quarta-feira, 30 de abril de 2014

As lembranças que ficaram.

Já rezei orações, orações cheias de mim, das dores que sinto,
Das saudades que choro, das angustias que invadem a alma,
Enfim, orações cheias de mim. Já cantei cantos de notas tristes,
Em acordes desafinados pelos soluços que me faziam a voz
Fugir entre os prantos que choravam como pássaros presos,
Em que a beleza dos trinados são apenas lamentos gritados
Que saem de dentro do peito como apenas dor.
Já cantei ladainhas, ajoelhado nos cantos do tempo, escondido
Entre os medos, entre noites vazias onde a solidão se fazia
A melhor companhia para sonhar sonhos perdidos, mortos,
Escombros de um passado que até hoje se faz presente
Quando o pensar se deixa viajar por caminhos cheios de nada,
Cheios do vazio que fazem o silêncio ser ouvido como oração
E faz a vida ser vivida sem se perceber que se vive
Porque até as lembranças se perdem no esvoaçar demente 
Do esquecimento que suga, cruelmente da alma,
Até os fragmentos do que não se queria esquecer. 
Já chorei como criança perdida na noite de chuva  fria,
Caminhando sozinha no escuro sem saber onde chegar,
Ouvindo apenas o próprio soluço falando baixinho
Como se contasse um segredo para a alma. Um segredo
Que nem ela quer ouvir pela tanta dor de um adeus
Que faz do viver apenas uma doentia vontade de chorar


José João
30/04/2.014






sexta-feira, 25 de abril de 2014

Meus tão doloridos prantos

Sufocante essa dor que sinto agora,
Como se dentro de mim, labaredas ardentes
Quisessem atirar-se ao mundo, queimando meus pedaços,
Do corpo até a alma que se queda triste a envolver-se
Num abraço da solidão que faz da vida apenas um viver.
(Para viver não é preciso ser feliz).
Meu corpo se contorce em espasmos, em convulsões
Avulsas por serem tantas, como se ele chorasse,
Por cada poro, um pedaço da dor que me toma agora.
Tudo parece correr dentro de um vazio, sem horizontes,
Toda dor parece ser sentida agora, como se fosse
Apenas hoje o dia de senti-la. Me guardo dentro de mim,
Me contorço na tentativa de me fazer menor, 
Para ela se fazer pequena, mas é de dentro de mim,
É de dentro da alma, como se ela estivesse parindo
Prantos feitos de pedra, pontiagudas farpas,
Afiadas calmamente pela angustia de há muito tempo.
Assim se faz essa dor de agora, onde lágrimas e prantos
São tão pouco para chora-las que grito em orações
Desconhecidas e nunca rezadas, perdão, pelo pecado
De ter amado tanto.


José João
25/04/2.014

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Infinito... é um pedaço da saudade que sinto

O infinito está bem aqui, dentro de minha saudade,
Naquele olhar que me deste, em que a ternura
Gritava inocente a eternidade de um amor verdadeiro.
Tantas e tantas vontades, janelas que se abriam
Para o céu levando nossos sonhos, como se lá
Estivessem guardados, se fizessem nossos segredos.
Tudo se fazia tão ternamente puro, talvez tenha sido isso,
Um amor perfeito...e aqui, tudo é muito pouco para tanto.
Só não essa saudade carinhosa e doce como teu perfume
Que ainda me embriaga quando sozinho vou correndo
Pra te esperar no caminho que o sol desenha no mar,
Quando lá do horizonte parece que são teus olhos
Brincando de me fazer sentir tua presença dentro de mim.
Flutuo em meus pensamentos e entre inocente e pecador
Me deixo ficar nos sonhos que sonho contigo,
Como inocente te faço oração, te rezo em poesias
E como pecador, me deixo levar pela vontade virgem
Da mulher que um dia me fez  fazer o infinito
Apenas um pedaço da saudade que sinto agora,
Que se faz de sempre, de tanto, de tudo... até de vida.


