segunda-feira, 20 de março de 2017

Foi minha a culpa

Hoje percebi que todos os meus segredos se foram,
Se perderam entre as tantas vontades mortas,
Nos tantos sonhos que sonhei acordado, nas ilusões
Que jurava serem verdades. Não eram segredos,
Eram mentiras que minha alma inocente guardava,
Agora, sem sonhos, sem segredos, só o silêncio do tempo,
A angustia da solidão, por que até as saudades
Eram de momentos fingidos ditos com palavras vazias
Que minha alma, na ansiedade de entregar-se toda,
Acreditava como se fosse criança acreditando em fadas.
Ah! Se o tempo voltasse! Se permitisse que as histórias
Tristes pudessem ser (re)contadas e vividas outras vez!
Mas confesso, é minha a culpa, me dei tempo para ouvir,
Mas não dei tempo pra minha alma sentir o que ouvia
E assim me perdi caminhando por estradas sem chão
Porque as ilusões me faziam flutuar, me faziam ir
Sem nenhum rumo apenas indo onde as tentações
Permitiam ou mandavam. Quantos sonhos mentirosos
Sonhei? Quantos um: eu te amo, dito por dizer, ouvi
E acreditei! Pago agora o preço da incoerência,
Mas não me nego, desde que pague com lágrimas,
O único bem valioso da minha alma


José João
20/03/2.017



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