terça-feira, 21 de novembro de 2017

Os braços de minha saudade

Nunca escondi as tantas dores que sinto,
As lágrimas que choro por ausências
Que me encheram de vazios e angustias,
Sempre escrevi versos, alguns molhados
De lágrimas, outros encharcados de prantos,
As vezes um sorriso fingido, uma palavra
Que, nas entrelinhas, fingia-se verdadeira.
Nunca escondi essa saudade que sinto...
Que me vem desde a alma e me toma todo,
Tanto, que até os olhos gritam em silêncio
Nas lágrimas que choro. Minha saudade!
Tão bonita que criou braços coloridos,
Cheios de flores, apontando para o céu
Como se para ele rezassem uma oração.
Os braços de minha saudade parecem
Querer toca-lo, acho que em vã tentativa
De mostrar a Deus que existo, que choro,
Que sinto e que o clamor de minha alma,
São por eles levados ao tempo, no caminho
Do infinito, na beleza colorida das flores que, 
Inocentes, até alegram  a tristeza que choro.


José João
21/11/2.017

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