José João
23/04/2.014




sexta-feira, 18 de abril de 2014

A Estrela Azul

Dizem, que muito além do infinito, onde só os pensamentos bons podem chegar, há uma estrela. Uma estrela azul, cheia de uma luz divina, que dizem ser os olhos de Deus. Nessa Estrela Azul, tão distante de nossos olhos, mas cheia de perene felicidade, é  nela que estão todos aqueles que nos eram e continuam sendo nossos queridos e amados que Deus levou, por achar que aqui, já não era lugar para eles, mereciam estar na Estrela Azul, que dizem ser um pedacinho do céu. Lá não existe dor nem lágrimas, os sorrisos são abertos inocentes, dizem que lá a alegria é perfeita, que  cada um pode ter seu próprio por do sol e dizem que é nessa hora que eles pedem a Deus por nós, que ainda estamos aqui.
Na Estrela Azul, dizem que tudo é perfeito, as crianças se vestem de botões de flor, cheios de cores, cor da inocência misturada com a cor da alegria, cor dos olhos de Deus, dizem que lá existem essas cores, e elas, as crianças, brincam de esconde-esconde entre as estrelas que nascem no chão (de lá), que os adultos vestidos de paz, de alegria e de muito amor, se divertem as gargalhadas com as crianças que muitas vezes se parecem anjos. Na Estrela Azul, dizem que tem querubins para lustrar as estrelas, que dizem, são sempre brilhantes, para lustrar as pétalas das flores, para perfumar os beijos que estão em suspensão, por que lá, dizem, se respira só amor, ternura, só coisas dadas por Deus. Ah! Dizem também que Deus lhes permite flutuar, leves, alegres, de mãos dadas colhendo os mais alvos lírios do universo (lustrados pelos querubins) e desses lírios eles nos atiram pétalas para que possamos ter belos sonhos.
Na Estrela Azul, um pedacinho do céu como dizem, onde só se pode ir em pensamentos, todos os que  lá estão, foram colocados por quem os ama e ficou aqui, por que é o pensamento de cada um, com um amor forte e o desejo de paz no coração, pode colocar  seus entes queridos lá, na Estrela mais brilhante do universo, a Estrela Azul, dizem que ela é iluminada pelo brilho dos olhos de Deus. Se você tem alguém que acha que perdeu, coloque-o na Estrela Azul que sua dor fica menor, afinal  ela é um pedacinho do céu. Tenho muitos parentes, amigos, lá...na Estrela azul.


José João
18/04/2.014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Um momento infintamente eterno

Meu coração acenava triste, um adeus que minha 
Boca se recusava em  falar, em dizer e a alma em sentir.
Os olhos gritavam alucinados, com um olhar
Pedido no nada, só as lágrimas choravam baixinho
Essa dor. As mãos tremiam, se abraçavam solenes.
E solidárias, acariciavam os olhos, enxugando as lágrimas
Que mais pareciam orações rezadas a um deus surdo,
Pedindo que o adeus não fosse ouvido, ou não fosse dito,
Se fizesse silêncio, se perdesse em palavras esquecidas.
O corpo ardia num calor febril e um suor se fazia forte
Como se ele chorasse pela dor que o peito, em soluços,
Queria, por força, gritar. As pernas pareciam dormentes,
O chão parecia abri-se em fendas, e o ar fazia-se denso,
De repente um cinzento roubou a cor do mundo...
Tudo ficou parado só se ouvia o coração pulsando
Descompassado, num pulsar triste, arrastado, choroso,
Falando em murmúrios: Não vai...por favor...não vai...
Mas a distância se fazia sempre maior, tanto para a voz
Quanto para os olhos. Só não para a alma
Que até hoje lembra esse momento...infinitamente eterno.


