nesse mundo, quando se ama, pode ser demais
Tudo é na medida certa, não choras muito nem pouco
Se amas, o amor não conhece a razão, ele quer mais
Por isso dizem que amor é belo por ser assim, louco

Que bela loucura é a falta de lucidez da pobre razão,
Os amantes se perdem a contar estrelas e esquecem
Que amanhã, no alvor do dia, elas se fazem criança
E vão, mas deixam nos pedidos, rastros de esperança

José João
14/02/2.026

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Prantos e saudades... sem segredo

 Entrego-me a devanear, sol poente e eu sozinho
A buscar-me desde meus sonhos, até minhas saudades,
Venho de além mar, visitando portos cheios de adeus,
De idas e vinhas de acenos, lágrimas e tristes verdades

De lá do horizonte, um sorriso do sol alegra o tempo
A brisa escorrega mansa, voando sobre flores e jardins,
Então, me ponho  a quase sonhar comigo e a buscar-me
Dentro de mim mesmo e fazer-me todo um só sentimento

Não esses que se explica, mas aquele que a alma sente,
Fazer-me de poesia muda que ninguém saiba declamar,
De versos escritos apenas com lágrimas, sem palavras
Que sejam versos que se completem, mesmo sem rimar

Dou-me aos braços da fé de ser eu mesmo, sem medo,
Deixar que de dentro de mim um grito espante o mundo
E se vá em pedaços como se fosse do grito um forte eco
A contar amores, prantos e saudades sem nenhum segredo.

José João
14/02/2.026

... Já não tenho mais pranto

 Um dia me disseram; Que bom que o tempo passou,
Não sinto mais saudade de você e... nem de mim.
Ora pensei, vou também conseguir não sentir saudade
Nem de mim e muito menos de você, bom viver assim.

O tempo passando, eu esquecendo de mim, dos ontens, 
Momentos passados, fui esquecendo  e pronto, esqueci.
Não tinha mais o que lembrar, a tudo o passado tomou
Não lembrava nada, para que lembrar o que um dia vivi?

O tempo passou... um dia me vi vazio, sem lembranças
Tudo havia ficado esquecido, perdido no tempo, vazio.
Aí percebi, me perdi do que fui, então a vida doeu mais
Solidão e tristeza aumentavam como se estivessem no cio

Não vou mais seguir o que dizem os outros... me perdi
Fiquei aqui, sem ontens para lembrar, para sentir saudade
Tudo triste, sem razão, a própria vida perdeu o encanto
Fiquei perdido de mim que nem para chorar eu tenho pranto

José João
14/02/2.026

Saudade e prantos ausentes...

Rascunhos de poesia, mais outro e outro... Ah! DEUS!
Onde estão essas benditas poesias?!! Perderam-se?
Onde estão as palavras, mesmo soltas, sem sentido?
Onde estão as rimas, saudades, lagrimas, foram-se??!!

Mas para onde? O pranto sempre foi propriedade minha
A saudade sempre foi uma inseparável companheira
Os sonhos, sim os sonhos, sempre foram pedaços de mim
Todos se foram, fiquei só, como fazer poesia assim?

Aí dirão: mas se estás só, escreve sobre a solidão!!
O que dizer sobre ela? Ela é a solidão... sempre vazia
Sem versos, sem palavras, ela é apenas cheia de nada
Até dizem que não tem cor, que é doída, calada e fria

Essas poesias! As vezes se escondem dentro da gente,
Dentro da gente! Se fazem surdas, não ouvem a alma,
Outras vezes fazem conluio com as palavras e rimas
Levam, prantos saudades e nos deixam assim... carentes.

José João
14/02/2.026

Deixa a tristeza ir embora

 Se você quiser um dia ouvir coisas lindas de ouvir,
Vai num pôr do sol, em frente ao mar e ouve...
A canção do vento embalando ternamente tua alma
Ou o murmurar das ondas cheias de paz e calma.

Aguça bem teu sentir, fecha os olhos, ouve o tempo
Te contando histórias de te e ouvirás teu coração
Pulsando tranquilo te falando que ainda podes amar
E a brisa mansa te cantará, suave, uma terna canção...
 
