sábado, 25 de novembro de 2017

Não tenho saudades novas

Nunca aprendi dizer adeus, aprendi ouvir,
Ficava dentro do meu silêncio, mudo, sem voz,
Aprendi a chorar os adeus que tanto ouvia...
A senti-los na alma, a fazer-me sombra de mim,
A fazer que  ela chorasse em prantos doloridos,
Em soluços e murmúrios reticentes a se fazerem
Meus silenciosos gritos de angustia e carência.
Nunca aprendi dizer adeus, nuca tive voz 
Para tanto. Meus olhos fugiam em olhares
Distantes, covardes, buscando horizontes
Que nem existiam. Mas quantos adeus eu ouvi!
Alguns até hoje doem, machucam, ficaram
Como cicatrizes mal saradas que a alma tenta
Esconder dentro de saudades que me veem
Marcando o tempo, fazendo lágrimas novas,
Trazendo sonhos impossíveis de serem verdades.
Ainda sei chorar as saudades antigas, distantes,
Que me dizem de amores que vivi, de sonhos
Que sonhei. Dói muito, mas dor bem pior,
É saber que não tenho mais o que me faça
Sentir saudades assim...

José João
25/11/2.017

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