quinta-feira, 21 de julho de 2016

Meu silêncio

De repente minha alegria ficou triste
Os sorrisos ficaram sérios,
Não quiseram mais conversar com o tempo.
Nos olhos, a umidez da tristeza começava a se fazer viva
Chamando sutilmente as lágrimas que se alvoroçavam
Em descabida agonia, loucas para se fazerem prantos.
O silêncio não se fazia tanto mas lutava por fazer-se senhor
Como se nada mais precisasse ser ouvido.
Não era saudade, era uma angustia esquisita
Dessas que não se sabe de onde vem ou porque veio,
Apenas chega, se acomoda e se faz dona do momento.
Também não era carência, era a falta de um não-sei-o-que
Tão intensa (e nem havia adeus) que a solidão brincou
De me fazer festa mesmo dentro da multidão...
Que parecia surda...porque não havia silêncio...
Talvez ele estivesse dentro de mim...não sei.


José João
21/07/2.016
(Fortaleza - CE) 

Um comentário:

  1. Esses silêncios que falam tantos... e as vezes coisas
    que não queremos ouvir...

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