José João
17/04/2.014



Restos, é o que agora eu sou

Assim como folhas ao vento, vou eu no pensar
Por estradas perdidas, indo sem caminhar,
Pedaços de mim cada um uma dor
As lágrimas chorando os restos de um amor,
Como alma errante que não sabe onde vai,
Passos cansados em estradas sem chão
Procuro, carente que sou, de um sonho que seja
Onde migalhas ou perdidos restos do que me sobrou
Me lembrem que um dia eu vivi um amor.
Como sombra de mim vou indo sem ir
Por mais que caminhe que busque horizontes
Essa dor descabida fica dentro de mim.
Os meus amanhãs se vestiram de nada
Se fazem vazios dias parados por falta de ti
Onde estarão os momentos, as horas vividas
Que contigo vivi? Como triste alma errante,
Entre essas tantas dores, que foi o que me sobrou
Me fazem esse resto, resto de mim, é o que agora eu sou


José João
17/04/2.014









terça-feira, 15 de abril de 2014

Foste a poesia perfeita que vivi

Pra falar de ti eu escreveria mil poesias, ou tantas mais,
Mas como? Coitadas das palavras, tão poucas para tanto
E tão pequenas para o que és. Assim, calo em meu silêncio,
E deixo que o infinito tome conta dos meus pensamentos,
Deixo que ele corra tantos quantos horizontes possam existir,
E em cada um deles deixo um pedaço de ti, aí sim,
É uma parte do que és, mas pensando bem, ainda falta,
Talvez buscando o brilho das estrelas, de todas elas,
Possa retratar o teu olhar, não com toda aquela ternura,
Mas com o brilho, aquele brilho de olhar criança,
Que sorria em teus olhos quando falavas de amor.
A leveza de teus carinhos! Como falar dela?
Lembrando a brisa leve e perfumada das manhãs?
Mas se toda a sutileza e perfume, que a brisa vaidosa
Se orgulha de ter, foram roubadas de ti! Até o sussurro,
Quando ela, em volteios leves, balança as folhas... é tua voz,
Tu ficaste, amor, em todos os meus sentidos,
Até o tempo quedou-se à tua tão generosa  presença,
Ele se arrasta lento nas noites quando a vontade de chorar
É maior que a saudade que sinto de nós dois.


José João
15/04/2,014


Um cantinho só pra nós dois

Não pedi para te amar para sempre, era só até hoje,
Para que pudesse começar outra vez amanhã,
Começar a te amar outra vez, com um amor maior,
E assim recomeçaria a cada amanhã, um outro amor,
Sempre maior, até que um dia o infinito fosse pequeno 
Pra nós dois. Pedi assim, te amar só até hoje
E recomeçar  amanhã, mas não sei quem ouviu
Minha prece, me deram o sempre para te amar,
Até sempre, mas com o mesmo amor de todos os dias.
Por coerência me fizeram teu por todas as vidas.
Assim te fizeram parte de mim, minha melhor parte,
Juntaram nossas vidas em apenas uma, nossas almas,
Em apenas uma, e nossos corações trocaram o pulsar,
Não ficaram como os outros corações, aprenderam
Pulsar chamando nossos nomes em um só eco.
Em qualquer lugar te encontro, mas principalmente,
Naquele cantinho gostoso de estar, onde muitos choram,
Mas eu sempre fico lá contigo, só nós dois, juntinhos,
Recordando os tantos momentos só nossos,
Quem bom ter esse cantinho gostoso para estar contigo
Esse que chamam saudade, e eu chamo de nosso.


José João
15/04/2.014






As dores que o tempo deixou

Lágrimas, lagrimas de dor, de desespero, como se fosse
O tempo chorando as dores de suas feridas
Em tempestades infindas choradas pelos meus olhos
Tristemente brilhantes pelo brilho dos prantos.
Gritos, como se fosse gritos de fantasmas alucinados
Querendo, pelo menos, serem ouvidos em suas orações
Que mais parecem lamentos moribundos por tanta dor
De estarem perdidos no nada sem serem ouvidos.
Suspiros, lamentos, buscados lá dentro da alma
Que, de joelhos, chora os tantos sonhos que morreram 
Quando ainda, apenas se faziam esperanças de um dia
Serem verdades, serem histórias contadas em poemas,
Em poesias de versos completos sem medo do fim.
Tudo de repente ficou triste, como se um imenso vazio
Tivesse engolido todas as cores, todos os sons...
As palavras se fizeram pequenas, sem razão de serem ditas
Se perderam na incoerência de um mórbido silêncio
Quando um adeus foi gritado com os olhos...
Porque a voz se recusou dize-lo... tanto era a dor...