Se quiseres sonhar! Vai num pôr do sol, frente ao mar
Verás um brilhante caminho sobre as águas a te levar
E vai... deixa teu pensamento livre ir onde quiseres
Sentirás a leveza do tempo, e sonhando poderás voar

Voa, e busca os melhores momentos que já viveste,
Trás de volta, faz que sejam tua verdade de agora,
Fecha os olhos, sente a carícia da brisa, deixa-te ficar
Sorri... sorri outra vez e... deixa a tristeza ir embora.

José João
14/02/2.026

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A simplicidade das flores

Poesias... hoje? Não. É dia de conversar com as flores
Preciso que me ensinem como podem ser tão modestas!
Exalam seu perfume inebriante em humilde silêncio,
Fosse eu... gritava ao mundo, me mostrava, fazia festa.

É... aprender com as flores, como podem ser tão belas
E ficarem mudas? Paradas no mesmo lugar, sem alarde.
Pétalas luzidias, cortejadas por beija-flores e borboletas
E ficam ali passivas, como se fossem imóveis aquarelas

Tenho que aprender com as flores, tão frágeis e tão fortes!
Se podadas, não choram, ainda ficam dando seu perfume,
De tristeza, murcham, perdem a cor, vão empalidecendo
Mas não choram, em silêncio, sabem que estão morrendo

Sempre admirei as flores, conversamos, elas me ouvem
A voz sussurrante, só quando a brisa lhes instiga a falar,
Pergunto-lhes: como podem ser tão belas e tão caladas?
- Somos assim, apenas flores, porque haveríamos de gritar?

José João
13/02/2.026

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A magia de amar

 Há alguma coisa de mágico quando se fala, amar,
Lágrimas e sorrisos se misturam no mesmo rosto,
Saudade de um olhar dado a alguns minutos atrás
Um rir sozinho na rua, como se lembrar fosse estar

Um esquecer das coisas que se faz todos os dias...
Uma vontade de gritar, correr, de logo querer chegar!
Essas coisas de amor, de amar, de ficar sonhando
Que os amanhãs serão sempre mais belos para lembrar

Essa magia que toma a alma, que a faz ficar distante...
Numa demência colorida em que apenas ela sabe ficar
Como estivesse numa aquarela dessas que faz sonhar
Tão mágico que chegam as lágrimas sem ela... chorar

Como explicar o que é razão quando se vive num sonho?
Um desses sonhos reais da vida que não se quer acordar,
Caminhar em caminhos coloridos repletos do que somos,
Sentir as nuvens sob os pés e sobre elas, de amor, flutuar

José João
12/02/2.026

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O mar... rota do adeus e da saudade

 A brisa mansa, as ondas murmurando seus segredos
A areia cativa a banhar-se nua apagando os rastros
Brisa e ondas, em gentil dueto, cantam seus enredos
E o mar, calmo, sereno, livre, sem ser água de lastro

Quantas histórias ouvidas de saudade em cada porto!?
Prantos derramadas, olhos carentes chorando um adeus!
Quantas lágrimas choradas lhe salgando ainda mais
Assim vai o mar levando segredos dos outros e o seus 

Rotas sem rumo, horizontes distantes, sonhos perdidos
E uma vela inflada pelo vento matreiro indo ao nada
Levando lembranças sem saber para onde, apenas vai
Assim vão os dois, um a saudade o outro... a estrada!

Para onde irão? Que porto, o mar deixará a vela içada?
Será que ao chegar tem-se então dado o fim de um adeus?
Corações pulsando forte, olhos cantando melodias de amor
Ou será mais distante o encontro das almas ainda separadas?

José João
11/02/2.026

A dor da ausência.

 -Vamos fazer uma poesia! Escrevo um verso e você outro.
O que você diz? Não sei. o que você quiser, vamos diga.
- Ontem passei o dia todo rindo, lembrei quando era criança
-Ontem escrevi poesias, busquei dentro de mim coisa antiga

Pensamentos caducos, sorrisos esquecidos, coisas assim.
-O que ganhas buscando esses momentos já tão vencidos?
É até triste, buscar o que a tanto tempo já é passado!
-Não, você se engana. A saudade não os deixa esquecidos

Vê, lembro de um sorriso que me dizia: que bom você aqui!
- Essa não! Um sorriso que dizia isso??! Ah! Conta outra.
Um sorriso é um sorriso, tem som mas não tem voz, não fala
-Não sabes mas quando os olhos sorriem tudo, tudo se cala

-Estás louco?! Como pode os olhos sorrirem? Que loucura!
-Ah! Entendi! Na verdade, os olhos gritam com eloquência
Lacrimejam quando sentem dentro da alma uma doce ternura
Mas só sente quem já amou, quem sabe a dor de uma ausência.

