terça-feira, 15 de abril de 2014

As dores que o tempo deixou

Lágrimas, lagrimas de dor, de desespero, como se fosse
O tempo chorando as dores de suas feridas
Em tempestades infindas choradas pelos meus olhos
Tristemente brilhantes pelo brilho dos prantos.
Gritos, como se fosse gritos de fantasmas alucinados
Querendo, pelo menos, serem ouvidos em suas orações
Que mais parecem lamentos moribundos por tanta dor
De estarem perdidos no nada sem serem ouvidos.
Suspiros, lamentos, buscados lá dentro da alma
Que, de joelhos, chora os tantos sonhos que morreram 
Quando ainda, apenas se faziam esperanças de um dia
Serem verdades, serem histórias contadas em poemas,
Em poesias de versos completos sem medo do fim.
Tudo de repente ficou triste, como se um imenso vazio
Tivesse engolido todas as cores, todos os sons...
As palavras se fizeram pequenas, sem razão de serem ditas
Se perderam na incoerência de um mórbido silêncio
Quando um adeus foi gritado com os olhos...
Porque a voz se recusou dize-lo... tanto era a dor...


José João
15/04/2.014



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