José João
15/04/2.014



Acredito em fadas, em anjos, em...

Acredito em todas as belezas que os sonhos
Podem fazer verdadeiras dentro deles,
Acredito em fadas, essas que nos fazem ficar
Criança, maravilhada e demente com o amor
Quando nos tocam com suas varinhas mágicas.
Acredito nos sininhos divinos que nos fazem ouvir
Inocentes e ternos acordes se estamos apaixonados.
Acredito no Cupido, aquele maroto sapeca com aquela
Flechinha doirada fazendo traquinagem com os corações.
Acredito nos caminhos que as estrelas deixam ficar
Para que possam ir em sonhos, nos raios de luar,
Os pensamentos de todos aqueles que choram 
Procurando um carinho, uma voz que diga: Te amo.
Acredito até em anjos, desses que chegam na gente
Sorrindo inocente, brincando de colorir os dias,
Mesmo anjos sem asas, com a ternura no olhar,
Gritando carinhos que nunca vão ser esquecidos,
Acredito nesses anjos que vêm, que ficam,
Mesmo quando se vão, ficam dentro da gente
Na saudade que se faz oração para a alma.
Esses anjos que nos ensinam a amar!

José joão
14/04/2.014

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Essas coisas do coração

Desde muito o tempo me fala de ti, acho mesmo
Que desde sempre, antes de te conhecer ele já falava
Que existias, me fazia sonhar contigo, ir te buscar
Em horizontes ainda desconhecidos, não me dizia teu nome,
Nem a cor dos teus olhos, não me fazia ouvir tua voz,
Nem sentir o gosto de teus lábios, mas gritava
Para minha alma a presença da tua, talvez, até acho,
Fazia meu coração pulsar em compasso com o teu.
Desde sempre te senti, pensamentos me vinham
Como se estivesses bem aqui, pertinho, dentro de  mim.
Um dia, como se fosse uma luz passageira, brilhante,
Dessa luz que passa e fica, que nunca se vai,
Dessa luz que aquece e ilumina a alma, essa luz
Que vai indo sem deixar rastros, mas que se sabe
Vai existir para sempre, em algum lugar distante,
E num lugar perto, bem dentro da alma da gente,
Assim te fizeste, uma luz que vai e não passa,
Uma luz que vai mas fica dentro dessa incoerência bela
E divina da beleza do amar, assim ti conheci,
Essa você que nunca vi mas que ficou dentro de mim.


José João
14/04/2.014




quarta-feira, 9 de abril de 2014

É de você que preciso para viver

Preciso de você, louca e desesperadamente,
Como se fosses o respirar, o sentir, o viver, o estar,
Preciso de você como se tudo fosse apenas resto.
Não vivo sem você... sem você não existe vida,
Toda ela, até mesmo antes de te encontrar,
Já te amava, já me fazia teu com toda a intensidade
De um sentimento que não sabia poder sentir.
Preciso de você, você se fez meu tudo,
Desde o ar até os sonhos mais bonitos que sonhei,
Desde os sonhos até os momentos lindos que vivi.
Existir...o que seria não fosse essa minha talvez
Loucura, viver apenas porque estás, porque és,
De nada mais preciso que não ser precisar de ti.
Não viveria sem você, sem que estejas dentro de mim,
Fazendo pulsar esse  coração que se desespera,
Que chora alucinado se não te sentir nos momentos
Mais perfeitos dessa minha incoerente existência.
Preciso de você dentro de mim, como te sinto agora,
Viva, intensa, enchendo minha alma de ti 
Na loucura dessa saudade infinita que se faz oração
Te buscando entre os vazios que tua ausência deixou.
Preciso de você ...ou pelo menos, dessa saudade de você.
Para poder dizer que ... vivo.