José João
11/02/2.026

Quando os natais vão passando.

 De repente era natal, de repente um outro natal 
E minha saudade a mesma, até o mesmo pranto.
As lembranças, quase nem pareciam lembranças
Se faziam como de ontem, um verdadeiro ritual

Assim, de repente, meus cabelos embranqueceram,
Meus olhos já não olhavam com nitidez o horizonte
O mesmo horizonte que as cores eu já sabia de cor.
Nem era mais alegre, o antes doce, murmurar da fonte

Desaprendi brincar de mal me quer com  margaridas,
De ver o luar arrastar-se na relva em silenciosa poesia,
De fazer pedidos para estrelas cadentes, não ouviam
Desaprendi tudo, tudo, que em outros natais eu fazia

Mas aprendi, pacientemente, esperar o que nem sei,
Caminhar sem pressa, sem nem saber aonde chegar
Aprendi olhar com as mãos, pensam que são carinhos
Enfim, aprendi muito, hoje, sei até conversar sozinho

José João
11/02/2.026

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Eu!? Quero apenas entrar em teu coração

 Vim de tão longe! Caminhei entre rios, estrelas
Fiz caminhos entre jardins, não deixei marcas...
Apenas trouxe o perfume das flores que beijei
E vou deixando poemas pelos lugares que passei

Já escrevi versos nas nuvens, contando de mim,
No tempo, contando histórias que há muito vivi
Deixei rascunhos nos prateados raios de luar,
Agora escrevo a esmo indo de lugar em lugar

Talvez assim, quem sabe, possa dizer ao mundo
O que ainda tenho para dizer, para fazer acontecer,
Não quero aplausos apenas ser ouvido na leitura
Sim, ouvido, porque ler é escutar a arte de viver

Amei! Amei como um louco ama sem nem saber.
Me entreguei assim como se entregam os amantes
Sem medo dos amanhãs, nem do que seja dor
Amei tanto e chorei que do pranto fiz... diamantes

Hoje, ando sem rumo por aí, entre estrelas e jardins,
Entre sonhos e fantasias, fazendo o que se pode fazer
Indo de coração em coração despertando para vida  
Despertando almas, deixando poesias... dentro de você

José João
10/02/2.026

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Esses meus sonhos!!

 Nos meus sonhos, um rio de luar se deitava no chão
Como mansas águas a se fazerem silenciosa poesia,
Fazendo buscar saudades antigas, nunca esquecidas,
A noite, quase sem ser noite, se fazia iluminada fantasia

Dormir, pela tanta beleza viva, era como fosse heresia
Quão belo era o deitar-se do luar a iluminar o tempo!
E a brisa, a voltear mansa, sussurrando doce melodia
Fazia do mundo um sonho, caminhando em passo lento

As folhas, enquanto as flores dormiam, se faziam vivas
Dançavam, sonolentas, acariciadas pela brisa carinhosa,
Parecia lhes sussurrar no ouvido o que só elas entendiam,
Suas sombras dançavam na relva uma dança tão graciosa!!

No meu sonho, me deitava sobre um curioso raio de luar
Que me perguntava se eu conhecia as estrelas cadentes,
Perguntava quem eu era, o que fazia, até se eu escrevia.
- Se escreves, faz para minha estrela cadente uma poesia

José João
09/02/2.026

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Um caderno de presente.

Um dia me deram um caderno. Sim, um caderno!
E disseram: Escreva aí seus poemas, seus momentos.
Ora mas... num caderno, escrever pedaços de mim?
Mas pensei, meus prantos nas páginas seriam eternos

Quem melhor poderia falar de mim que as lágrimas
Deixadas num papel?! Que mais bela poesia teria?
Uma lágrima bem no meio da página, apenas ela
Mostrando toda a nudez da alma em inocente poesia!

