sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A eternidade não cabe em um verso.

Na tua saudade, é onde me deito comodamente
Para chorar tua ausência, e nela, na saudade,
Como artesão do pensamento, teço histórias
Contadas em poesias sem rimas, poesias tristes,
Cheias de mim, cheias de ti. Repletas de nós.
Nas entrelinhas conto nossos segredos, nos versos,
Todas as verdades, até os fingimentos que a alma,
(as vezes, fingir engana o pranto...verdade)
Quando sorri, engana a tantos, só não a mim...
(são com meus olhos que ela chora)
Me perco nas poesias perdidas que não escrevo,
Nas poesias incompletas cheias de lágrimas,
Que fazem delas  poesias para serem acabadas 
Quando me faltar o pranto, são poesias infinitas,
Que o tempo guarda nas recordações e nos sonhos
Como se assim se fizessem, para a alma, eternas
Em uma tentativa de imitar, em vão, o que sinto.
Como se na poesia coubesse versos
Do tamanho da eternidade.


José João
25/09/2.014


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