José João
09/04/2.014



terça-feira, 8 de abril de 2014

As lágrimas que meus olhos não choram mais

Jurei para  minha alma, com lágrimas nos olhos,
Que não choraria mais essa tua tanta saudade,
Fiz meus olhos prometerem a mim, convictos,
Que não chorariam mais tua saudade,
Que a brisa sussurrasse teu nome em melodias,
Que o por do sol refletisse a ternura de teu olhar,
Que a noite silenciosa trouxesse todas as lembranças
Dos ternos momentos que vivemos, que trouxesse
Os sonhos mais belos que sonhamos juntos,
Que tudo isso acontecesse, mas não choraria,
Nunca mais, tua saudade. Até mesmo quando, 
No frio da madrugada, a solidão se fizesse viva
Com toda a amargura que tua ausência me faz sentir,
Ainda assim, não choraria mais tua saudade.
Fiz promessa ao tempo, percorri outros caminhos,
Preenchi os pedaços vazios de minhas noites
Com sonhos novos, até mudei as plantas do jardim
Para nas manhãs sentir outro perfume, fiz tudo isso,
E finalmente meus olhos não choram mais tua saudade,
Essa tanta dor da tua ausência, essa tanta dor,
Minha alma agora chora nas poesias que faz,
São meus versos, as lágrimas que meus olhos
Não choram mais.


José João
08/04/2.014


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Te amei assim, com um amor simples

Te amei.... com o amor do mais simples mortal,
Um amor simples como aquele que nunca acaba,
Que nasce na alma, nela se cria, cresce e nunca morre.
Te amei com aquele amor de criança, que apenas ama
E não pergunta porque. Não escolhe hora pra dizer
Te amo, sorri sem motivo, fica demente, fica ávido,
Fica satisfeito e carente. Te amei com aquele amor simples,
Que não faz perguntas, que responde com o coração,
Te amei com toda a simplicidade de te olhar te amando,
Do doar sem pedir para receber, porque o amor simples
Sabe dar de volta na hora certa, sem mais e sem menos,
Na medida exata da necessidade de cada momento.
Te amei assim. Amei teus sorrisos mais alegres,
Amei teus sorrisos tristes, te amei até nos momentos
Mais confusos, exatamente naqueles que faziam parecer
Que não me amavas mais... é preciso saber sentir,
Aprendi a te amar assim, um amor simples,
Mas cheio de mim, cheio de minha alma, cheio de ti,
Cheio de nós dois, na simplicidade de um amor simples,
Desses que não acaba nunca, está sempre vivo...
Te amei até quando me dizias: Meu amor, por favor...
Hoje não. Te amei assim, com essa simplicidade,
Como a saudade que sinto agora, tão simples...
Que dói, que faz...simplesmente... chorar.


José João
07/04/2.014

Motivos para viver...

Motivos para viver...os tive um dia, belos e solenes,
Desde o horizonte onde escrevia teu nome nas nuvens,
Nas declamações em que tu eras a poesia perfeita,
Nas paródias que fazia com o nome das flores,
Sendo o teu a harmonia mais sublime da canção
Que minha alma cantava alegre no entardecer melancólico,
Mas cheio de ti. Motivos para viver...os tive um dia e...
Muitos, teu sorriso que me fazia devanear no tempo
Buscando os mais ternos sonhos, cheios de belezas,
Cheios de nós dois, de promessas verdadeiras,
Que enchiam nossas almas da mais verde esperança
De ser feliz, e a felicidade brincava como criança
Dentro de nós, de nossas almas, cativadas por carícias
Que nossos corações não cansavam de fazer...
Motivos pra viver...os tive um dia, teu doce perfume,
Que a brisa insistia em se perfumar e ir vaidosa
Em volteios leves mentindo nos jardins que era dela
O perfume. Motivos para viver...os tive um dia...
Incontáveis por serem tantos...e hoje...tenho apenas um,
Essa saudade incontida, que me enche a alma de ti,
Nesse vazio que me cerca agora, nessa agustia de existir