 Até tentei chorar, lágrimas novas, lágrimas do dia
Mas as que vieram não eram de saudades distantes,
Daquelas saudades doídas que se chora com a alma
Com pranto transparente, cristalino como diamantes

Então sentei, o caderno aberto em minha frente, passivo,
Voei no tempo, buscando as saudades mais antigas,
Aquelas a quem alma e coração estão sempre cativos
Lentamente... as lágrimas vieram como brilhantes vivos

Caiam dos olhos como  pedaços completos de mim
Escrevendo a poesia com um sentido triste mas... terno
Uma, duas, três... tantas que uma folha se fez pouca
Mas a poesia se fez plena. Que presente! Foi esse caderno!!

José João
08/02/2.026


E se juntasse ilusões e fantasias?

 Não sei mais de mim, acho que me perdi,
Tantos foram os sonhos mal sonhados,
Tantas foram as ilusões que a verdade se foi,
Fiquei perdido do que ainda não vivi

Tempo!! Não sei, os amanhãs encurtaram,
Correr atrás de sonhos novos... vale a pena?
Talvez se remendasse meus pequenos pedaços
Essa minha dor de agora fosse mais amena.

Quem sabe se nas poesias fingidas que escrevi
Contando histórias que nem sabia de quem
Talvez tirasse retalhos para que pudesse sentir,
Mas os sonhos mal sonhados sempre veem.

Será que se juntasse as ilusões e as fantasias,
Se costurasse com pedaços antigos de mim
E escrevesse, mesmo em prantos, uma poesia,
Será que essa dor ainda doeria tanto assim?

José João
08/02/2.026

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Não foi como a saudade de ontem...

 Ontem minha saudade era diferente dessa de agora
Não tinha lágrimas, nem história, só tinha o tempo.
A saudade de ontem não tinha rosto, não tinha nome...
Uma página rota em que não tinha nem sobrenome

A saudade de ontem escreveria em apenas um verso 
Afinal era uma dessas saudades que nem nome tinha
Que quase não se percebe, nem sei se era saudade 
Ou uma fantasia triste, cheia de vazios, sem verdade

A saudade de hoje é diferente, não caberia num verso,
Uma saudade completa, com rosto, nome e sobrenome
Feito uma história infinda como fosse um universo

Dessas em que o pranto se faz fonte, molha o rosto,
Faz cicatriz na alma, faz que se sinta dor sem querer
É uma saudade diferente, que fica enquanto se viver

José João
07/02/2.026

Por trás da poesia...

 Hoje, não quero saber de tristezas, nem... ser poeta
Eles têm a mania de contar saudades, doídas e tristes
Até convidei a tristeza para vir tomar café comigo
Lhe contei tantas piadas, ela ria, fiquei seu amigo

Fiz a tristeza ficar alegre, ela até chorou de alegria
Também me contou piadas e ela sabe de algumas
Aquela da saudade, que não era saudade era fantasia
Ela, a tristeza, contava as piadas e ela mesma ria

Até fofocamos um pouco, a tristeza sabe de coisas!!
Contou segredos da solidão que, juro, nem eu sabia
Disse que algumas vezes alguém quer sonhar sozinho
E ela vem, ardilosa, matreira, chegando de mansinho

Pois é, fiz a tristeza rir, contar coisas que não sabia
Até ficamos de nos encontrar eu, ela e a alegria
Agora, convencer essa a se encontrar com a tristeza...
Mas um encontro informal, sem poetas e nem poesia

A tristeza, num surto, deu altas e gostosas gargalhadas
Acreditem, quase nem conseguia respirar de tanto rir,
Me olhava e ria. Via nela um semblante descontraído 
Ela disse: Nunca tinha feito isso, que bom ter aprendido!!

José João
07/02/2.026

O que faz um adeus!

 Lá longe, céu e mar e um caminho feito de sol,
Ainda mais longe, uma lembrança e uma saudade,
Aqui, bem perto, apenas um vulto entre lágrimas
E eu?! Alguém a quem um adeus tirou a liberdade.

Flutuo entre os restos de mim que sobraram e, vou
Catando pedaços de sonhos, de lembranças perdidas
Pedindo clemência em orações que alma ainda reza
Para que o sal do pranto lhe cicatrize todas as feridas.

Rabisco palavras soltas, escrevo palavras sem sentido,
Olhar pedido no tempo, como se nada tivesse para ver
E vou, entre o nada e os vazios que se fizeram paisagens
E me contam em silêncio o que agora me fizeram ser

Poesia sem versos, sem rimas, sem nada para contar
Como fosse uma folha cheia de imagens desencontradas,
Traços que se cruzam, se perdem sem nada para dizer,
De mim, só as marcas do pranto... no papel desenhadas

José João
07/02/2.026

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Que estranha maneira de amar!!

