terça-feira, 12 de julho de 2016

Um dia essa dor será saudade.

Pensei fosse saudade... mas era dor... dor...
Dessas que se chora em lágrimas, em gritos,
Que sufoca, comprime a alma, faz blasfemar,
Faz não ter lugar para ir ou ficar, não importa,
É a mesma dor. Os prantos caem avulso
Como fosse sangue da alma indo ao tempo
Em desesperada angustia, em infinda tristeza,
Tanto que parece fazer arrastar-se lentamente
Para tudo ficar mais triste e cruelmente vazio.
O pensamento, por só saber gritar em silêncio,
Murmura um nome como se rezasse uma oração,
Voa em tantas direções! Onde haja um horizonte.
Passa por sobre distâncias, e vai como louco,
Desvairado, a procura de rastros que não ficaram.
Tudo é silêncio, só não aquela palavra que...
Dita baixinho, reticente, quase sem se ouvir,
Se fez tão forte que um tremor súbito, a lividez
Sutil de um quase desmaiar, um pulsar descabido,
Vestiu de tristeza a eternidade desse momento.
Agora só resta esperar que um dia, não sei quando,
A saudade se apiede da alma e tome o lugar da dor,
Dessa dor que teu adeus deixou e tua ausência...
Insiste em deixa-la viva dentro de mim.


José João
12/07/2.016


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