José João
07/04/2.014


domingo, 6 de abril de 2014

Um adeus que se fez vida

Meus pensamentos voam ao longe, cabisbaixos e tristes,
Buscam horizontes distantes, talvez até já perdidos
Nos ontens tristonhos que me ficaram como sabor 
Da angustia, da lancinante dor que me corta a alma
Em pedaços, cada um com uma dor diferente,
Deixando-a deitada no nada ruminando a sorte vilã.
As lágrimas caem efusivas, as vezes, outras, gota-a-gota
Como se fosse essa tanta dor transformando lentamente
Meu próprio sangue em pranto, como se apenas lágrimas
Não bastassem pra chorar todas as amarguras que agora
Me vestem e se fazem vivas, cheias de dolorida saudade
Que me cobre todo fazendo que eu seja o resto de mim.
As palavras se atropelam na garganta e morrem sufocadas
Nos soluços apressados que querem se fazer voz
E gritar a dor que a alma, quase desmaiada, chora baixinho,
Como se balbuciasse orações que só ela pode ouvir.
Os prantos, levados pelo olhar de desesperada angustia,
Correm sem rumo no espaço, por não saberem
O caminho do céu, que se perdeu quando um adeus,
Mais doloroso que qualquer adeus, se fez vida
E como parte da alma, nela ficou para sempre.


José João
06/04/2.014


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Flor, Bela poesia triste.

Fica comigo, deita-te em minha alma, mas se fores,
Leva-me dentro de ti, como te deixo dentro de mim,
O teu espaço terno, cheio dos meus tantos-te-querer
Refazendo meus dias nos sonhos que deixamos ficar.
Beija-me com o gosto da primeira vez, o primeiro beijo,
E leva-o contigo que o gosto de teus lábios guardarei,
Lá dentro do melhor pedaço de mim, como se fosse
A mais perfeita troca da beleza de nossas almas,

Espera amor, deixa que o tempo se esgote lentamente,
Saboreia docemente essa minha vontade de ser tua,
Porque a vida, amor, não deixa repetir esses momentos,
A vida é como se fosse um sonho e acordamos sempre.
Na verdade, acordamos sem sabermos onde estamos
Canta, amor, os hinos que só os amantes sabem cantar
Assim me fazes Flor, Bela poesia viva... imortal


José João
03/04/2.014

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Uma poesia vazia de mim

Queria não estar assim, entre mim e o medo de mim,
Ou talvez nem medo seja. Raiva, talvez, pela covardia
De não gritar minha dor que fica forte mas calada
Dentro do silêncio que me sufoca, me deixa inerte,
Preso em um vazio onde estar é mesmo que nada ser.
Me resumo no ácido amargo das palavras que calo,
Na afiada voz cortante dos pesadelos que a alma grita,
Cheios de dor, de amarguras, ruminando o gosto
De uma solidão que engole os momentos como engoliu
Os sonhos, os desejos, até as mentiras ilusórias
Com que enganava a alma carente de sonhos novos.
Não sei mais quem sou, até a saudade que ontem
Brincava comigo, trazendo pedaços de mim que ficaram
No tempo, trazendo fragmentos das história vivas,
Histórias que me fizeram escrever poemas com a alma,
Que me enfeitaram o corpo em rimas completas e coloridas,
Agora se fazem palavras mudas em versos moribundos,
Cansados de se fazerem pensamentos perdidos,
Desesperados,  indo ao tempo como um grito sem eco 
De uma poesia sem começo, sem fim e... vazia de mim.


José João
02/04/2.014
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