 Muito estranha essa maneira de minha alma te amar
Chora, é feliz, sente medo, passa horas pensando em te
Rio sozinho numa sublime loucura, olhos lacrimejam
Quando lembro dos momentos que só contigo vivi.

Muito estranha essa maneira de minha alma te amar
Amor ou loucura?! Uma vontade louca de estar contigo
Um sorriso me lembra o teu, uma voz lembra a tua voz
Qualquer brisa que me acaricia faz lembrar... de nós

Essa minha alma!! Essa estranha maneira de te amar!
Me faz homem, me faz menino, me faz seguro de viver
Me deixa inseguro, até por ser feliz... me faz chorar

Essas lágrimas alegres me pintam o rosto com ternura
Faz que eu veja o mundo mais belo e por nada cantar
Que estranha maneira é essa de minha alta te amar!

José João
06/02/2.026

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Amor e amar... ser e ter

 Aquele sentimento que te transforma até a alma,
Mostra a força que és, até mesmo quando choras.
O sorrir, o chorar, ficam tão comuns, tão natural
Refaz o gostoso sentir como se tudo fosse agora

Andas como se sobre nuvens, sonhos coloridos,
Musicas divinas são ouvidas em qualquer silêncio
Assim vai o pensamento, solto, a qualquer lugar
Rindo, chorando de alegria pelo milagre de amar

Saber-se que se ama é como se amar fosse viver.
E ir no tempo que se faz inocente e florido caminho
Rabiscando-se versos sem nunca se sentir sozinho

E agora? Onde guardar tanta emoção, tanto carinho?

Tudo de amor se guarda na alma, sempre cabe mais,
E mesmo sendo o amor quase do tamanho do céu
Radiante a alma grita: me ama, o amor nunca é demais

José João
05/02/2.026

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Só... mas não tão sozinho.

Não vou pedir amor, ficar mendigo de migalhas.
                          Estender as mãos pedindo restos. Não, não faço.
Não vou mendigar um pedaço de olhar perdido,
Que nem foi pra mim, nem vou pedir restos
De palavras que ficaram perdidas, soltas no tempo
Sem que  ninguém quisesse ouvir. Prefiro estar só.
Tenho minhas lágrimas que, carinhosamente,
Afagam meu rosto nos momentos mais tristes,
Minhas mãos que acariciam minha fronte
Quando meus pensamentos se vestem de loucura,
Minha voz, mesmo reticente, cheia de soluços,
Sussurra canções que o tempo me traz e me perco
A ouvi-las com a alma... cheia de encantamento,
E meus olhos! Mesmo lacrimejantes, vão buscar
Sonhos que nunca sonhei, vão buscar imagens
Que a esperança pinta pra mim em tons de verde.
E, finalmente, a saudade, mesmo de quem não sei,
Mas se veste de senhora, elegante, vestido longo,
Branco, esvoaçando ao vento, cabelos brincando
De dançar com a brisa, sorrindo como se me dissesse:
Te amo. Assim...não vou pedir migalhas...
Mesmo estando só...mas não tão sozinho.

José João
04/02/2.026

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Dois poemas

 -  Dou-me a pensar na beleza da poesia!
 Primavera é uma poesia, colorida e bela
 O que, com doce inocência, ela diz nos versos?
 Pintada por meigas mãos divinas de um artista
-   Indo até onde o pensamento alcança, e mais
  Assim, são primavera e poesia, duas orações
-  São também ladainhas rezadas pelos corações

-  Poemas ou poesias... palavras e emoções
Pétalas em rimas coloridas a gosto por um artesão
-  O que, a mim importa? Palavras veem da alma
E enfeitando a imaginação dos gentis amantes
-  E as duas, juntas, se fazem apenas um despertar
Que às suas amadas oferecem belas flores e poesias
- Maior que apenas ser... mais que apenas estar
É fazer-se presente num coração disponível para amar
Assim, muito além do tempo vai a poesia
E vão, poesia e primavera sempre fazendo lembrar
Sem se importar com tempo vão... fazendo sonhar

José João
02/02/2.026