sexta-feira, 3 de março de 2017

Talvez...até além do tempo

Minha alma continua perfumada de ti, e meu corpo,
Em doce convulsão quando confunde, com tuas carícias,
O roçar da brisa que se veste com teu carinho. Se a vida
Tivesse que ser vivida sem, pelo menos, essa saudade tua
Não seria vida, não valeria a pena, não seria justo...
Não existiria Deus. Não sei mais dizer que amo...
Não sei mais mirar em outros olhos os sentimentos,
Quaisquer que sejam, só os teus refletiam plenamente
O que sentia minha alma e o que, em silêncio, te dizia
Com as lágrimas  que caiam alegres em meu rosto 
Em verdadeiras confissões que ela não sabia esconder.
Grito, no desesperador silêncio de tua ausência,
Na angustiante dor dessa carência que deixaste,
Orações que nem sei rezar, fragmentos de orações
Que em desespero a alma inventa entre dor e saudade
E de joelhos, se entrega na tristeza que tua falta faz.
Ah! Não fosse essa saudade! As vezes triste, outras,
Timidamente desenhando um vago sorriso nos olhos,
Mas sempre dentro de mim, repleta desse sentimento
Que a imperfeição da vida não permite que se viva.


José João
03/03/2.017


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